{"id":29377,"date":"2020-09-15T16:54:07","date_gmt":"2020-09-15T14:54:07","guid":{"rendered":"https:\/\/factorialhr.com\/blog\/?p=29377"},"modified":"2025-06-02T04:01:36","modified_gmt":"2025-06-02T02:01:36","slug":"inseguranca-retorno-aos-escritorios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/inseguranca-retorno-aos-escritorios\/","title":{"rendered":"Inseguran\u00e7a laboral e retorno aos escrit\u00f3rios &#8211; Com Isabel Mo\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>Com forma\u00e7\u00e3o em Sociologia e Gest\u00e3o de recursos humanos, Isabel Mo\u00e7o construiu sua carreira com a miss\u00e3o profissional de desenvolver pessoas e neg\u00f3cios. Coordenadora e Professora da Universidade Europeia, Isabel partilhou conosco algumas ideias sobre o processo de retorno aos escrit\u00f3rios e os <strong>desafios de gerir as inseguran\u00e7as dos colaboradores<\/strong> neste momento.<\/p>\n<p>Portugal, assim como todo o mundo, vive um per\u00edodo de incertezas em que as mudan\u00e7as acontecem rapidamente na vida pessoal e profissional de cada um. A crise do Coronav\u00edrus mudou de uma hora para a outra a rotina de quem trabalha. Agora, o dia a dia das empresas volta pouco a pouco ao normal, e muitas pessoas precisam <strong>adaptar-se novamente \u00e0 rotina nos escrit\u00f3rios<\/strong>.<\/p>\n<p>No entanto, nem tudo ser\u00e1 como antes, e encarar os desafios do \u201cnovo normal\u201d impacta de diferentes formas as empresas e os colaboradores. Em um per\u00edodo de tantas mudan\u00e7as e adapta\u00e7\u00f5es, \u00e9 comum que algumas pessoas se sintam inseguras por diferentes raz\u00f5es, e \u00e9 essencial que os gestores e o departamento de Recursos Humanos estejam atentos a isso.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que Isabel desenvolveu um estudo que avalia a<strong> inseguran\u00e7a dos portugueses com o retorno aos escrit\u00f3rios<\/strong>.<\/p>\n<p>No recente estudo \u201c<a href=\"https:\/\/forms.office.com\/Pages\/ResponsePage.aspx?id=nXtOcAcsYkOXaD_vVcMbfxTo2-iD1YBPnA1xf2knUBFUM1pTUFFEWDFTNDdaRUc1WDROMVM4SkZNSy4u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">(In)Seguran\u00e7a Laboral<\/a>\u201d, feito para a Universidade Europeia, Isabel investigou se os portugueses sentem-se seguros com as condi\u00e7\u00f5es de trabalho e com a manuten\u00e7\u00e3o de seus empregos, nesta fase de regresso.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m disso, ela destacou a import\u00e2ncia de gerir as inseguran\u00e7as dos colaboradores neste momento e indicou algumas condi\u00e7\u00f5es essenciais para a retoma.<\/p>\n<p><strong>Confira na entrevista abaixo quais s\u00e3o as principais incertezas e inseguran\u00e7as dos colaboradores e como os gestores e o departamento de RH podem geri-las da melhor forma poss\u00edvel.<\/strong><\/p>\n<h2><strong>Conte-nos um pouco sobre sua trajet\u00f3ria profissional. Qual a sua rela\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea de Recursos Humanos?<\/strong><\/h2>\n<p>Creio que o meu percurso em RH seja ilustrativo de que a carreira pode ter alguma coisa de imprevisibilidade, sendo que o importante \u00e9 que fa\u00e7amos por paix\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 ao 10\u00ba ano de escolaridade nunca esteve claro o que queria seguir. No 11\u00aa ano tive uma disciplina de Sociologia e fiquei com a certeza de que era aquilo que queria. E foi o curso que fiz, o qual tinha um est\u00e1gio no 5\u00ba ano \u2013 como escolhi a especializa\u00e7\u00e3o em Sociologia do trabalho, \u201ccalhou\u201d fazer o est\u00e1gio nessa \u00e1rea, na RDP, atualmente RTP.<\/p>\n<p>\u201cCalhou\u201d fazer o est\u00e1gio na Dire\u00e7\u00e3o de Pessoal, Gabinete de Gest\u00e3o T\u00e9cnica do Trabalho. E o \u201cbichinho\u201d entrou. Depois disso, voltei a estudar e fiz logo uma P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o de Recursos Humanos, seguindo-se um percurso de forma\u00e7\u00e3o, consultoria, t\u00e9cnico e de ensino nesses dom\u00ednios. Ao longo dos \u00faltimos quase 30 anos foi-se desenvolvendo esta paix\u00e3o, e creio que este percurso \u00e9 ilustrativo de que por vezes as paix\u00f5es podem nascer pelo acaso.<\/p>\n<p>E para<strong> trabalhar nesta \u00e1rea \u00e9 realmente necess\u00e1ria muita paix\u00e3o<\/strong>, o que tamb\u00e9m se faz com as experi\u00eancias e pessoas boas da nossa vida. Neste momento, a minha rela\u00e7\u00e3o com Recursos Humanos \u00e9 fundamentalmente no ensino universit\u00e1rio, mas para que muito contribui todo o percurso t\u00e9cnico e de gest\u00e3o que fiz at\u00e9 muito recentemente.<\/p>\n<h2><strong>Muitas empresas j\u00e1 retomaram o trabalho nos escrit\u00f3rios.\u00a0 Como fazer uma transi\u00e7\u00e3o positiva do teletrabalho para o trabalho presencial?<\/strong><\/h2>\n<p>As mudan\u00e7as s\u00e3o sempre desconforto, incerteza e adapta\u00e7\u00e3o. Quer seja do presencial para o remoto, ou em sentido contr\u00e1rio, h\u00e1 que, fundamentalmente, <strong>ter em conta duas vari\u00e1veis: pessoas e processos<\/strong> (entre outras, mas com as pessoas em primeiro lugar).<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Acredito que esta pandemia vai implicar que estejamos permanentemente em altern\u00e2ncia entre um regime e outro, com vantagens mas tamb\u00e9m com enormes desafios.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Se passar para o \u201cremoto\u201d foi um \u201cmust have\u201d, nem sempre considerando perfil do trabalhador, suas tarefas e responsabilidades, suas condi\u00e7\u00f5es, restri\u00e7\u00f5es e limites, por outro foi a prova cabal que faltava para os c\u00e9ticos destes formatos mais flex\u00edveis de organiza\u00e7\u00e3o do trabalho. V\u00e1rios estudos entretanto realizados vieram indicar que<strong> n\u00edveis de produtividade, satisfa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a\u00a0 aumentaram significativamente<\/strong>.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 s\u00f3 por isso que as empresas os adotaram \u2013 teve de ser. E agora, que estamos lentamente a regressar \u00e0s empresas (e dados recentes parecem prever um retrocesso), os <strong>cuidados<\/strong> que n\u00e3o se seguiram porque foi a resposta poss\u00edvel a uma situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia, devem ser atendidos.<\/p>\n<p>Apenas alguns desses cuidados, e admitindo que as empresas seguem todas as normas de seguran\u00e7a e funcionamento indicadas pelas autoridades:<\/p>\n<p>As pessoas sentem-se seguras para voltar \u00e0 empresa? Como se deslocam? Que contexto familiar\/social t\u00eam e como impactam na rotina quotidiana (ex: assist\u00eancia a filhos, idosos)? Querem voltar? Os sistemas de rota\u00e7\u00e3o s\u00e3o determinados \u201cna secret\u00e1ria\u201d ou foi escutado o trabalhador para os definir? Vantagens e riscos de \u201cobrigar\u201d o trabalhador a regressar?<\/p>\n<p>E relativamente aos processos, dever\u00e1 ser feita uma exaustiva reflex\u00e3o sobre a <strong>real necessidade da presen\u00e7a f\u00edsica da pessoa na empresa<\/strong>. No fundo, quest\u00f5es\/cuidados que devem ser atendidos, para que n\u00e3o tenhamos nas empresas um contingente pouco tranquilo e focado. Claro que nem sempre as empresas podem atender \u00e0 vastid\u00e3o de casos particulares e o neg\u00f3cio tem de funcionar. Baby steps, diria.<\/p>\n<h2><strong>\u00a0Qual o papel do RH neste processo?<\/strong><\/h2>\n<p>O papel principal! Embora seja defensora de um modelo de organiza\u00e7\u00e3o em que a gest\u00e3o de pessoas n\u00e3o ser\u00e1 exclusivamente responsabilidade de RH, mas tamb\u00e9m de todas as pessoas que gerem pessoas, a verdade \u00e9 que em grande parte das organiza\u00e7\u00f5es, e embora possam tamb\u00e9m acreditar neste modelo, a capacita\u00e7\u00e3o e compet\u00eancias para o fazerem tem de ser proporcionada e acautelada.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Assim, creio que todo este trabalho de mudan\u00e7a, seja de presencial para remoto ou vice-versa, deva ser assumido n\u00e3o exclusivamente por RH, mas por todos.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>Nesse contexto, caber\u00e1 a <strong>cada profissional de RH ser mentor destes processos<\/strong> e n\u00e3o permitir que l\u00f3gicas exclusivamente focadas no neg\u00f3cio (que ele tamb\u00e9m dever\u00e1 assumir) ou nos processos, se sobreponham \u00e0 l\u00f3gica da gest\u00e3o das pessoas. Sabemos que haver\u00e1 um longo caminho a percorrer, at\u00e9 porque nem sempre RH tem \u201cassento no Board\u201d, mas acredito que seja essa a condi\u00e7\u00e3o para que qualquer mudan\u00e7a tenha, \u00e0 partida, condi\u00e7\u00f5es para vingar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/modelo-controlo-ferias\/\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-30963\" src=\"https:\/\/factorialhr.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/08165002\/planilha-ferias-ausencias-300x103.png\" alt=\"modelo f\u00e9rias e aus\u00eancias\" width=\"644\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/factorialhr.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/08165002\/planilha-ferias-ausencias-300x103.png 300w, https:\/\/factorialhr.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/08165002\/planilha-ferias-ausencias-768x263.png 768w, https:\/\/factorialhr.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/08165002\/planilha-ferias-ausencias.png 900w\" sizes=\"(max-width: 644px) 100vw, 644px\" \/><\/a><\/p>\n<h2><strong>No seu estudo (In)Seguran\u00e7a Laboral para a Universidade Europeia, investigas a inseguran\u00e7a que os colaboradores podem sentir no retorno aos escrit\u00f3rios. Pode contar-nos um pouco mais sobre como surgiu seu interesse em realizar este estudo?<\/strong><\/h2>\n<p>Este estudo s<strong>urge na sequ\u00eancia de um outro estudo realizado dois meses antes na Universidade Europeia<\/strong>, em plena fase de decreto de confinamento com imensas restri\u00e7\u00f5es ao normal funcionamento social e econ\u00f3mico, que nos indicou que a grande maioria das empresas rapidamente percebeu que era poss\u00edvel, por exemplo num fim-de-semana, mudar as pessoas para trabalho a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Esse estudo manifestou que nem todas as condi\u00e7\u00f5es estavam previstas ou foram asseguradas, e que os trabalhadores mostravam algumas preocupa\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, o estudo revelou que um dos grandes argumentos do trabalho remoto &#8211; a maior possibilidade de concilia\u00e7\u00e3o entre esferas de vida, nomeadamente a pessoal e a profissional &#8211; se revelava de forma antag\u00f3nica ao que se esperava. Isso por conta das pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es do confinamento, como por exemplo a presen\u00e7a de crian\u00e7as em casa e de os pais terem de os apoiar nas atividades escolares.<\/p>\n<p>Com os primeiros an\u00fancios de retoma de atividade regular, e de que as pessoas come\u00e7ariam a \u201cser chamadas\u201d a voltar ao seu posto f\u00edsico de trabalho, surgiu a um grupo de professores a quest\u00e3o: <strong>\u201cMas as pessoas sentem-se seguras para voltar?\u201d<\/strong> \u2013 e assim, lan\u00e7amos o estudo sobre <strong>(In)seguran\u00e7a laboral<\/strong>, que foi conduzido em dois eixos: seguran\u00e7a face \u00e0 continuidade\/manuten\u00e7\u00e3o do emprego e seguran\u00e7a face \u00e0s condi\u00e7\u00f5es e conte\u00fado do trabalho.<\/p>\n<p>Este \u00faltimo nos fez sentido tamb\u00e9m por estarem a come\u00e7ar a evidenciar-se um significativo conjunto de impactos econ\u00f3micos negativos, representado pelo n\u00famero de pessoas em Lay off, despedimentos, insolv\u00eancias, quebra dos \u00edndices de confian\u00e7a, entre outros.<\/p>\n<h2><strong>A inseguran\u00e7a dos colaboradores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 volta ao trabalho est\u00e1 relacionada apenas a quest\u00f5es de sa\u00fade ou h\u00e1 outras preocupa\u00e7\u00f5es envolvidas?<\/strong><\/h2>\n<p>O n\u00edvel de inseguran\u00e7a laboral dos portugueses, segundo os dados deste estudo, n\u00e3o \u00e9 muito significativo, pois quer ao n\u00edvel da seguran\u00e7a no regresso ao local de trabalho, quer a n\u00edvel de emprego, os dados revelam uma preocupa\u00e7\u00e3o moderada.<\/p>\n<p>Foi um pouco <strong>surpreendente este resultado<\/strong>, que entendemos como <strong>otimismo relativamente \u00e0 situa\u00e7\u00e3o<\/strong> e a expectativa de que em breve tudo passaria, e voltaria ao que era antes.<\/p>\n<p>Costumo referir que numa escala entre otimismo \u2013 que nos leva a investir e arriscar mais, e o pessimismo \u2013 que nos faz ter mais cautela e cenarizar negativamente, a popula\u00e7\u00e3o do estudo estaria muito confiante, ainda que com <strong>um ou outro apontamento de incerteza\/inseguran\u00e7a, como por exemplo<\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>A inseguran\u00e7a relacionada com o receio de perder ou reduzir condi\u00e7\u00f5es e qualidade do trabalho \u00e9 superior ao receio de perder o emprego<\/li>\n<li>O receio de perder o emprego e o receio em perder ou reduzir qualidade do trabalho \u00e9 superior no g\u00e9nero feminino<\/li>\n<li>O n\u00edvel de escolaridade parece ter uma rela\u00e7\u00e3o com o n\u00edvel de seguran\u00e7a percecionado, pois quanto menores s\u00e3o as habilita\u00e7\u00f5es acad\u00e9micas, maior \u00e9 a perce\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a laboral<\/li>\n<li>A faixa et\u00e1ria tamb\u00e9m parece ter alguma import\u00e2ncia na perce\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a laboral, pois quanto maior a idade, menor \u00e9 a perce\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a em perder o emprego e em perder qualidade nas condi\u00e7\u00f5es de trabalho<\/li>\n<li>Os respondentes mais jovens no mercado de trabalho revelam n\u00edveis mais elevados de inseguran\u00e7a laboral<\/li>\n<li>A antiguidade parece constituir-se como um atenuador do n\u00edvel de inseguran\u00e7a, pois quanto menor esta \u00e9, mais inseguran\u00e7a se expressa<\/li>\n<li>Os respondentes que n\u00e3o est\u00e3o em teletrabalho revelam uma perce\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a laboral mais elevada, comparativamente com os restantes participantes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>De um modo geral, o estudo revelou que a preocupa\u00e7\u00e3o predominante n\u00e3o estava nas condi\u00e7\u00f5es de bem estar e sa\u00fade, embora j\u00e1 nessa \u00e9poca se discutisse muito os impactos ao n\u00edvel da sa\u00fade mental.<\/p>\n<h2><strong>Como as empresas podem gerir as inseguran\u00e7as dos colaboradores nesta retoma?<\/strong><\/h2>\n<p><strong>A cultura da empresa, a sua estrat\u00e9gia, estilo de gest\u00e3o e pessoas<\/strong> s\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es fundamentais para a retoma.<\/p>\n<p>Em tudo isto, destaco duas compet\u00eancias que, quanto a mim, s\u00e3o cruciais nestas circunst\u00e2ncias: <strong>comunica\u00e7\u00e3o e \u00e9tica<\/strong>.<\/p>\n<p>Ilustro: como pode o gestor de uma empresa anunciar publicamente que n\u00e3o haver\u00e1 despedimentos, quando tem quebras no volume de neg\u00f3cios no primeiro semestre, de 70 ou 90%? Como se sentir\u00e3o os seus trabalhadores ao ouvir estas not\u00edcias, quando \u201csofrem\u201d diariamente press\u00e3o pelos n\u00fameros (entenda-se neg\u00f3cio)? Como confiar numa gest\u00e3o que n\u00e3o informa e n\u00e3o ouve, e as pessoas sabem das \u201cnovidades\u201d nos corredores ou, pior, pelos pr\u00f3prios clientes ou fornecedores?<\/p>\n<blockquote><p><strong>&#8220;Costuma-se dizer que \u00e9 nos momentos de crise que o melhor e o pior das pessoas se revela e creio que esta \u00e9 tamb\u00e9m uma excelente oportunidade para separar os gestores dos verdadeiros l\u00edderes.&#8221;<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Deixaria apenas algumas notas, inspiradas no melhor e pior que tenho encontrado, e que pode realmente contribuir para que as pessoas se sintam mais seguras no trabalho e na empresa:<\/p>\n<ul>\n<li>Desde logo canais de comunica\u00e7\u00e3o completamente abertos, em todos os sentidos. N\u00e3o quer dizer que todos os trabalhadores tenham de saber de tudo, mas se houver canais e fluxos regulares, as pessoas tender\u00e3o a sentir-se mais confort\u00e1veis e seguras (mesmo que a informa\u00e7\u00e3o seja negativa, embora aqui a cultura e a experi\u00eancia da empresa sejam determinantes fortes)<\/li>\n<li>Princ\u00edpios \u00e9ticos e deontol\u00f3gicos no topo das compet\u00eancias, sobretudo de quem gere pessoas. Como se faz um Lay off sem o explicar \u00e0s pessoas? E um despedimento sum\u00e1rio sem contextualizar? Como se deixa uma pessoa sair sem lhe perguntar \u201cporque vais embora\u201d? De que forma instaurar um processo disciplinar a uma pessoa por n\u00e3o usar um equipamento de prote\u00e7\u00e3o ou seguir uma instru\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, sem perceber por qu\u00ea? Como se faz discrimina\u00e7\u00e3o em acesso a condi\u00e7\u00f5es, como por exemplo, um trabalhador poder ficar a trabalhar a partir de casa, sem que haja qualquer crit\u00e9rio, s\u00f3 porque isso depende da sua chefia direta?<\/li>\n<\/ul>\n<h2><strong>Muitas vezes pensamos na sa\u00fade f\u00edsica dos colaboradores e n\u00e3o damos a aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade mental dos mesmos. Qual a import\u00e2ncia de ter esta aten\u00e7\u00e3o e como cuidar da sa\u00fade mental dos funcion\u00e1rios neste momento?<\/strong><\/h2>\n<p>Bem costuma referir-se que doen\u00e7as como a depress\u00e3o, entre outras silenciosas do mesmo foro, s\u00e3o as doen\u00e7as da modernidade. N\u00e3o resta qualquer d\u00favida que <strong>as press\u00f5es di\u00e1rias<\/strong> (pessoa, empresa, fam\u00edlia, comunidade, sociedade, globo) s\u00e3o imensas e \u201cnem todas as canas dobram \u2013 algumas quebram\u201d.<\/p>\n<p>Basta ligar a televis\u00e3o, ver um notici\u00e1rio e percebemos que estamos num mundo e numa \u00e9poca em que os desafios s\u00e3o tremendos.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A gest\u00e3o de pessoas nunca pode ser alheia ao(s) contexto(s) que vivemos, o que significa que deve dar grande aten\u00e7\u00e3o \u00e0 minimiza\u00e7\u00e3o, despistagem e monitoriza\u00e7\u00e3o dos riscos psicossociais.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>At\u00e9 porque sabemos os impactos sociais e na produtividade que acarretam. Na realidade, no in\u00edcio deste ano, um dos hot themes em RH era a sa\u00fade e o bem estar, mas parece-me que o efeito pandemia veio alterar as prioridades (e tinha de ser).<\/p>\n<p>Atualmente discutimos muito esta quest\u00e3o da sa\u00fade mental e de facto <strong>a incerteza do momento pode trazer efeitos perversos na sa\u00fade das pessoas e das organiza\u00e7\u00f5es<\/strong>. Temo tamb\u00e9m que a gest\u00e3o de pessoas n\u00e3o possa estar suficientemente atenta a esta vari\u00e1vel com impactos que s\u00f3 muito mais tarde perceberemos.<\/p>\n<h2><strong>Muitas empresas ainda ir\u00e3o manter os colaboradores, ou parte deles, em regime de teletrabalho. Neste caso, como um l\u00edder pode conservar a motiva\u00e7\u00e3o e produtividade desses colaboradores?<\/strong><\/h2>\n<p>Este <strong>\u00e9 um dos grandes desafios da atualidade<\/strong>. Quando aprendeu uma\u00a0 chefia a gerir a sua equipa remotamente? Em que momento da transi\u00e7\u00e3o do presencial para o remoto essas pessoas perceberam que tinham outro tipo de papel com as suas pessoas\/equipas?<\/p>\n<p>S\u00e3o hoje com\u00e9dia as situa\u00e7\u00f5es em que a chefia acompanha permanentemente as suas pessoas\/equipa \u2013 hora a hora. Tamb\u00e9m o s\u00e3o as preocupa\u00e7\u00f5es representadas nos \u201cpequenos almo\u00e7os ou sunsets virtuais\u201d, quando ningu\u00e9m quer ali estar e a repeti\u00e7\u00e3o acaba por provocar efeitos perversos.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Diria que pondera\u00e7\u00e3o e bom senso devem ser a t\u00f3nica para promover, quer produtividade, quer satisfa\u00e7\u00e3o. Apoiar a dist\u00e2ncia \u00e9 estar presente sem ser invasivo.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 ser objetivo, focado e, sobretudo, r<strong>ealmente considerar as pessoas<\/strong>, o que por si s\u00f3 dar\u00e1 resposta ao que as pessoas precisam e procuram como suporte.<\/p>\n<p>Por tudo isto, em Outubro a Universidade Europeia lan\u00e7ar\u00e1 um novo programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, on line, sobre gest\u00e3o de pessoas, equipas e trabalho remoto.<\/p>\n<h2><strong>Como o RH pode atuar para propor melhores solu\u00e7\u00f5es em momentos de crise como este? Tanto para empresas quanto para seus colaboradores.<\/strong><\/h2>\n<p>Basicamente assumindo a ideia de que as pessoas s\u00e3o o ativo mais importante de uma organiza\u00e7\u00e3o e ser o representante deste princ\u00edpio em qualquer f\u00f3rum.<\/p>\n<h2><strong>O momento atual trouxe muitas reflex\u00f5es para a gest\u00e3o de Recursos humanos. Quais li\u00e7\u00f5es esta crise trouxe para a \u00e1rea?<\/strong><\/h2>\n<p>Que o mundo VUCA pode ter express\u00f5es tremendas e vingar\u00e3o aqueles cujos valores e princ\u00edpios estiverem no seu ADN. Naturalmente que as empresas vivem dos seus neg\u00f3cios, mas s\u00e3o as pessoas que os fazem.<\/p>\n<p>S\u00e3o \u201ccases\u201d as empresas que prestes a fechar s\u00e3o ressuscitadas pela vontade dos seus trabalhadores. Acredito na ideia de que se tratarmos bem as pessoas \u2013 bem significa com idoneidade, \u00e9tica, considera\u00e7\u00e3o, respeito profundo pelo ser humano &#8211; elas tratar\u00e3o muito bem dos nossos neg\u00f3cios, e acho que esta pandemia veio refor\u00e7ar esta ideia. <strong>Aqueles que conseguirem gerir efetivamente as suas pessoas com estes princ\u00edpios, merecer\u00e3o destaque no futuro.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/get-started\"><strong><span style=\"color: #008000;\">Trabalha com Recursos Humanos? Descubra todos os recursos do software de RH da Factorial e simplifique seu dia a dia. Fa\u00e7a o teste gr\u00e1tis por 14 dias!<\/span><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com forma\u00e7\u00e3o em Sociologia e Gest\u00e3o de recursos humanos, Isabel Mo\u00e7o construiu sua carreira com a miss\u00e3o profissional de desenvolver pessoas e neg\u00f3cios. Coordenadora e Professora da Universidade Europeia, Isabel partilhou conosco algumas ideias sobre o processo de retorno aos escrit\u00f3rios e os desafios de gerir as inseguran\u00e7as dos colaboradores neste momento. Portugal, assim como<a href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/inseguranca-retorno-aos-escritorios\/\" class=\"read-more\"> [&#8230;]<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":43,"featured_media":45533,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[398],"tags":[],"class_list":["post-29377","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-gestao-de-talentos"],"acf":{"topics":false},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v21.5 (Yoast SEO v21.9.1) - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Inseguran\u00e7a laboral: retorno aos escrit\u00f3rios com Isabel<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Isabel partilhou algumas ideias sobre o processo de retorno aos escrit\u00f3rios e os desafios de gerir as inseguran\u00e7as dos colaboradores.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-video-preview:-1, noimageindex\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/inseguranca-retorno-aos-escritorios\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_PT\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Inseguran\u00e7a laboral e retorno aos escrit\u00f3rios - Com Isabel Mo\u00e7o\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Isabel partilhou algumas ideias sobre o processo de retorno aos escrit\u00f3rios e os desafios de gerir as inseguran\u00e7as dos colaboradores.\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/inseguranca-retorno-aos-escritorios\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Factorial\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/people\/Factorial\/100064908455810\/\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-09-15T14:54:07+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-06-02T02:01:36+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/factorialhr.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/26165533\/retorno-escritorios-inseguranca.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1112\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"625\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Bruna Carnevale\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@factorialapp\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@factorialapp\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Bruna Carnevale\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"11 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/inseguranca-retorno-aos-escritorios\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/inseguranca-retorno-aos-escritorios\/\"},\"author\":{\"name\":\"Bruna Carnevale\",\"@id\":\"https:\/\/factorialhr.pt\/blog\/#\/schema\/person\/26636c7e0907348fe1ab59adb41856ba\"},\"headline\":\"Inseguran\u00e7a laboral e retorno aos escrit\u00f3rios &#8211; 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