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Transcrição

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"Factos ou histórias?" Muito bem. Estou a ver algo de...

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"I do it my way".Mas leiamos a pergunta:"Baseias a tua comunicação em factos ou em histórias?" O dilema é um pouco isso.

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Não da minha vida,mas sim da minha carreira... Primeiro com estudos e depois com o trabalho.

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Porque a minha formação como engenheiro é algo que se baseia muito em factos.

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O trabalho de hoje tem, como objetivo, encontrar as palavras certas para construir uma história convincente, isto é, a narrativa.

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Para mim, é essencial.No mundo atual, no consumo eletrónico, se falarmos, principalmente,de telemóveis... Hoje em dia, com o desenvolvimento tecnológico,avançamos um pouco no limite do momento.

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Muitas vezes, os clientes vão à loja, no gozo,a perguntarem-se se o telefone agora também faz café.

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Como dizer: Qual é o próximo passo? O próximo desenvolvimento tecnológico?

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Hoje em dia é um bocado difícil dizer.Temos a IA, que coloca o cliente em primeiro lugar,, os produtos atuais são muito parecidos.

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E é aqui que entra a importância da história, isto é,faz a diferença através de uma história convincente.

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Por esta razão, não acredito que exista uma fórmula ou uma receita única, especialmente no contexto onde trabalho: um contexto internacional e multicultural, onde as pessoas têm necessidades diferentes.

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Acho que a história pode ter um guia, uma história de fundo igualmente construída do produto e, portanto, a partir do facto e, novamente, dos números, de algo medível,objetivo e quantificável.

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Mas, sempre que falarmos de história, é a de cada um dos nossos usuários individuais.

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Em princípio, tem de se conhecer o usuário e, de seguida, submergir-se numa rotina com um produto. Se se quiser com um facto, com algo mais objetivo,como é um produto que combina perfeitamente com o que se diz: "Meu Deus! Como é que vivi sem este produto até ontem?" Acho que é importante encontrar o equilíbrio correto entre facto e história, já que deverão existir factos importantes, importantes,e contribuir ainda para a construção desses factos e produtos importantes.

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Estamos a falar em valorizar o comentário do cliente e só depois construir uma história.

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Gosto de contar esta história... Talvez tenha sido um dos primeiros sinais, nos tempos de estudante, aquilo que gostava mesmo de fazer e o que eu gostaria de ter feito.

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Lembro que o exame mais difícil da universidade foi a "técnica de construção".

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E, no meu caso, onde estudei, em Roma, era composto por várias fases:primeiro houve uma prova escrita de várias horas, depois outro exame, "pequeno escrito".

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De seguida, houve um exame oral e o último também foi oral,mas este já era com o "chefe" da universidade.

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Lembro-me que, de depois de um dia inteiro a fazer todas estas provas,cheguei, finalmente, à última fase, o exame oral com o professor. Durou mais de 40 minutos e, quando acabou, ele disse: "Parabéns,Cavalli, passaste com boa nota. Mas, mais do que engenheiro,és um ator a interpretar um engenheiro".

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E, para mim, não poderia ter recebido um melhor elogio, porque significou mesmo muito para mim... Significou como...

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Como se tivesse conseguido contar uma boa história, até mesmo de algo...

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De um tema que, à primeira vista, parecia muito frio e rígido.

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Projetos... A engenharia são números, cálculos...

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mas, digamos, que consegui argumentar, contar bem, como tem de ser um projeto.

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Então, sim... Para mim, é fundamental narrar a história. É como...

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Contar algo em que nos baseamos para criar relatos, contribuir com experiência dos produtos nas lojas.

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Hoje em dia acho que este é o elemento que pode fazer a diferença.

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Uma vez contada uma história fantástica, tem de se voltar a conhecê-la,porque tem de se andar com números, dar resultados,relatórios.

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Por isso, sim, é mais do que evidente que andam de mãos dadas.