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Transcrição

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ÁGIL GRAÇAS A COMPREENDER OS DADOS Bom, vamos ver o que mais há na caixa.- Não te torças.

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Vamos ver..."Serão os dados e as análises o motor subestimado da verdadeira agilidade?" Esta pergunta é realmente interessante,e só compreendi com o tempo a importância de contar com dados e números fiáveis para agir, tanto na empresa como sendo líder,corretamente.

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Na L'Oréal, isso era uma evidência.Estavam sempre lá e isso permitia agir com agilidade e adaptar-se a qualquer situação,mesmo que isso significasse seguir cinco tendências diferentes num só ano.

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Isso era possível porque, no fim,os dados estavam lá.

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E quando me reformei da L'Oréal e comecei a ocupar-me e agora também como presidente do conselho consultivo na empresa familiar,apercebi-me verdadeiramente do risco que existe quando simplesmente não se dispõe dessa informação.pode desviar-se muito depressa ou também, numa pequena empresa,as decisões podem não ser tomadas com a rapidez necessária.

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E isso pode implicar consequências muito, mas muito graves.

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Ou seja, isto, com o tempo,é uma aprendizagem enorme.

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Hoje em dia, daria ao controlo de gestão,a um bom e proativo,muito mais importância do que lhe dava então.

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Na empresa que aconselhas, como recomendarias construir uma base de dados sólida?

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Porque muitas vezes há imensos dados, só que não se sabe como lhes dar sentido.

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E quando há ,muitas vezes não se lhe dá tanta importância.

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O que podes recomendar aos líderes para que impulsionem essa mudança de forma efetiva?

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Creio que no início deve sempre ficar claro quais os KPI a seguir.

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Definir isso claramente e depois preparar os dados em função desses indicadores-chave.

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Isso é sempre possível.A tecnologia oferece todas as possibilidades hoje em dia.

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E depois, com muita disciplina,revisar esses dados regularmente, semanal ou mensalmente,e tratá-los como factos.

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E daí,ajustar,tomar novas decisões,sobretudo, com rapidez.

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E sob o lema: "não há notícias boas nem más", são simplesmente "notícias".

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E isto, ao mesmo tempo, também pode ajudar a criar novos objetivos rapidamente e a guiar-se por eles.

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E, sem dúvida, dá uma enorme segurança e permite agir muito, muito melhor e mais depressa.

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Quando dizes:"Não há notícias más nem boas, só notícias",os dados e os factos estão a contar, de algum modo, uma história.

03:05

Como se consegue passar de um KPI rígido ou até de um mar de KPI a uma conclusão concreta e a um integrador de decisões que permita tomar a decisão certa no momento perfeito?

03:19

Ou, pelo menos, não a certa, mas alguma decisão.

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Acho que se desde o início tiveres claro quais são os KPI e para onde queres ir,o caminho fica praticamente traçado.

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E claro, há sempre certa margem de interpretação,mas, para mim, a gestão é como uma autoestrada.

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E esta às vezes é um pouco mais estreita ou mais larga,tem uma berma e uma faixa de ultrapassagem,mas, no fim, o importante é não sair da autoestrada e adaptar-se a ela.

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Na verdade, nunca tive problemas para chegar a uma tomada de decisão.

03:59

O que sim é decisivo é que se tome essa decisão.

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E isso, numa empresa familiar,tomando-a como exemplo,pode funcionar muito depressa,mas quando participam vários sócios,também pode ser um processo muito lento e complicado, sobretudo, quando entram em jogo as emoções ou também estruturas que se foram formando ao longo dos anos.

04:24

Quando se quer mudar algo é muito difícil.E aí está, de novo, .

04:30

Quase não há história ou nenhuma história que possa limitar.

04:34

Na realidade, só existe o olhar para a frente,onde tudo pode e deve avançar muito depressa.