Transcrição
Unir as pessoas e as finanças Vamos ver.
Como se unem as pessoas e as finanças?Ou porque é que os espiões industriais já não estão na moda?
Gosto muito desta pergunta porque é algo sobre o qual refleti bastante.
Para mim isto é uma viagem do passado ao futuro.Pensemos nos anos 60 e 70, quando havia centenas de empresas.
Mas havia algo que as distinguia muito umas das outras:simplesmente, o produto.
Uma empresa, com uma equipa,fosse de engenheiros, comercial, etc.,desenvolvia algo que era único.
As outras empresas não o tinham, e por isso não tinham a capacidade,como acontece hoje, de copiar qualquer coisa que surge no mercado em três semanas.
E é aí que entrava a espionagem industrial.Havia pessoas, e parece incrível pensar nisto,que trabalhavam em grandes multinacionais,mas que na realidade não trabalhavam para essas multinacionais,mas para a concorrência,passando informação confidencial.
Não a nível financeiro ou estratégico, mas sim de produto.
Era algo realmente excecional nessa época, e de alto risco.
O que aconteceu foi que a sociedade evoluiu muito,e a economia também.
Passámos de uma espionagem industrial que era necessário nos anos 60, 70,para ter esse “santo Graal”, o produto mais exclusivo, etc.
Claro que, quando falamos de espionagem,falamos também de contraespionagem, de secretismo, de empresas muito opacas,onde a informação estava apenas nas mãos de duas ou três pessoas.
Décadas depois, passámos para um momento em que já não importava tanto o produto.
O foco passou a estar na tecnologia.Porque quem tivesse a tecnologia,seria quem iria ganhar.
E vimos toda essa evolução desde os anos 90 até 2000, 2020.
Observámos isso em muitas empresas.Por exemplo, a nível de telemóveis:Aquela que tinha a melhor tecnologia num dado momento era a que captava maior atenção.
E pudemos ver a evolução:como as marcas foram mudando através da forma como a tecnologia que dominava uma,pouco tempo depois já ficava acessível a outras;e como, através dessa tecnologia,as empresas puderam ir evoluindo, evoluindo, evoluindo.
Se havia mercados muito mais avançados que outros nos anos 60 e 70,era porque existiam empresas locais que dominavam esse produto ou serviço,mas não tinham capacidade para se expandir para outros países.
Por isso, havia países que cresciam muito mais depressa do que outros:porque tinham um conhecimento industrial que os restantes não tinham.
Nos anos 90, com a chegada da tecnologia e da Internet, tudo se abriu.
A tecnologia passou a ser acessível a toda a gente,e foi preciso começar a gerar valor acrescentado.
E aí é que entra o fator humano, e esse é o futuro.
O que vai marcar a diferença daqui para a frente são as pessoas que compõem uma equipa.
Já não se trata de inteligência artificial.Toda a gente vai utilizar inteligência artificial.
O que importa é se as pessoas sabem levar essa tecnologia e esse produto ao seu máximo potencial.
E, para isso,as pessoas têm de dar o seu melhor.As empresas que conseguirem criar ambientes de trabalho onde as pessoas podem dar o melhor de si serão aquelas que vão conseguir levar todo o seu negócio muito mais longe.
