{"id":195955,"date":"2026-07-22T16:59:35","date_gmt":"2026-07-22T14:59:35","guid":{"rendered":"https:\/\/factorialhr.com\/blog\/?p=195955"},"modified":"2026-07-22T17:36:29","modified_gmt":"2026-07-22T15:36:29","slug":"politica-seguranca-informacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/politica-seguranca-informacao\/","title":{"rendered":"Pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o: como elabor\u00e1-la"},"content":{"rendered":"<p>Quase todas as empresas t\u00eam uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o. Os problemas come\u00e7am quando \u00e9 preciso demonstrar que algu\u00e9m a leu de facto, que \u00e9 revista com regularidade e que aquilo que o documento diz corresponde ao que est\u00e1 efetivamente configurado nos computadores dos colaboradores. \u00c9 <strong>o primeiro documento que um auditor pede<\/strong>, e \u00e9 tamb\u00e9m o que mais se copia e pior se adapta.<\/p>\n<p>Neste artigo vemos <strong>o que \u00e9 exatamente uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o<\/strong>, que normas a exigem, que sec\u00e7\u00f5es deve incluir, como se elabora passo a passo e quais s\u00e3o os erros mais frequentes na sua reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>O que \u00e9 uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>A pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 o documento aprovado pela dire\u00e7\u00e3o no qual uma organiza\u00e7\u00e3o <strong>declara o seu compromisso com a prote\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e fixa os princ\u00edpios que v\u00e3o reger essa prote\u00e7\u00e3o<\/strong>. Define o \u00e2mbito, atribui responsabilidades e estabelece o quadro dentro do qual s\u00e3o tomadas depois as decis\u00f5es t\u00e9cnicas e organizativas. Aparece tamb\u00e9m referida como pol\u00edtica de seguran\u00e7a inform\u00e1tica, embora a formula\u00e7\u00e3o usada pela ISO 27001 seja a primeira.<\/p>\n<p>\u00c9 um <strong>documento de alto n\u00edvel<\/strong>. N\u00e3o explica como se configura uma firewall nem de quantos em quantos dias expira uma palavra-passe. Fixa o qu\u00ea e o porqu\u00ea, e deixa o como para as normas e os procedimentos que dela decorrem. \u00c9 por isso que uma pol\u00edtica bem escrita raramente passa das quatro ou cinco p\u00e1ginas.<\/p>\n<p>Cobre toda a informa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o, independentemente do suporte. Os dados dos sistemas internos, a documenta\u00e7\u00e3o em papel, a informa\u00e7\u00e3o partilhada com fornecedores e a que circula em conversas ou em suportes amov\u00edveis entram todas no mesmo per\u00edmetro.<\/p>\n<h3>Pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas de seguran\u00e7a, s\u00e3o a mesma coisa?<\/h3>\n<p>\u00c9 a confus\u00e3o mais comum e vale a pena esclarec\u00ea-la j\u00e1. No singular falamos do documento-quadro, aquele que a dire\u00e7\u00e3o assina e do qual dependem todos os outros. No plural falamos das pol\u00edticas tem\u00e1ticas, as que desenvolvem cada \u00e1rea concreta e as que os colaboradores aplicam realmente no dia a dia.<\/p>\n<p>A hierarquia documental tem normalmente tr\u00eas n\u00edveis.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Pol\u00edtica geral<\/strong>: documento-quadro aprovado pela dire\u00e7\u00e3o, curto e est\u00e1vel ao longo do tempo.<\/li>\n<li><strong>Pol\u00edticas tem\u00e1ticas<\/strong>: controlo de acessos, utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos, teletrabalho, c\u00f3pias de seguran\u00e7a, classifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o de incidentes ou desenvolvimento seguro, entre outras.<\/li>\n<li><strong>Procedimentos e registos<\/strong>: o detalhe operacional de cada pol\u00edtica e a prova de que foi aplicada.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Para que serve uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>A sua fun\u00e7\u00e3o principal \u00e9 dar uma dire\u00e7\u00e3o. Quando surge uma situa\u00e7\u00e3o que ningu\u00e9m tinha previsto, a pol\u00edtica \u00e9 <strong>o crit\u00e9rio a que se recorre para decidir<\/strong>. Sem ela, cada \u00e1rea resolve como pode e as decis\u00f5es de seguran\u00e7a acabam por depender de quem estiver dispon\u00edvel nesse dia.<\/p>\n<p>Cumpre al\u00e9m disso quatro fun\u00e7\u00f5es concretas.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Torna vis\u00edvel o compromisso da dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: a seguran\u00e7a deixa de ser um assunto do departamento de IT e passa a ser sustentada pelo topo da organiza\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Distribui responsabilidades<\/strong>: cada fun\u00e7\u00e3o sabe o que lhe compete e a quem deve reportar.<\/li>\n<li><strong>Torna a exig\u00eancia opon\u00edvel internamente<\/strong>: sem uma norma comunicada e aceite, \u00e9 dif\u00edcil exigir o seu cumprimento a um colaborador.<\/li>\n<li><strong>Sustenta todo o resto do sistema<\/strong>: as pol\u00edticas tem\u00e1ticas, os procedimentos e os controlos t\u00e9cnicos apoiam-se nela e \u00e9 nela que se justificam.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A isto junta-se uma utiliza\u00e7\u00e3o cada vez mais frequente fora da organiza\u00e7\u00e3o. Os grandes clientes e a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica pedem a pol\u00edtica de seguran\u00e7a nos processos de qualifica\u00e7\u00e3o de fornecedores, e muitas seguradoras exigem-na antes de emitir uma ap\u00f3lice de ciberseguro.<\/p>\n<h2>Que impacto tem a pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o na certifica\u00e7\u00e3o ISO 27001?<\/h2>\n<p>A <a href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/iso-27001\/\">ISO 27001<\/a> \u00e9 a norma internacional que certifica os sistemas de gest\u00e3o de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, e a pol\u00edtica condiciona essa certifica\u00e7\u00e3o desde o primeiro momento. <strong>A sua aus\u00eancia \u00e9 eliminat\u00f3ria<\/strong>, porque o requisito 5.2 faz parte do corpo da norma e n\u00e3o admite exclus\u00e3o na Declara\u00e7\u00e3o de Aplicabilidade. Sem pol\u00edtica aprovada pela gest\u00e3o de topo n\u00e3o h\u00e1 certifica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A sua qualidade d\u00e1 o tom ao resto da auditoria. O controlo A.5.1 exige que a pol\u00edtica seja aprovada, publicada, comunicada, reconhecida pelo pessoal abrangido e revista em intervalos planeados. Como as pol\u00edticas tem\u00e1ticas e os procedimentos se apoiam nela, <strong>uma fragilidade a este n\u00edvel arrasta n\u00e3o conformidades em cadeia<\/strong>. O seu \u00e2mbito delimita tamb\u00e9m o do certificado, porque aquilo que fica fora do documento fica fora do sistema.<\/p>\n<p>A ISO 27001 n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica a exigi-la. A diretiva <a href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/nis2-portugal\/\">NIS2<\/a> abre a sua lista de medidas m\u00ednimas precisamente com as pol\u00edticas de seguran\u00e7a dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o, o Quadro Nacional de Refer\u00eancia para a Ciberseguran\u00e7a do CNCS coloca-a entre as primeiras medidas a implementar e o RGPD obriga a documentar as medidas organizativas aplicadas aos tratamentos de dados.<\/p>\n<div class=\"factorial-banner inline-banner banner-other category-iso-27001\"\n    data-banner-id=\"192868\"\n    data-banner-type=\"other\"\n    data-category=\"ISO 27001\">\n    <div class=\"banner-content\">\n        <div class=\"banner-text\">\n                            <h4>Ainda a criar Excels para a tua auditoria ISO 27001?<\/h4>\n            \n                            <p>A Factorial IT automatiza o invent\u00e1rio, os acessos e as evid\u00eancias de auditoria. 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Objetivo e \u00e2mbito<\/h3>\n<p>O objetivo explica <strong>a raz\u00e3o de ser do documento<\/strong> e deve estar alinhado com os objetivos do neg\u00f3cio. O \u00e2mbito \u00e9 a parte mais descurada e a que mais problemas d\u00e1 depois. Tem de delimitar com precis\u00e3o que processos, instala\u00e7\u00f5es, sistemas, ativos e pessoas ficam abrangidos.<\/p>\n<p>Um \u00e2mbito mal definido produz dois efeitos. Demasiado amplo, a empresa compromete-se a proteger aquilo que n\u00e3o consegue controlar. Demasiado estreito, a certifica\u00e7\u00e3o perde valor junto de clientes que esperavam ver toda a opera\u00e7\u00e3o coberta.<\/p>\n<h3>2. Princ\u00edpios e compromisso da dire\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Aqui ficam registados <strong>os princ\u00edpios que orientam a seguran\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o<\/strong>. Os mais comuns s\u00e3o a gest\u00e3o baseada no risco, a seguran\u00e7a por defeito, o privil\u00e9gio m\u00ednimo, a defesa em profundidade e a melhoria cont\u00ednua.<\/p>\n<p>O compromisso da dire\u00e7\u00e3o deve ser expl\u00edcito e verific\u00e1vel. Inclui a atribui\u00e7\u00e3o de recursos, a aprova\u00e7\u00e3o formal do documento e a participa\u00e7\u00e3o na revis\u00e3o peri\u00f3dica do sistema. Uma declara\u00e7\u00e3o de inten\u00e7\u00f5es gen\u00e9rica, sem or\u00e7amento associado nem assinatura identific\u00e1vel, acrescenta pouco.<\/p>\n<h3>3. Fun\u00e7\u00f5es e responsabilidades<\/h3>\n<p>A pol\u00edtica define <strong>quem faz o qu\u00ea<\/strong>. No m\u00ednimo aparecem o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o, o comit\u00e9 de seguran\u00e7a quando existe, os propriet\u00e1rios de cada ativo ou processo e as obriga\u00e7\u00f5es gerais de todos os colaboradores.<\/p>\n<p>Cada fun\u00e7\u00e3o deve ter tarefas concretas. Vale a pena esclarecer tamb\u00e9m as intera\u00e7\u00f5es com a prote\u00e7\u00e3o de dados, com o encarregado da prote\u00e7\u00e3o de dados quando existe e com os respons\u00e1veis de recursos humanos, porque as admiss\u00f5es e as sa\u00eddas desencadeiam tarefas de seguran\u00e7a que muitas vezes ficam sem dono.<\/p>\n<h3>4. Pol\u00edticas tem\u00e1ticas de refer\u00eancia<\/h3>\n<p>A pol\u00edtica geral <strong>enumera as pol\u00edticas espec\u00edficas que a desenvolvem e indica onde consult\u00e1-las<\/strong>. As mais frequentes s\u00e3o controlo de acessos, utiliza\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel dos recursos, dispositivos m\u00f3veis e BYOD, teletrabalho, classifica\u00e7\u00e3o e tratamento da informa\u00e7\u00e3o, c\u00f3pias de seguran\u00e7a, criptografia, gest\u00e3o de incidentes, rela\u00e7\u00e3o com fornecedores e desenvolvimento seguro.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso descrev\u00ea-las. Basta list\u00e1-las, indicar quem \u00e9 o respetivo propriet\u00e1rio e dar uma refer\u00eancia documental clara.<\/p>\n<h3>5. Exce\u00e7\u00f5es e consequ\u00eancias do incumprimento<\/h3>\n<p>Mais cedo ou mais tarde, qualquer pol\u00edtica encontra <strong>um caso em que uma medida n\u00e3o pode ser aplicada<\/strong>. O documento deve indicar quem pode autorizar uma exce\u00e7\u00e3o, com que justifica\u00e7\u00e3o, durante quanto tempo e onde fica registada.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias do incumprimento t\u00eam de constar de forma expressa e dentro dos limites permitidos pela legisla\u00e7\u00e3o laboral. Sem esta sec\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o perde capacidade de resposta perante uma falha grave.<\/p>\n<h3>6. Controlo de vers\u00f5es e aprova\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Uma pol\u00edtica sem controlo de vers\u00f5es \u00e9 uma pol\u00edtica que n\u00e3o se consegue auditar. A capa ou o rodap\u00e9 do documento deve indicar o n\u00famero de vers\u00e3o, a data de aprova\u00e7\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o que aprova, o autor, a data da pr\u00f3xima revis\u00e3o e um hist\u00f3rico de altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Esta sec\u00e7\u00e3o parece menor e <strong>\u00e9 das primeiras que um auditor consulta<\/strong>. Permite-lhe perceber em trinta segundos se o sistema est\u00e1 vivo ou se o documento n\u00e3o \u00e9 tocado h\u00e1 quatro anos.<\/p>\n<h2>Como elaborar uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<p>Redigir o documento \u00e9 a parte curta do trabalho. O que lhe d\u00e1 subst\u00e2ncia \u00e9 o que acontece antes e o que acontece depois.<\/p>\n<h3>1. Inventariar os ativos e analisar os riscos<\/h3>\n<p>A pol\u00edtica protege ativos concretos, por isso o primeiro passo \u00e9 saber quais s\u00e3o. O invent\u00e1rio deve reunir <strong>computadores, servidores, aplica\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os na cloud, dados, suportes e as pessoas com acesso a cada um<\/strong>. Num parque inform\u00e1tico repartido entre escrit\u00f3rio e teletrabalho, esta fotografia s\u00f3 se mant\u00e9m atualizada se for tirada de forma autom\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com o invent\u00e1rio em m\u00e3os identificam-se <strong>amea\u00e7as e vulnerabilidades<\/strong>, avalia-se a sua probabilidade e impacto e decide-se que riscos s\u00e3o aceites, mitigados, transferidos ou evitados. Em Portugal, a refer\u00eancia mais utilizada nesta fase \u00e9 a ISO 27005, a par do Quadro Nacional de Refer\u00eancia para a Ciberseguran\u00e7a. Os princ\u00edpios que vierem a constar da pol\u00edtica nascem daqui, e \u00e9 isso que distingue um documento pr\u00f3prio de um modelo descarregado.<\/p>\n<h3>2. Redigir e aprovar o documento<\/h3>\n<p>A reda\u00e7\u00e3o deve ser compreens\u00edvel para todos os colaboradores, incluindo as pessoas sem perfil t\u00e9cnico. Frases curtas, um gloss\u00e1rio no final e nenhum termo que n\u00e3o se consiga explicar numa linha.<\/p>\n<p><strong>A aprova\u00e7\u00e3o cabe \u00e0 dire\u00e7\u00e3o<\/strong>, com data e assinatura identific\u00e1vel. Nas organiza\u00e7\u00f5es com comit\u00e9 de seguran\u00e7a, a pr\u00e1tica habitual \u00e9 o comit\u00e9 propor o texto e a dire\u00e7\u00e3o aprov\u00e1-lo formalmente em ata.<\/p>\n<h3>3. Comunic\u00e1-la e registar a sua aceita\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Colocar a pol\u00edtica numa pasta partilhada n\u00e3o \u00e9 comunic\u00e1-la. A norma exige que o pessoal abrangido tome conhecimento dela, por isso \u00e9 preciso <strong>uma prova de que cada pessoa a recebeu e aceitou<\/strong>, com data.<\/p>\n<p>A forma mais limpa de o resolver \u00e9 integr\u00e1-la no onboarding. A pessoa recebe o documento quando entra, aceita-o digitalmente e esse registo fica associado ao seu processo individual. Quando a pol\u00edtica muda de vers\u00e3o, a aceita\u00e7\u00e3o volta a ser pedida a toda a equipa. Este hist\u00f3rico \u00e9 exatamente o que te v\u00e3o pedir numa auditoria.<\/p>\n<h3>4. Rev\u00ea-la e atualiz\u00e1-la<\/h3>\n<p>A revis\u00e3o faz-se em intervalos planeados, <strong>normalmente uma vez por ano dentro da revis\u00e3o pela gest\u00e3o<\/strong>. Faz-se tamb\u00e9m perante altera\u00e7\u00f5es significativas, como uma fus\u00e3o, uma mudan\u00e7a de infraestrutura, a entrada num novo quadro regulamentar ou um incidente de seguran\u00e7a relevante.<\/p>\n<p>Cada revis\u00e3o deixa rasto mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 altera\u00e7\u00f5es. Registar que o documento foi revisto numa data concreta e mantido sem modifica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 prova v\u00e1lida.<\/p>\n<h2>Exemplo de pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Muitas organiza\u00e7\u00f5es publicam a sua pol\u00edtica em acesso livre, o que ajuda a perceber o tom e a extens\u00e3o reais. Notam-se dois padr\u00f5es. O documento raramente passa das cinco p\u00e1ginas, e quase todos incluem uma tabela de controlo de vers\u00f5es na primeira ou na \u00faltima p\u00e1gina.<\/p>\n<p>Um <strong>\u00edndice-tipo de uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 mais ou menos este.<\/p>\n<ul>\n<li>Objeto e \u00e2mbito de aplica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Quadro normativo de refer\u00eancia<\/li>\n<li>Princ\u00edpios de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Compromisso da dire\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Organiza\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a, fun\u00e7\u00f5es e responsabilidades<\/li>\n<li>Gest\u00e3o de riscos<\/li>\n<li>Normas e pol\u00edticas espec\u00edficas de desenvolvimento<\/li>\n<li>Forma\u00e7\u00e3o e sensibiliza\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Gest\u00e3o de incidentes<\/li>\n<li>Conformidade, exce\u00e7\u00f5es e regime disciplinar<\/li>\n<li>Revis\u00e3o e controlo de vers\u00f5es<\/li>\n<\/ul>\n<p>Este esqueleto serve como ponto de partida. O conte\u00fado de cada sec\u00e7\u00e3o s\u00f3 tem valor se resultar da an\u00e1lise de riscos da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Erros frequentes na reda\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>As pol\u00edticas que chumbam numa auditoria repetem quase sempre os mesmos erros.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Copiar um modelo sem adaptar o \u00e2mbito:<\/strong> aparecem instala\u00e7\u00f5es que n\u00e3o existem, departamentos que a empresa nunca teve ou sistemas que nunca foram implementados. Um auditor deteta-o logo na primeira leitura e a partir da\u00ed olha para o resto do sistema com mais desconfian\u00e7a.<\/li>\n<li><strong>Ser aprovada pelo departamento de IT em vez da dire\u00e7\u00e3o:<\/strong> a norma exige que seja a gest\u00e3o de topo a estabelec\u00ea-la. Uma pol\u00edtica assinada apenas pelo respons\u00e1vel t\u00e9cnico n\u00e3o cumpre o requisito e passa a mensagem de que a seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 sustentada pelo topo.<\/li>\n<li><strong>Confundir a pol\u00edtica com o procedimento:<\/strong> se o documento fixa o comprimento m\u00ednimo das palavras-passe ou a frequ\u00eancia das c\u00f3pias de seguran\u00e7a, cada ajuste operacional obriga a nova aprova\u00e7\u00e3o pela dire\u00e7\u00e3o. A pol\u00edtica deixa de ser atualizada e em poucos meses afasta-se da realidade.<\/li>\n<li><strong>Deixar de fora fornecedores e pessoal externo:<\/strong> muitas pol\u00edticas contemplam apenas os colaboradores internos e esquecem trabalhadores independentes, subcontratados e fornecedores com acesso aos sistemas. \u00c9 uma das portas de entrada mais comuns e um dos pontos mais analisados em auditoria.<\/li>\n<li><strong>N\u00e3o conseguir demonstrar que os colaboradores a conhecem:<\/strong> o documento existe, est\u00e1 aprovado e est\u00e1 publicado, mas ningu\u00e9m consegue atestar quem o leu. Sem registo de aceita\u00e7\u00e3o falha o requisito de comunica\u00e7\u00e3o e tomada de conhecimento.<\/li>\n<li><strong>Um desfasamento entre o que est\u00e1 escrito e o que est\u00e1 configurado nos equipamentos:<\/strong> a pol\u00edtica declara encripta\u00e7\u00e3o do disco, bloqueio autom\u00e1tico do ecr\u00e3 e palavras-passe robustas, e ao verificar o parque uma parte dos dispositivos n\u00e3o cumpre nenhuma das tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es. \u00c9 o erro com consequ\u00eancias mais pesadas, porque transforma uma n\u00e3o conformidade menor numa maior.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Aplica a pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o com o Factorial IT<\/h2>\n<p>Uma pol\u00edtica s\u00f3 serve se aquilo que declara <strong>estiver realmente aplicado nos equipamentos e se essa aplica\u00e7\u00e3o puder ser demonstrada<\/strong>. Quanto mais manual for o processo, mais o documento e a realidade se afastam um do outro.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/factorial-it\">Factorial IT<\/a> regista os dispositivos da empresa e aplica-lhes as regras de encripta\u00e7\u00e3o, bloqueio de ecr\u00e3 e palavras-passe em Mac, Windows e Linux, sem ter de os configurar um a um. A pol\u00edtica \u00e9 entregue e aceite logo no onboarding, e essa aceita\u00e7\u00e3o fica registada com data no processo individual de cada pessoa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/factorial.es\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/23134110\/factorial-it-platform-1024x506.png\" alt=\"plataforma factorial it\" \/><\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que a pol\u00edtica passa a ter por tr\u00e1s um relat\u00f3rio de estado que mostra que equipamentos cumprem cada medida e quem aceitou o documento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase todas as empresas t\u00eam uma pol\u00edtica de seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o. 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