{"id":183602,"date":"2026-03-13T12:28:38","date_gmt":"2026-03-13T10:28:38","guid":{"rendered":"https:\/\/factorialhr.com\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-2\/"},"modified":"2026-03-13T13:33:11","modified_gmt":"2026-03-13T11:33:11","slug":"face-off-construindo-marca","status":"publish","type":"factorial_video","link":"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-construindo-marca\/","title":{"rendered":"Face Off: Construindo Marca"},"featured_media":0,"template":"","meta":{"_acf_changed":false,"_video_type":"highlight","_related_series":182879,"_related_episode":183579,"_related_season":0,"_video_source":"vimeo","_youtube_video_id":"","_vimeo_video_id":"1169844467","_speaker_id":183521,"_video_description":"No v\u00eddeo, JOAN ALVARES e SARA CARMONA discutem a import\u00e2ncia de repensar o departamento de Recursos Humanos, abordando a comunica\u00e7\u00e3o eficaz e a gest\u00e3o de equipes. Eles enfatizam que os Recursos Humanos n\u00e3o devem ser vistos apenas como uma fun\u00e7\u00e3o administrativa, mas como uma \u00e1rea essencial que impacta toda a organiza\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s de storytelling e estrat\u00e9gias criativas, eles prop\u00f5em que o foco deve estar nas pessoas e nos problemas que enfrentam, em vez de apenas nos produtos. A comunica\u00e7\u00e3o clara e a defini\u00e7\u00e3o de valores da empresa s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento de um plano de carreira eficaz. Segundo os palestrantes, uma marca forte n\u00e3o s\u00f3 atrai clientes, mas tamb\u00e9m investidores. N\u00e3o perca mais dicas e insights sobre lideran\u00e7a e gest\u00e3o de equipes no epis\u00f3dio completo.","_video_transcription":"00:09 - - Ent\u00e3o? - Muito bem, e tu?Muito bem. Um pouco nervosa, na verdade.\n00:14 - Ah, sim? Porqu\u00ea?Bem, falar em p\u00fablico... N\u00e3o \u00e9 algo que adore fazer.\n00:19 - Mas preocupa-te mais veres-te depois para...Sim, preocupa-me muit\u00edssimo mais ver-me depois do que vou dizer.\n00:24 - Ent\u00e3o, o que vou dizer \u00e9...N\u00e3o digas.Isto n\u00e3o \u00e9 considerado propriamente falar em p\u00fablico. H\u00e1 pouco p\u00fablico.\n00:30 - Pois. Bem, se n\u00e3o me engano, h\u00e1 dois anos...- Dois anos? - Sim, dois anos...\n00:37 - Saiu um \"outdoor\" dos Putos Modernos da Factorial.\n00:41 - Assim que entro, n\u00e3o v\u00ea outra coisa a n\u00e3o ser publicidade paga, um banner num blog,um post em \"paid\" e outras bastante segmentadas sem nenhuma estrat\u00e9gia criativa por tr\u00e1s.\n00:58 - \u00c9 ent\u00e3o que digo: \"Fonix! Ent\u00e3o temos de fazer o que sabemos melhor e vamos criar algo que d\u00ea realmente do que falar,que tenha uma estrat\u00e9gia e um storytelling por detr\u00e1s.\n01:12 - E eu ia com a ideia de \"Cara\u00e7as, Recursos Humanos?\".\n01:16 - Quando nos contaram que era para Recursos Humanos,porque era o que acontecia a toda a gente, perguntei:\"Que raio \u00e9 Recursos Humanos?\" Sempre pensei que eram quem despediam. Sei l\u00e1, quem te manda um email com o recibo de vencimento ou o contrato...\n01:37 - Mas nunca os tinha visto como humanos. N\u00e3o sei se me fa\u00e7o explicar.\n01:39 - Sempre achei que...Sim, h\u00e1 um problema. Acho tamb\u00e9m que vem da express\u00e3o em si...\n01:44 - O conceito \"Recursos Humanos\" gera um pouco de controv\u00e9rsia,d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de que os humanos s\u00e3o recursos.\n01:53 - Mas tamb\u00e9m n\u00e3o existe alternativa que pare\u00e7a...\n01:55 - Talento?Departamento de talento?Bem, chamam-me People.\n02:00 - People \u00e9 um pouco gen\u00e9rico, n\u00e3o \u00e9?Sim, bastante.\n02:04 - E, quando penso precisamente nisso, digo que os Recursos Humanos s\u00e3o o departamento com menos recursos. Que ir\u00f3nico!\n02:12 - E, ao investigar um pouco mais, vemos como 80% do pessoal dos Recursos Humanos se sentem presas ao Excel, ao papel e pouco ou nada ligadas \u00e0s pessoas que, ironicamente, se sentem com muito poucos recursos.\n02:27 - E \u00e9 a\u00ed que dizemos \"Fogo! Porque \u00e9 que n\u00e3o podemos cont\u00e1-lo com uma a\u00e7\u00e3o e com pessoas como os Putos Modernos, que j\u00e1 t\u00eam o seu pr\u00f3prio p\u00fablico-alvo.\n02:37 - E precisamente a\u00ed entra a dictomia:estamos a chegar ao nosso p\u00fablico-alvo.\n02:43 - Porqu\u00ea uma lona?Assim que percebemos que nos apresentaram essa lona com o tal storytelling,reparei numa coisa que gostei bastante:um problema dos Recursos Humanos afeta toda a gente numa empresa.\n03:00 - Quando os Recursos Humanos est\u00e3o a passar mal ou quando os processos s\u00e3o uma merda,n\u00e3o s\u00f3 repara o estagi\u00e1rio como todas as pessoas que tomam notas.\n03:08 - E foi isso que achei bastante poderoso para lan\u00e7ar e dizer \"Vamos por aqui\".\n03:16 - N\u00e3o sei como \u00e9 que voc\u00eas viveram a partir do vosso...\n03:20 - Do vosso primeiro briefing...N\u00e3o sei... Aceitamos, mas n\u00e3o sei se este \u00e9 mesmo o apoio que escolheria eu.\n03:30 - Sim, aconteceu-nos isso que estavas a dizer...Esse desconhecimento do que \u00e9 um departamento de Recursos Humanos...\n03:38 - Acho que \u00e9 um problema a dobrar.Em primeiro lugar, o cidad\u00e3o comum, n\u00e3o sabe mesmo onde come\u00e7am e acabam as fun\u00e7\u00f5es do departamento.\n03:46 - \u00c9 como um Excel em grande, com muitas folhas.Em segundo lugar, apesar de conhecer, obviamente,n\u00e3o parece ser o departamento mais atrativo para trabalhar o para promover.\n03:58 - A partir da\u00ed, entramos na quest\u00e3o \"Op\u00e1, n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o conhec\u00edamos assim tanto a Factorial\" ou soava-nos mais pelo meio empresarial, atrav\u00e9s de uns empreendedores catal\u00e3es que angariaram tanto dinheiro, mas tamb\u00e9m n\u00e3o t\u00ednhamos as coisas muito claras.\n04:13 - E a quest\u00e3o foi um pouco esta: eles n\u00e3o s\u00e3o B2B?\n04:19 - E a d\u00favida de que um cartaz publicit\u00e1rio, por defini\u00e7\u00e3o, \u00e9 um meio massivo.\n04:24 - Portanto, trata-se mais de B2C.Tamb\u00e9m vimos que uma marca n\u00e3o tem um s\u00f3,mas v\u00e1rios p\u00fablicos.\n04:29 - Por exemplo, o investidor tamb\u00e9m \u00e9 p\u00fablico -o futuro investidor, o trabalhador- que, apesar de n\u00e3o ser o diretor dos Recursos Humanos tamb\u00e9m pode exigir.\n04:40 - Existem tamb\u00e9m muitos exemplos de empresas B2B que fazem publicidade B2C.\n04:46 - Intel \u00e9 um desses exemplos.N\u00e3o se pode comprar um microprocesador Intel assim \"a seco\".\n04:52 - Tem de se comprar um computador e eles sempre se preocuparam muito com o Intel Insight.\n04:57 - Acho que s\u00e3o eles que patrocinam a Champions League.\n04:59 - Portanto, n\u00e3o julg\u00e1mos. Aquilo que dissemos foi:\"Pode n\u00e3o ser o mais habitual, mas \u00e9 poss\u00edvel\".\n05:04 - Percebemos que estava a decorrer ali um poss\u00edvel jogo num canal interessante e decidimos arriscar. A partir da\u00ed, come\u00e7amos a conversar.\n05:13 - Tenho uma hist\u00f3ria bastante...Como curiosa que sou, vou dizer...\n05:19 - Que foi quando nos mostraram o cartaz... A primeira coisa que nos disseram a n\u00edvel interno \"Isto \u00e9 texto a mais\" E fic\u00e1mos tipo: \"Cara\u00e7as!\" - Eles n\u00e3o devem cobrar \u00e0 palavra. - Claro, claro.\n05:31 - Isto \u00e9 texto a mais.Estou bastante convencido de que n\u00e3o se deve fazer o log\u00f3tipo muito maior,mas sim a mensagem mais memor\u00e1vel.\n05:38 - Estavam sempre a dizer: \"Onde est\u00e1 a Factorial?E foi a primeira vez que lutei contra essa convic\u00e7\u00e3o de \"Tem de se ver a Factorial\" Era tipo \"N\u00e3o, tem de se ver \u00e9 a hist\u00f3ria\".\n05:50 - E depois as pessoas mostrar\u00e3o interesse por quem a est\u00e1 a contar.\n05:53 - Mas o foco inicial era \"Preciso que as pessoas vejam primeiro uma hist\u00f3ria e um problema.\u00c0 partida, o facto de existir tanto texto num meio de comunica\u00e7\u00e3o que, embora grande, est\u00e1 pensado para ser visto de passagem.\n06:07 - Ali\u00e1s, \u00e9 surpreendente por ser t\u00e3o contraintuitivo e n\u00e3o ser o que se esperaria.\n06:10 - \u00c9 um pouco soberbio pedir \u00e0s pessoas que leiam,mas \u00e9 precisamente pelo texto a mais que surge o \"Que raio \u00e9 isto?\n06:20 - Que porcaria me est\u00e3o a obrigar a ler?\" Desta forma, obviamente, para al\u00e9m de colocar demasiado texto,esse texto tinha de cativar ou contar algo.\n06:30 - E foi aqui que tent\u00e1mos converter o \"brief\" numa hist\u00f3ria, digamos, meio fict\u00edcia, que tamb\u00e9m pode ser um pouco verdade,que devido ao pouco tempo para completar aquele cartaz, t\u00ednhamos passado a \"batata quente\" ao estagi\u00e1rio e este teria feito o cartaz sem consultar ou validar nada, entre tantas outras coisas.\n06:52 - Porque n\u00e3o se teria conseguido organizar bem devido \u00e0 aus\u00eancia de uma gest\u00e3o....\n06:57 - De Recursos Humanos.Exacto. E \u00e9 a\u00ed onde entra o problema e, portanto, a Factorial.\n07:00 - Mas, obviamente, essa hist\u00f3ria \u00e9 totalmente fict\u00edcia.\n07:03 - N\u00e3o \u00e9 isso que acontece.Nunca nos acontece deixarmos o trabalho para o fim e deleg\u00e1-lo a estagi\u00e1rios...\n07:08 - Funcionou e, de facto, foi a primeira vez que dissemos...\n07:12 - Bem, porque eu j\u00e1...Bem, porque eu j\u00e1...Confio bastante nisso, mas disse-se: \"Temos de investir na marca,Confio bastante nisso, mas disse-se: \"Temos de investir na marca,Confio bastante nisso, mas disse-se: \"Temos de investir na marca,isto \u00e9, temos de investir neste tipo de a\u00e7\u00f5es.\n07:20 - A prova disso foi que, ap\u00f3s o cartaz em Espanha,seguiu-se uma campanha mundial que se realizou simultaneamente em cinco pa\u00edses.\n07:29 - Contrat\u00e1mos ag\u00eancias em cada pa\u00eds e em cada uma tent\u00e1mos fazer barulho de uma forma parecida, com base numa insight que acredito que nunca -ou que ainda n\u00e3o se tinha chegado \u00e0 conclus\u00e3o- \u00e9 preciso contar um problema para que algu\u00e9m queira saber onde est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o.\n07:48 - E essa foi a primeira vez que dissemos: \"Op\u00e1, vamos focar-no problema e n\u00e3o no produto\".\n07:54 - Acredito que foi um antes e um depois. Quer dizer...\n07:58 - Parab\u00e9ns.Afinal, as pessoas n\u00e3o podem comprar o que n\u00e3o sabem que existe.\n08:04 - Exatamente.Para existirem na mente das pessoas, tem de se criar a marca.\n08:08 - Porque, ao fim e ao cabo, se se vai vender algo e as pessoas pensem...\n08:11 - \"Quem \u00e9 o senhor?\" Antes de me vender alguma coisa \u00e9 como pedir algu\u00e9m em casamento.\"Mas onde de onde \u00e9 que nos conhecemos?\" Mas, \u00e0 medida que se for da considera\u00e7\u00e3o \u00e0 convers\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio menos poes\u00eda e mais prosa.\n08:28 - A\u00ed funciona melhor um \"pague dois por um\" ou um desconto.\n08:32 - Nas camadas altas, tal como est\u00e1vamos a falar da considera\u00e7\u00e3o do branding, criar uma marca, para mim, n\u00e3o \u00e9 colocar o log\u00f3tipo muito grande.\n08:44 - \u00c9 expressar a marca, o tom e a vis\u00e3o.E, na solu\u00e7\u00e3o e na forma como o problema era mostrado,havia muita marca. Existia, obviamente, a solu\u00e7\u00e3o da marca e uma forma particular de resolver o problema com humor,autocr\u00edtica ou aud\u00e1cia.\n08:59 - \u00c9 igualmente audaz utilizar um meio demasiado caro para fazer algo aparentementedisparatado.\n09:07 - Exato.Ali\u00e1s, suponho que a primeira rea\u00e7\u00e3o do Bernat -ali\u00e1s, consta-me porque ele disse numa entrevista em Itnig- foi \"O que \u00e9 isto?\n09:14 - Como \u00e9 que vamos utilizar?\" As pessoas que nos est\u00e3o a ouvir t\u00eam de saber que um cartaz num s\u00edtio caro custa muito dinheiro. Custa dinheiro.\n09:20 - Depende, mas normalmente mais de seis d\u00edgitos.Ent\u00e3o, como \u00e9 que se gasta?\n09:23 - Vai sair daqui um tweet muito caro, n\u00e3o vai?O que \u00e9 que vamos fazer?\n09:27 - Bem, parte da provoca\u00e7\u00e3o e da disrup\u00e7\u00e3o est\u00e1 a\u00ed.\n09:30 - E isso tamb\u00e9m \u00e9 marca.Por exemplo, dizer \u00e0s pessoas \"eu utilizo um cartaz diferente de qualquer outra marca\" tamb\u00e9m \u00e9 marca.\n09:37 - Mas uma das coisas que me ocorre agora \u00e9 que tamb\u00e9m existe o risco de isto se virar contra n\u00f3s.\n09:44 - Ao demonstrar-se que a marca \u00e9 importante e que tamb\u00e9m se pode medir porque, claro, existem alguma coisas que sim se podem medir:crescimento org\u00e2nico, pesquisas org\u00e2nicas, temas, algoritmo nas redes sociais...\n10:00 - Mas tamb\u00e9m \u00e9 ineg\u00e1vel que n\u00e3o se pode ter algo t\u00e3o med\u00edvel e rastre\u00e1vel como colocar um an\u00fancio no Paid Media.\n10:07 - Diz-se que uma marca n\u00e3o traz neg\u00f3cio imediato.Mas eu n\u00e3o concordo nada com esta teoria. Se h\u00e1 algo que a Vicio est\u00e1 a vender,\u00e9 um peda\u00e7o da sua marca em cada hamb\u00farguer.\n10:18 - E depois \u00e9 a marca Vicio a que atrai diferentes p\u00fablicos.\n10:21 - Um deles \u00e9 quem investe: o facto de que, de repente, um fundo de capital numa hamburgueria que praticamente acaba de abrir;ou o Messi investir 15 milh\u00f5es \u00e0s cegas quase \u00e0s cegas...\n10:33 - \u00c9 porque gostou da marca n\u00e3o por serem os pioneiros em fazerem Smash burgers, j\u00e1 havia aos pontap\u00e9s.\n10:39 - Portanto, o dinheiro do investidor \u00e9 neg\u00f3cio imediato e eles est\u00e3o a investir numa boa marca,porque as promesas de venda, naquele momento, eram apenas promessas e improv\u00e1veis.\n10:50 - Por isso, acho que essa coisa de separar \"neg\u00f3cio\" de \"marca\" \u00e9 muito perigoso.\n10:54 - Para mim, marca significa neg\u00f3cio cont\u00ednuo a longo prazo, como est\u00e1vamos a dizer.\n10:59 - Pero n\u00e3o existe mais neg\u00f3cio do que criar uma boa marca.\n11:03 - Exatamente.Pensemos nas maiores marcas do mundo... S\u00e3o grandes neg\u00f3cios.\n11:08 - Disney, Nike, Apple.Penso que o desafio que temos agora \u00e9 n\u00e3o morrer pelo caminho.\n11:14 - Ao demonstrarmos que a marca tem futuro,temos tend\u00eancia para fazer muita campanha.\n11:19 - E \u00e9 aquilo que estavas a dizer h\u00e1 bocado que me parece muito visto...\n11:24 - N\u00e3o fazer muito, mas sim mais e melhor.Especialmente numa startup em r\u00e1pida expans\u00e3o,tem-se a tend\u00eancia para \"fazer, fazer, fazer\", testar e A\/B tests.\n11:35 - Por isso, \u00e9 que muitas vezes surge a quest\u00e3o de \"Como \u00e9 que se faz isto?\" Manter a consist\u00eancia.\n11:41 - Como \u00e9 que n\u00e3o se obt\u00e9m cinco mensagens diferentes?\n11:45 - Contamos com cinco mercados poderosos, onde estamos a lan\u00e7ar marcas,Por exemplo, agora... Quer dizer, pe\u00e7o desculpa, campanhas.\n11:52 - Por exemplo, agora estamos com um conceito global e, posteriormente, realizar ativa\u00e7\u00f5es em cada mercado,dependendo do que for preciso refor\u00e7ar,mas existe sempre aquele impulso de dizer:- \"Ah, funciona! Mete mais!\" - Claro, \u00e9 a in\u00e9rcia.\n12:06 - Normalmente la in\u00e9rcia de um neg\u00f3cio contagia.Por exemplo, porque \u00e9 que a ind\u00fastria da moda ou a ind\u00fastria do luxo sempre cuidaram melhor da marca?\n12:13 - Porque sempre se soube que vendem mais perce\u00e7\u00f5es do que um creme 500 \u20ac da Dior. No entanto, a n\u00edvel funcional,n\u00e3o \u00e9 assim t\u00e3o diferente ou melhor do que um creme de 3 \u20ac do Mercadona.\n12:25 - Em contrapartida, no mundo da tecnologia e da engenharia, as fases beta, o \"done is better than perfect\", o fazer, o modo \"maker\" absoluto,s\u00e3o quase como uma tirania do fazer. Compreende-se,mas \u00e9 uma l\u00f3gica um bocado perversa. Porque, apesar de no produto,se poder sabe-se l\u00e1 quantas vezes, n\u00e3o costuma existir segunda oportunidade de dar uma primeira impress\u00e3o na comunica\u00e7\u00e3o.\n12:50 - Normalmente, os ensaios de comunica\u00e7\u00e3o....Aten\u00e7\u00e3o, ensaios na comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o significam erros.\n12:59 - Ali\u00e1s, existem marcas que fazem do erro n\u00e3o para retificar,mas sim para gozar dos pr\u00f3prios error e fazer uma segunda campanha.\n13:06 - No meu caso, gosto muito do exemplo da Ryanair.A Ryanair odeia os seus haters.\n13:11 - Por tratar-se de uma marca que recebe muito \"hate\",eles utilizam isso como mat\u00e9ria-prima para dar a volta por cima.\n13:19 - Na comunica\u00e7\u00e3o est\u00e1 autorizado praticamente tudo, at\u00e9 os erros.\n13:22 - Como est\u00e1vamos a dizer h\u00e1 pouco, um dos valores da comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 o fator \"longo prazo\", mas tamb\u00e9m a consist\u00eancia. Claro E, se se muda todos os dias, a marca esfuma-se de tal forma que uma marca perdida na n\u00e9voa j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma marca.\n13:36 - Uma das coisas com que nos deparamos diariamente \u00e9 \"O que \u00e9 que vamos fazer que ainda n\u00e3o tenha sido feito?\" Honestamente, quando partimos para coisas mais loucas ou disruptivas,tamb\u00e9m odeio esta palavra, n\u00e3o nos custa tanto.\n13:55 - Mas, quando vamos para publicidade mais tradicional,ficamos tipo \"Bolas, isto se calhar j\u00e1 foi feito!\".\n14:03 - E h\u00e1 uma parte de mim que sente que n\u00e3o seja m\u00e1 ideia ter a mesma ideia do que outra pessoa, desde que se fa\u00e7a melhor.\n14:11 - Pessoalmente, penso que n\u00e3o se deve fazer algo s\u00f3 porque j\u00e1 foi feito antes.\n14:15 - N\u00e3o sou desse mundo.N\u00e3o sou assim.Claro que aqui entrar\u00edamos praticamente na metaf\u00edsica, mas \u00e9 parecido a definirmos \"ideia\".\n14:23 - Na minha opini\u00e3o, a ideia que tenho tem uma grande parte de execu\u00e7\u00e3o.\n14:26 - Um ponto de partida at\u00e9 pode coincidir, mas \u00e9 muito raro que tanto o ponto de partida como o seu desempenho coincidam.\n14:32 - Mas j\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 em publicidade.Antes do Facebook, j\u00e1 existia Hi5, Friendster, etc.\n14:37 - O Facebook inventou alguma coisa diferente? Um algoritmo melhor? Uma interfaz melhor?\n14:41 - Existe a quest\u00e3o de como executar, como vender,que marca construir, bla bla bla.\n14:46 - Depois haveria um outro debate, mais filos\u00f3fico,que nos daria pano para mangas...\n14:51 - Que \u00e9 o debate da originalidade contra criatividade.\n14:54 - N\u00e3o acredito muito na criatividade.... Acho que \u00e9 algo bastante insolente.\n14:57 - Se se pensar na palavra \"originalidade\", \u00e9 como se eu e o meu g\u00e9nio interior f\u00f4ssemos a origem das coisas.\n15:04 - Quando, na verdade, criatividade \u00e9 misturar coisas nunca antes vistas,consciente ou inconscientemente. Portanto, isso que chamamos de inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mais do que o c\u00famulo das coisas que, consciente ou inconscientemente,se mistura e poder\u00e3o surgir do cinema, de algo visto na rua,de ter visto nos pr\u00e9mios de Cannes... Sei l\u00e1.\n15:22 - E depois existem coisas que s\u00e3o como territ\u00f3rios comuns. N\u00e3o digo \u00f3bvios,mas sim evidentes.\n15:26 - Por exemplo, no caso de um detergente, \u00e9 f\u00e1cil dizer, nalgum momento,que lava branco ou mais branco ainda.\n15:34 - A partir da\u00ed, enquanto algumas pessoas v\u00e3o dizer de uma forma atrav\u00e9s de bonecos de fic\u00e7\u00e3o a entrarem na tecnologia, outras tantas dir\u00e3o com um falso jornalista a tocar \u00e0 campainha e a aparecer uma dona de casa com o seu cesto todo bonitinho.\n15:54 - Mas o branco n\u00e3o \u00e9 patrim\u00f3nio de um \u00fanico detergente, porque basicamente trata-se do insight dos consumidores que querem ter a sua camisa branca e intacta como quando a compraram.\n16:05 - E, por falar em copiar, como \u00e9 que voc\u00eas lidam com o facto de se copiar muito o vosso formato?\n16:12 - H\u00e1 uma parte positiva que \u00e9 quando algu\u00e9m atribui mais campanhas do que as que se costuma fazer. Todas as semanas s\u00e3o-nos atribu\u00eddas campanhas que n\u00e3o s\u00e3o nossas.\n16:20 - Isso \u00e9 fixe, mas n\u00e3o deixa de ser engra\u00e7ado.Quando a campanha \u00e9 muito m\u00e1, dizemos que n\u00e3o \u00e9 nossa;e, quando \u00e9 uma boa campanha, simplesmente n\u00e3o dizemos nada.\n16:29 - Mas a quest\u00e3o est\u00e1 em \"O que \u00e9 que acontece? O que h\u00e1 de bom nisso?\" Sem acreditar que invent\u00e1mos o humor publicit\u00e1rio ou a publicidade baseada em \"copy\", que seria um pouco convencido, acreditamos sim que o facto de isso acontecer e que as pessoas nos atribuam campanhas que n\u00e3o s\u00e3o nossas demonstra que temos um selo ou um estilo reconhec\u00edvel. Significa que somos uma marca.\n16:50 - A prova de que somos una marca \u00e9 as pessoas perceberem que h\u00e1 coisas que fomos n\u00f3s que metemos o capital ou que se reconhecem em n\u00f3s.\n16:59 - A partir da\u00ed, est\u00e1 o facto de se sentirem mais ou menos inspiradas por n\u00f3s...\n17:03 - Gosto muito dessa idea de desdramatizar:n\u00e3o te preocupes por te copiarem; preocupa-te sim com o dia em que te deixam de copiar.\n17:12 - Ningu\u00e9m copia aquilo que n\u00e3o acredita ser digno de ser copiado.\n17:15 - Ali\u00e1s, sendo n\u00f3s os Putos Modernos que roubamos o nome a um graffitti,seria bastante ousado andar a enviar notifica\u00e7\u00f5es judiciais por direitos de autor.\n17:25 - Mas, se virmos algo muito literal,acho que \u00e9 mais arriscado para quem faz do que para quem recebe.\n17:32 - Se o p\u00fablico percebe...J\u00e1 aconteceu termos f\u00e3s -que costumamos chamar de militantes- que, sem precisarem de lhes enviarmos notifica\u00e7\u00f5es judiciais,come\u00e7am logo \"\u00e0 porrada\" nos coment\u00e1rios sem termos de intervir:\"Voc\u00eas copiaram?\" Se era injusto por n\u00e3o ser assim, ainda medi\u00e1mos.\n17:50 - Mas, se era evidente, quem se mete em problemas \u00e9 quem copia e n\u00e3o quem foi copiado. Certo?\n17:55 - Ent\u00e3o, vamos beber uma cerveja?Bora, vamos a duas.\n17:59 - Tr\u00eas, se forem pequenas.","_has_trailer":false,"_trailer_vimeo_id":""},"categories":[996],"factorial-categories":[],"class_list":["post-183602","factorial_video","type-factorial_video","status-publish","hentry","category-insights-de-lideranca-pt-pt"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v21.5 (Yoast SEO v21.9.1) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Face Off: Construindo Marca | Factorial<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-construindo-marca\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Face Off: Construindo Marca\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-construindo-marca\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Factorial\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/people\/Factorial\/100064908455810\/\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-03-13T11:33:11+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/factorialhr.pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/17131146\/factorial-open-graph.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1200\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"628\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@factorialapp\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-construindo-marca\/\",\"url\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-construindo-marca\/\",\"name\":\"Face Off: Construindo Marca | Factorial\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/#website\"},\"datePublished\":\"2026-03-13T10:28:38+00:00\",\"dateModified\":\"2026-03-13T11:33:11+00:00\",\"inLanguage\":\"pt-PT\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/factorial-play\/videos\/face-off-construindo-marca\/\"]}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/\",\"name\":\"Factorial\",\"description\":\"\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-PT\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/#organization\",\"name\":\"All-in-one business management software - 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