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Transcrição

00:08

Se precisar, podes levantar.Assim.Uh, um carro de corrida.

00:20

Ah, deste lado.Ok.É um Ferrari? Não.A felicidade dos colaboradores pode ser o motor central de uma estratégia financeira?

00:34

Eu acho, de coração, que o bem mais precioso que as empresas têm são os colaboradores.

00:46

É ativo mais relevante que a empresa tem na sua estrutura.

00:51

Eu li um artigo, há uns tempos, de um estudo que fizeram, em que tinham duas empresas iguaizinhas, com o mesmo produto, na mesma geografia, com o mesmo go-to-market strategy, tudo igual.

01:05

A única diferença era as pessoas que trabalhavam na empresa.

01:09

E uma foi muito bem sucedida e a outra não.Porquê?

01:14

Porque a empresa é feita de cultura, a empresa é feita de pessoas.

01:19

Se as pessoas estiverem bem no sítio onde estão a trabalhar, se tiverem objetivos,se tiverem a desenvolver as competências que acham que é necessárias para concretizar os seus objetivos, se virem que estão no lugar onde podem ser elas próprias, autênticas, vão dar mais de si.

01:35

Se estão numa empresa que onde não se sentem bem, onde acham que não vão atingir os seus objetivos, onde acham que não estão a ser valorizadas, onde acham que estão a fazer coisas que não contribuem, as pessoas vão ficar desmotivadas e vão acabar por sair.

01:50

Não estamos só a falar de salários, claro que os salários têm que ser bons para reter as pessoas certas, mas a cultura da empresa, e já dizia o outro, "a cultura come estratégia ao pequeno almoço".

02:03

Portanto, nós podemos ter a melhor estratégia de mercado, podemos ter a melhor visão, o melhor produto, se não tivermos as pessoas certas, motivadas, a sentir que estão a progredir na carreira e a atingir os seus objetivos, não vamos conseguir executar e não vamos conseguir chegar lá.

02:22

Portanto, as pessoas e a felicidade e o bem-estar e ter a certeza que as pessoas se sentem apreciadas na empresa vai ser um dos principais motivadores para o sucesso de qualquer organização, eu tenho a certeza absoluta.

02:38

Olha, eu quando trabalhava na Microsoft, nós respondíamos a um survey anual, na altura chamava-se MS Puller, eu sei que agora já tem um nome diferente, onde todos os anos eles me faziam uma pergunta, era sempre a mesma, havia muitas perguntas,mas aquelas teve constante durante os 18 anos que eu lá estive e era: Se te dessem um salário igual, com responsabilidade igual, com uma função igual, tudo igual, a única diferença é que era numa empresa da concorrência ou numa outra diferente, sairias ou não?

03:08

Tão simples quanto isto.E durante 18 anos que eu estive na Microsoft, a minha resposta foi...

03:14

Não, eu não sairia. Porquê?Porque quando tu estás numa empresa que aposta em ti, que se preocupa em saber qual é o teu plano de carreira, que se preocupa em perceber quais são os teus sonhos, quais as tuas ambições, que te dá as ferramentas necessárias para tu te continuares a desenvolver, a desenvolveres competências que são críticas para seres bem sucedido, a desenvolver competências que são críticas para atingires o teu trabalho de sonho, que te permite ter mentors, que te permite ter flexibilidade,que te dá a possibilidade de chegar mais além?

03:50

Vale a pena ficar.É muito mais do que apenas um ordenado.

03:55

Quando nós pensamos na empresa que queremos colaborar, na empresa para a qual queremos trabalhar, não podemos ter só o ordenado como um fator decisivo.

04:05

Temos que pensar em quanto a empresa aposta nos profissionais que tem, em quanto a empresa investe para que possamos alcançar os nossos objetivos.

04:15

E eu acho que isso faz toda a diferença.Eu, enquanto colaboradora, olhei para a minha entidade patronal e pensei, a Microsoft quer que eu seja bem-sucedida e quer que eu atinja os meus objetivos e,portanto, eu vou ficar aqui e dá-me as ferramentas necessárias, também é importante, e dá-me as ferramentas necessárias para eu ser bem-sucedida.

04:33

Isso eu acho que é melhor que qualquer empresa pode dar a um colaborador,sabermos que nós contamos e que a empresa conta connosco, não só como colaborador que entrega as nossas responsabilidades nos deadlines previstos, mas que tem parte interessada em que sejamos bem-sucedidos, acho que é o melhor que se pode ter em qualquer organização.