Ir para o conteúdo

Transcrição

00:03

OS FACTOS VALEM MAIS QUE AS PALAVRAS

00:10

Bem, o que temos aqui?"Na liderança importa mais atrever-se a experimentar coisas do que uma preparação perfeita?" A estratégia é importante, claro.

00:21

Mas eu sempre disse que a melhor estratégia não serve de nada se não for aplicada corretamente.

00:26

E por isso, para mim,fazer...é muito mais importante do que pensar constantemente, ter reuniões,planear cenários para que no final não se tome nenhuma decisão.

00:41

Eu sou esse tipo de pessoa...que se lança e está disposto a aprender pelo caminho,ajustando as coisas uma e outra vez.

00:51

E como já mencionei, esse efeito gera, na minha opinião,uma boa dinâmica na organização.

00:57

Sempre há movimento, sempre há algo em andamento.

01:00

Significa isso que sempre se obterão melhores resultados?

01:03

Acredito que não, ambos os caminhos são...bons.Para mim este era sempre o melhor,porque, como disse,essa capacidade de levar rapidamente uma empresa,como na metáfora anterior,da berma para a via da esquerda numa autoestrada,e depois de volta.

01:28

Acredito que dessa maneira foi mais simples.E por isso também me parecia importante,numa situação assim,dar feedback constante à equipa sobre como o trabalho está a funcionar e se estamos no caminho certo.

01:48

Um exemplo:quando tinha, agora falando especificamente da Alemanha,uma reunião de negócios numa cidade qualquer,sempre reservava meio dia ou um dia mais para visitar os pontos de venda, ou seja, as lojas e ver como estavam representadas as nossas marcas.

02:07

E isso dava à organização a oportunidade,praticamente todas as semanas,de receber feedback como se eu fosse um consumidor.

02:17

Entrava na loja como um consumidor,observava como percebia as marcas para lhes dar esse feedback.

02:23

E isso, no fundo,era uma correção contínua do nosso rumo em muitos aspetos.

02:30

E às vezes, os meus colaboradores...ora, não odiavam,mas claro, estava sempre relacionado com o trabalho.

02:37

Mas era assim como um acompanhamento constante,mais do que um controlo,que na realidade fazia bem à empresa e também a nós como equipa.

02:50

Como estimarias a proporção ideal entre pensar numa estratégia e colocá-la em prática?

02:58

Acredito que depende sempre do caso. Trata-se do lançamento de uma marca nova?

03:02

Aí acredito que a parte estratégica,no início,é muito mais importante que a ação.

03:11

Trata-se de comercializar uma marca já existente?

03:14

Então, a ação é mais importante que a estratégia.

03:18

Mas o realmente crucial é encontrar o equilíbrio adequado.

03:25

E isso também aplica-se ao estilo de liderança.Isso deve refletir-se na forma de trabalhar com a equipa.

03:35

E aí parece-me muito, muito importante dar um feedback superconstante para não correr o risco de que, durante meses, o comboio vá numa direção e não nos apercebamos,mas como já disse, essa constante...

03:57

Gosto dessa ideia de acompanhar e ajustar.Ao contratar alguém novo,confias desde o primeiro dia ou tem que conquistar essa confiança?

04:08

Esse é...um tema interessante.E acredito que a minha opinião sobre isso mudou ao longo dos anos.

04:18

Acredito que quando era jovem, era mais dos que não confiava nada no início e com o passar dos anos, ficou-me claro que assim não dá.

04:27

E especialmente no mundo tão complexo em que vivemos hoje em dia,tenho que dar um voto de confiança desde o início.

04:33

Não há outra forma.No início, às vezes custava-me imenso,mas já com alguma experiência consegui confiar mais.

04:44

Acredito que também melhorei nesse aspeto,e, no fim, isso também permitiu enfrentar a situação com muito mais serenidade.

04:53

Mas acredito que, se hoje pudesse dar um conselho,tenderia sempre a confiar mais desde o início para que, desde o primeiro momento,o colaborador sinta que também pode...

05:07

assumir riscos e enfrentar o seu trabalho com coragem.