Transcrição
Tecendo a diversidade Vá lá,está bem.Sou péssima a coser. Esta pergunta não sei qual é.
Vamos ver.Porque é que a diversidade não é uma moda e como tecê-la em todos os âmbitos?
Gosto desta pergunta porque eu digo sempre que no Código Nuevo,no fim somos super conhecidos por fazer imensos vídeos de rua com apresentadores em diferentes bairros de Madrid, Barcelona sobretudo,e tentamos ir a Valência, Andaluzia, para perguntar a toda essa gente,porque no fim é como, epá, tenhamos consciência da importância de que todo o público a que chegamos, que é a maior parte de Espanha, se veja representado no nosso meio.
Parece-me super importante, nós, as raparigas, dizemo-lo muitas vezes,olha, contemos quanta gente branca aparece nos nossos vídeos, porque é a maioria?
Vamos para a rua, olhemos para esses perfis,porque no fim, se vives numa grande cidade ou não tão grande, é ótimo que toda essa gente que não é branca se veja representada no fim num meio com tanta visibilidade como o nosso.
Eu vivo num bairro de Barcelona em que, maioritariamente, na minha escada é toda gente da América Latina e do Paquistão, e é como, epá,quero que os meus vizinhos se vejam representados em vídeos do Código Nuevo.
Parece-me super importante no fim ter consciência, quando se tem esse poder ou essa visibilidade num meio tão grande, de dar voz a essas pessoas.
Acho que o maior desafio que tenho agora, neste momento,como diretora do Código Nuevo é ganhar essa credibilidade como profissional sendo mulher jovem.
Adoro quando vamos a pitches com a equipa, porque além disso quase toda a minha equipa, para não dizer toda, somos raparigas e gays.
Vamos a reuniões com marcas importantes para ganhar contas super importantes.
E nota-se no fim essa profissionalidade, essa experiência,no fim o nosso trabalho sai bem, estamos a fazê-lo bem.
E é verdade que é um grande desafio num mundo, nos meios de comunicação,que maioritariamente sempre foram liderados por homens e de repente ver este grupo de pessoas que não passam dos 32 anos, quase todas raparigas,e raparigas e gays, repito, a conquistar um lugar ali.
Continua a ser difícil, mas pouco a pouco é um orgulho ver como no fim também os números aparecem, o projeto vai crescendo, tudo corre bem.
E digo-te, é das coisas que mais me faz sentir orgulhosa da equipa com quem trabalho.
