Transcrição
COMPETÊNCIAS EM VEZ DE CLICHÉS GERACIONAIS
“Geração, idade ou competências:como identificar o candidato perfeito ou candidata perfeita?”.
Não pela idade nem pela geração, mas sim pelas competências.
Foi uma resposta curta.Vamos ver, o fenómeno geração. Vou fazer um trabalho de sensibilização:é um fenómeno publicitário dos media.
Divertem-se muito a dar nomes às gerações e a atribuir-lhes características muito engraçadas.
Provavelmente há alguma base por detrás,ou seja, todos nós crescemos de forma diferente.
Vejo como os meus filhos deslizam o ecrã do telemóvel sem problema.
Eu não conseguia fazer isso.Eu vi e tive um telemóvel pela primeira vez aos 15 anos.
Ainda eram daqueles com botões.Portanto é verdade que as diferentes gerações aprendem,e são capazes de coisas diferentes.
Mas o facto de que sempre se descreve as novas gerações...
como extremamente preguiçosas, incomodou-me muito quando acabei...
o meu mestrado, ou quando estava a acabar a licenciatura.
Lá aparece a Geração Y, à qual pertenço segundo a estatística pelo ano em que nasci.
Querem apenas equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, e aí eu disse:“Eu não me sinto nada assim”.“Adoraria ter trabalho, um trabalho de verdade, adoraria...
trabalhar e gostaria de empreender algo.Conciliar o laboral e o pessoal está ótimo, mas...
não é a minha prioridade.O que querem realmente de mim?”.
Isso aparecia em todos os artigos.E então decidi fazer no meu trabalho final de mestrado, a X e a Y, no mercado de trabalho da altura,para analisar como diferentes empresas percebem ofertas de...
equilíbrio entre a vida laboral e pessoal, e quais gostariam de ter.
E, a partir dessa tese, concluí que, de facto, as diferentes gerações querem coisas diferentes, mas falhei estrondosamente, porque os resultados não foram significativos, ou seja, foram incorretos.
Então, qual foi a conclusão?No final, serve-nos sempre a hipótese do ciclo de vida.
E, naquele momento, eu não sabia.Sim, a verdade é que não tinha qualquer ideia.
Para isso suponho que teria de ter estudado outra licenciatura, então,teria ficado claro muito antes.
Em ADE esse tema não era abordado.Então percebi que, de facto, muitas vezes é preciso perguntar:Em que fase da vida me encontro?
E que benefícios da empresa, era isso que estava a investigar na altura,preciso em cada momento?
Por exemplo, o tema do serviço de creche preciso...
quando tiver filhos.Na altura não os tinha, mas hoje em dia poderia considerar isso...
um extra da empresa e, de facto, poderia influenciar na decisão.
E daqui a uns anos deixaria de ser, porque deixaria de ser importante.
E é disso que se trata.De: O que precisa uma pessoa em cada fase da vida?
Por isso não se encaixam os mesmos extras em todas as ofertas de emprego.
Por exemplo, não necessariamente se encaixam os mesmos extras em ofertas para estagiários.
Ou também, quando se trata de um emprego em teletrabalho 100%,o que me interessa?
Um refeitório subsidiado ou estacionamento em frente ao escritório?
A verdade é que não.Isso poderia ser adaptado consoante a oferta de emprego.
Sei que é um esforço enorme e que, muito frequentemente,passa despercebido.
Mas seria fantástico. Quem aspira a anúncios ainda melhores,também se preocupa com:Que tipo de benefícios interessam ao meu público-alvo?
