Transcrição
A IA no setor da saúde
Semáforo Luz verde para a IA no setor da saúde?Eu acho que sim.
Acho que as coisas, quando são feitas de forma certificada e sob um ponto de vista clínico, validado pela evidência, não estamos assim tão longe.
Mas também é verdade que nem tudo vale.No fim, se tomas uma decisão clínica que está errada,estamos a falar da vida de uma pessoa, e estamos a falar de a poder expor a um risco.
Para isso existem as agências do medicamento, como, por exemplo aquela com que nós passámos a marcação CE,e outros tipos de agências que tem o objetivo de zelar pela qualidade do produto.
Que riscos dirias que tem o autodiagnóstico através do ChatGPT?
Bem, o ChatGPT é uma ferramenta muito boa.A questão é que, claro, não está certificada como produto de saúde.
É verdade que, precisamente há dois anos, antes de se tornar tão viral,em Boston já comentavam, pessoas que estavam no board da Microsoft:quando haverá um ChatGPT como produto de saúde?
Mas não foi feito para diagnosticar e acho que ainda falta um pouco para chegarmos aí.
Mas há outras soluções de IA que já não estão assim tão longe.
O que seria necessário, ao nível dos dados gerados pelo paciente,para que uma inteligência artificial possa realmente oferecer toda essa informação tão valiosa e tão precisa que pode oferecer uma empresa como a vossa?
Acho que os dados têm de ser de qualidade.No fim, a base de tudo é que os dados venham de fontes fiáveis.
Se crias uma IA com base numa fonte não fiável, ou que tenha enviesamentos,ou que não contemple a diversidade, diferentes géneros,diferentes variáveis, que são uma realidade,estás a criar uma IA contaminada,e pode sair daí uma IA muito perigosa.
Por isso é que, no mundo da saúde, existe a investigação e a certificação,sem que isso se torne também uma obsessão.
As startups médicas têm de se certificar,mas não têm de se hípercertificar.
Têm de cumprir a certificação de que precisam e pronto.
