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Ciberataques em empresas: como proteger dados de RH e financeiros

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Os ciberataques a empresas portuguesas tem vindo a aumentar substancialmente nos últimos anos, transformando a cibersegurança numa prioridade estratégica.

Os departamentos de Recursos Humanos centralizam informação sensível como salários, dados pessoais de trabalhadores e informação bancária. Logo, tornaram-se alvos preferenciais de cibercriminosos.

Para gestores de RH, compreender estas ameaças e implementar medidas preventivas eficazes deixou de ser facultativo. É uma responsabilidade essencial para proteger a empresa e as pessoas que nela trabalham.

Tabela de Conteúdos:

Porque os ciberataques visam dados de RH

Os ciberataques são tentativas intencionais de aceder, danificar ou roubar informação digital de uma organização.

No contexto dos Recursos Humanos, podemos dizer que os tipos de ciberataques mais frequentes são:

  • Phishing: e-mails fraudulentos que procuram obter credenciais;
  • Ransomware: software malicioso que encripta dados e exige resgate;
  • Fugas de dados: acessos não autorizados a bases de dados;
  • Engenharia social: manipulação psicológica para obter informação confidencial.

Mas porque razão os dados de RH são tão apetecíveis para os cibercriminosos?

A resposta é óbvia: os departamentos de Recursos Humanos concentram um verdadeiro tesouro de informação valiosa.

Desde números de Identificação Fiscal, IBANs, moradas completas a contactos pessoais. Ou históricos salariais e até dados de saúde ocupacional. Tudo é uma mina de ouro para quem pretende cometer fraudes financeiras, roubar identidades ou vender informação no mercado negro.

Além disso, as credenciais de acesso de funcionários podem servir de porta de entrada para sistemas mais críticos da empresa.

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Os principais riscos de ciberataque para departamentos de RH

As consequências de ciberataques que visam os Recursos Humanos revelam-se em diversos aspetos. Todos eles com impacto potencialmente arrasador para a organização.

  • A nível legal: o incumprimento do Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) pode resultar em coimas. Estas chegam a atingir os 20 milhões de euros ou 4% do volume de negócios anual global da empresa.

Adicionalmente, cada fuga de dados pessoais não reportada ou inadequadamente protegida representa um risco de sanção.

  • A nível financeiro: os custos associados a um ciberataque mais imediatos são o pagamento de eventuais resgastes, mas vão muito além disso. Incluem despesas de recuperação de sistemas, contratação de especialistas forenses e potenciais ações judiciais de trabalhadores afetados.

Além de, claro, perdas operacionais durante o período de paralisação. Estudos indicam que o custo médio de uma violação de dados para empresas europeias pode rondar milhões de euros.

  • A nível reputacional: trabalhadores atuais podem questionar a competência da empresa para proteger a sua privacidade. Enquanto potenciais candidatos podem repensar a sua candidatura a uma organização que demonstrou vulnerabilidades na gestão de dados pessoais.

Consequentemente, a perda de confiança pode tornar-se particularmente gravosa nos Recursos Humanos.

  • A nível operacional: um ataque pode paralisar processos absolutamente essenciais. Como o processamento salarial, o recrutamento ou a gestão de ausências.

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Detetar sinais de alerta: como travar ciberataques antes que seja tarde

Os gestores de RH devem estar atentos a diversos sinais de alerta que podem indicar ciberataques. A deteção precoce de atividade maliciosa pode fazer toda a diferença entre um incidente controlado e uma catástrofe corporativa.

As atividades suspeitas nos sistemas de gestão de RH merecem investigação imediata, como acessos em horários incomuns ou de localizações geográficas inesperadas.

Adicionalmente, e-mails aparentemente enviados por entidades bancárias ou pela própria direção da empresa devem estar sob o radar. Em particular se solicitarem confirmação de credenciais ou autorizações de pagamento urgentes. Estas são táticas clássicas de phishing que visam departamentos de RH.

Indícios igualmente preocupantes são os acessos não autorizados a ficheiros de dados pessoais. Ou lentidão inexplicável em sistemas habitualmente rápidos e alterações súbitas de permissões de utilizadores sem justificação documentada.

A formação contínua das equipas de RH para reconhecer estes sinais é, deste modo, crucial. De forma quase paradoxal, o fator humano constitui, muitas vezes, a primeira e mais eficaz linha de defesa contra ciberataques.

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Estratégias essenciais para salvaguardar informação de RH

A proteção eficaz contra ciberataques exige uma abordagem multifacetada. Além da monitorização humana, como acabamos de ver, deve combinar tecnologia com processos, e com a cultura organizacional.

Encriptação e armazenamento seguro

Toda a informação sensível de RH deve ser encriptada. Tanto quando está armazenada nos servidores (dados em repouso) como quando está a ser transmitida entre sistemas (dados em trânsito). A encriptação transforma dados legíveis em código indecifrável sem a chave apropriada, tornando-os inúteis para atacantes.

Complementarmente, backups regulares e seguros são essenciais, seguindo preferencialmente a regra 3-2-1: três cópias dos dados, em dois tipos de suporte diferentes, com uma cópia fora das instalações.

Controlo de acessos rigoroso

É fundamental implementar autenticação multifator (MFA) para todos os acessos a sistemas de RH, adicionando uma camada crítica de segurança. Desta forma, mesmo que credenciais sejam comprometidas, um segundo fator de autenticação (código via SMS ou app) impede acessos indesejados.

A juntar a isto, o princípio do menor privilégio deve reger todas as permissões. Isto é, cada utilizador deve ter apenas o acesso estritamente necessário para desempenhar as suas funções. É, ainda, importante rever estas permissões periodicamente para identificar acessos desnecessários ou desatualizados.

Software atualizado e proteção antivírus

É vital manter todo o software atualizado com os patches de segurança mais recentes. Muitos ciberataques exploram vulnerabilidades conhecidas em versões desatualizadas.

É igualmente fundamental optar por soluções anti-malware empresariais robustas, com atualização automática de definições de vírus. Esta é uma barreira indispensável contra ransomware e outros tipos de software malicioso.

Formação e sensibilização

Ainda que essencial, a tecnologia sozinha não basta. As empresas devem investir na formação regular das equipas, incluindo fazer simulações de ataques de phishing.

A promoção de uma cultura de vigilância e ter políticas claras de cibersegurança, facilmente acessíveis e compreensíveis, devem orientar o comportamento dos trabalhadores.

Plano de resposta a incidentes

Apostar na prevenção é a base, mas é igualmente indispensável pensar além disso. Ter um protocolo documentado de resposta a ciberataques permite agir rapidamente e de forma coordenada quando o pior acontece.

Este plano deve identificar a equipa de resposta, definir responsabilidades e estabelecer procedimentos de comunicação. Deve ainda incluir contactos de especialistas externos que possam ser acionados nos casos mais graves.

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Factorial: a ferramenta que protege dados de RH contra ciberataques

A Factorial foi desenvolvida com a segurança de dados como uma das prioridades fundamentais.

A plataforma opera numa infraestrutura cloud, respeitando as melhores práticas para sistemas de gestão de segurança da informação.

Todos os dados sensíveis geridos através da Factorial beneficiam de encriptação end-to-end, que garante que a informação permanece protegida. Salários, números de conta bancária ou documentos pessoais, tudo fica salvaguardado.

A juntar a isto, a conformidade total com o RGPD está integrada na arquitetura da plataforma. Incluindo funcionalidades de consentimento, direito ao esquecimento e portabilidade de dados.

O controlo de acessos granular permite aos administradores definir permissões específicas por perfil e por módulo. E isto assegura que cada trabalhador acede apenas à informação necessária.

Uma vantagem adicional significativa é a equipa da Factorial estar permanentemente disponível para prestar apoio nas atualizações de segurança. E a Factorial permite, ainda, implementar backups automáticos e redundantes, eliminando o risco de perda de informação crítica durante estes processos.

Por último, todas as ações no sistema são auditáveis. Ou seja, é criado um registo completo que facilita a deteção de atividades suspeitas.

Explore aqui todas as funcionalidades desta solução!

Recapitulando…

Os ciberataques são uma ameaça real, crescente e sofisticada para todas as empresas.

Para os departamentos de RH, alvos fáceis que gerem dados mais sensíveis da organização, a preparação e prevenção são obrigatórias.  Agir preventivamente é sempre menos dispendioso e menos traumático do que responder reactivamente a um ataque consumado.

Proteja os seus dados de RH, a sua empresa, os seus funcionários e a sustentabilidade do seu negócio.

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Sou copywriter especializada em SEO, apaixonada por traduzir ideias em palavras. Acredito no poder da escrita para ligar pessoas, marcas e histórias, sendo isso que me motiva em cada projeto. Desde sempre me fascinou a comunicação, o que me levou a licenciar-me em Ciências da Comunicação e a completar um mestrado em Novos Media e Práticas Web, que me permitiu aprofundar o universo digital e as suas dinâmicas. Gosto de explorar a web através da escrita: seja a criar conteúdos otimizados para blogues, websites, newsletters ou e-books, seja através do trabalho de ghostwriting, uma vertente da escrita que me fascina pelo desafio de dar voz a outras pessoas. Ao longo do meu percurso, tenho colaborado com marcas e projetos de diferentes dimensões, desde pequenas empresas a grandes organizações internacionais. Fora dos projetos, divido o meu tempo entre as palavras, as viagens, a música e os animais. Acredito que o percurso profissional, tal como a vida, está sempre em movimento e sigo sempre o mesmo lema: a nossa vida é toda para diante.