Durante anos, escolher um MDM era basicamente uma questão de quantos dispositivos tenho e quanto me custa geri-los. Em 2026, essa pergunta ficou pequena.
A entrada em vigor da NIS2 obrigou milhares de médias empresas a cumprir níveis de cibersegurança que antes só se exigiam a grandes corporações. Rastreabilidade de endpoints, controlo de acessos, resposta a incidentes e, acima de tudo, capacidade de o demonstrar com evidências. A isto soma-se o Regulamento Europeu de IA, cujas obrigações para sistemas de alto risco aterram neste verão e afetam diretamente muitas funções inteligentes que os MDM já trazem de série.
Neste artigo analisamos as melhores soluções MDM de 2026 para que encontre a que melhor se adapta à sua empresa, tanto em funcionalidade como em cumprimento normativo.
Tabela comparativa: os melhores softwares MDM
| Software | Melhor para | Plataforma | Zero-touch | BYOD | HRIS | Gestão SaaS | Dados |
| Factorial IT | Frotas mistas com ciclo de vida IT-RH | macOS, Windows, Linux, iOS, Android | ✅ Sim | ✅ Sim | ✅ Nativa | ✅ Sim | UE |
| Microsoft Intune | Ecossistema Microsoft 365 | Windows, macOS, iOS, Android, Linux | ✅ Sim (Autopilot) | ✅ Sim | ⚠️ Via Azure AD | ❌ Não | Região UE disponível |
| Jamf | Frotas 100% Apple | macOS, iOS, iPadOS, tvOS | ✅ Sim (ABM) | ✅ Sim | ⚠️ Limitada | ❌ Não | Região UE disponível |
| Hexnode UEM | Frotas mistas com templates | Windows, macOS, iOS, Android, ChromeOS | ✅ Sim | ✅ Sim | ⚠️ Limitada | ❌ Não | Região UE disponível |
| NinjaOne | Equipas IT com RMM existente | Windows, macOS, Linux, iOS, Android | ✅ Sim | ✅ Sim | ❌ Não | ❌ Não | Região UE disponível |
| Mosyle | Empresas Apple-first e educação | macOS, iOS, iPadOS, tvOS | ✅ Sim (ABM) | ✅ Sim | ❌ Não | ❌ Não | Principalmente EUA |
| Scalefusion | Quiosques, TPV e equipas de campo | Windows, macOS, iOS, Android, Linux | ✅ Sim | ✅ Sim | ❌ Não | ❌ Não | Principalmente EUA |
| Rippling IT | Empresas que já usam Rippling HRIS | macOS, Windows, iOS, iPadOS | ✅ Sim | ✅ Sim | ✅ Nativa | ✅ Sim | Principalmente EUA |
| Iru (antes Kandji) | Apple-first com configuração declarativa | macOS, iOS, iPadOS, tvOS | ✅ Sim (ABM) | ✅ Sim | ⚠️ Limitada | ❌ Não | Principalmente EUA |
| Miradore | Orçamento muito limitado | iOS, Android, Windows, macOS | ⚠️ Parcial | ✅ Sim | ❌ Não | ❌ Não | Região UE disponível |
1. Factorial IT

Melhor para: equipas de IT em empresas europeias em crescimento e de média dimensão que gerem frotas mistas (macOS, Windows, Linux, iOS, Android) e querem automatizar o aprovisionamento e desaprovisionamento de endpoints e acessos a partir de alterações no HRIS.
O Factorial IT combina gestão de dispositivos, controlo de acessos SaaS e aprovisionamento do ciclo de vida do colaborador numa única plataforma. O que o distingue dos MDM tradicionais não é tanto a gestão do endpoint (que também), mas sim o facto de o ciclo de vida do dispositivo estar ligado ao HRIS desde o início: quando se regista uma admissão, uma mudança de departamento ou uma saída, a equipa de IT pode acionar o aprovisionamento ou desaprovisionamento do dispositivo, das licenças SaaS e das permissões de acesso sem tocar em meia dúzia de sistemas diferentes. Dados e suporte na Europa.
Funcionalidades MDM em destaque
- Enrollment zero-touch multiplataforma: integração com Apple Business Manager e Automated Device Enrollment para macOS, iOS e iPadOS. Windows Autopilot para dispositivos Windows. Os dispositivos são configurados automaticamente no primeiro arranque com perfis, aplicações e credenciais corporativas já aplicadas.
- Perfis de configuração: aplicação de políticas de segurança, restrições, certificados, perfis Wi-Fi e VPN a partir da consola. Conformidade mapeada com frameworks de segurança padrão.
- Encriptação de disco com custódia de chaves: ativação e aplicação forçada de FileVault em macOS e BitLocker em Windows, com escrow centralizado de chaves de recuperação para que a equipa de IT possa recuperar o acesso sem perder dados.
- Gestão de atualizações e patches: forçamento de atualizações do sistema operativo, janelas de manutenção configuráveis e monitorização do estado de patching de toda a frota.
- Inventário em tempo real: visibilidade de que aplicações estão instaladas, que versões estão em utilização, que hardware tem cada dispositivo e que estado de conformidade apresenta, sem depender de relatórios programados.
- Monitorização de vulnerabilidades (CVE): correlação automática entre o software instalado na frota e as bases de dados públicas de vulnerabilidades para detetar endpoints expostos a CVE conhecidos.
- Distribuição de aplicações: Apple VPP para macOS e iOS, Managed Google Play para Android e pacotes MSI/PKG para Windows. Atribuição baseada em grupos de utilizadores ou dispositivos.
- Comandos remotos: bloqueio, limpeza, localização, reinicialização e execução de scripts personalizados sobre macOS, Windows e Linux a partir da consola.
- Automatização IT-HRIS: a admissão, transferência ou saída no HRIS aciona o aprovisionamento ou desaprovisionamento do endpoint, das licenças SaaS e dos acessos corporativos, sem tickets manuais.
- Gestão de aplicações SaaS integrada: visibilidade e controlo de licenças SaaS na mesma plataforma que gere os endpoints.
- Plataforma e dados operados a partir da Europa: com suporte em horário europeu incluído.
O que o torna diferente
A maioria dos MDM trata o dispositivo como uma entidade independente do colaborador que o utiliza. O Factorial IT inverte essa lógica, já que o endpoint é mais um atributo do registo do colaborador, como o seu email ou o seu cargo. Quando os RH atualizam esse registo, a equipa de IT não recebe um ticket, recebe o novo estado já aplicado no dispositivo, nas licenças e nos acessos. Para uma equipa de IT que até agora orquestrava manualmente esse ciclo entre três ou quatro consolas, a mudança é operacional, não cosmética.
Limitações
- Não suporta ChromeOS. Se tiver Chromebooks na frota, é necessário complementar com outra ferramenta.
- O catálogo de integrações com ticketing, SIEM e outros sistemas de terceiros está a crescer, mas ainda é mais reduzido do que o do Intune ou Jamf. Se tiver um stack muito específico, vale a pena verificar antes que conectores já existem.
- O verdadeiro valor surge quando o Factorial IT convive com o Factorial HRIS. Como MDM standalone funciona, mas é como comprar uma Bimby só para fazer puré de batata.
2. Microsoft Intune

Melhor para: organizações que já vivem dentro do ecossistema Microsoft 365 e querem consolidar a gestão de endpoints sem adicionar mais um vendor ao stack.
O Intune é a aposta da Microsoft para gestão unificada de endpoints e, para qualquer empresa com licenças E3 ou E5, o caminho de menor fricção. A sua força está na integração nativa com Azure AD, Microsoft 365, Defender for Endpoint e Windows Autopilot. Quando estas peças já estão na sua arquitetura, o Intune encaixa quase sozinho. A contrapartida é que ganhar fluidez com a consola leva o seu tempo.
Funcionalidades MDM em destaque
- Windows Autopilot zero-touch: implementação automatizada em dispositivos Windows com perfis de enrollment que configuram o dispositivo no primeiro arranque sem intervenção do utilizador.
- Políticas de acesso condicional com Azure AD: regras que combinam o estado do dispositivo, localização e conformidade para permitir ou bloquear o acesso a recursos corporativos. Por exemplo, um comercial que tenta abrir o SharePoint a partir de um portátil sem BitLocker ativado recebe o acesso bloqueado até que a encriptação cumpra a política.
- Gestão de aplicações Win32: empacotamento em formato .intunewin com deteção de requisitos, regras de dependência e atribuição por grupos de utilizadores ou dispositivos.
- Configuration Service Providers (CSP): a API declarativa que a Microsoft expõe para aplicar ajustes do Windows a partir de um MDM sem recorrer a GPOs. Abrange praticamente qualquer parâmetro configurável no sistema.
- Gestão de BitLocker com escrow de chaves: ativação forçada da encriptação de disco com custódia de chaves de recuperação no Azure AD e relatórios de conformidade.
- Update Rings para Windows Update for Business: escalonamento de patches por anéis de implementação com janelas de manutenção e prazos configuráveis.
- App Protection Policies para BYOD: proteção de dados corporativos em dispositivos pessoais sem necessidade de enrollment completo do dispositivo.
- Remediações proativas: scripts PowerShell que detetam e corrigem desvios de configuração automaticamente sem intervenção manual.
- Suporte multi-SO: gestão de dispositivos Windows, macOS, iOS, Android e Linux a partir de uma única consola.
- Plano 1 incluído no Microsoft 365: acesso ao MDM básico com licenças E3, E5, F1, F3 e Business Premium sem custo adicional.
O que o torna diferente
A potência das políticas de acesso condicional combinadas com identidade. Configurar uma regra do tipo «apenas dispositivos encriptados e atualizados podem aceder ao SharePoint fora do escritório» é trivial no Intune e essa camada de defesa é genuinamente valiosa em ambientes híbridos onde já existe Azure AD.
Limitações
- Curva de aprendizagem acentuada. O Intune Admin Center é denso e pouco intuitivo para equipas de IT sem dedicação exclusiva. Requer experiência específica.
- A gestão de dispositivos Apple e Android, embora funcional, fica aquém de soluções especializadas em profundidade de controlo.
- Os add-ons (Plano 2, Intune Suite) encarecem significativamente o custo para aceder a Remote Help, Advanced Analytics ou gestão de dispositivos especializados.
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3. Jamf

Melhor para: empresas com frota 100% Apple que precisam do nível mais profundo de controlo sobre macOS, iOS, iPadOS e tvOS.
O Jamf está há anos posicionado como uma das referências em gestão de dispositivos Apple, e tem motivos para isso. A sua integração com o Apple Business Manager funciona bem, o catálogo de configurações é amplo e abrange aspetos que outras plataformas nem sempre contemplam. Além disso, conta com uma comunidade técnica ativa que facilita a resolução de dúvidas do dia a dia. Dito isto, não é barato, nem especialmente fácil de administrar, nem a melhor opção se o parque de dispositivos vai além do ecossistema Apple.
Funcionalidades MDM em destaque
- PreStage Enrollments via Apple Business Manager: aprovisionamento zero-touch desde o unboxing, com perfis e aplicações aplicados automaticamente no primeiro arranque do dispositivo.
- Smart Groups dinâmicos: agrupamento automático de dispositivos com base em critérios de inventário que acionam políticas sem intervenção manual. Por exemplo, um grupo que contenha «todos os MacBook Pro com macOS inferior a 14.0 e sem FileVault ativado» lança automaticamente o patch e a encriptação quando algum equipamento se enquadra nessas condições.
- Jamf Composer: ferramenta para empacotar aplicações e configurações personalizadas como pacotes PKG prontos a implementar na frota.
- Self Service corporativo: portal onde os utilizadores finais podem instalar aplicações aprovadas pela equipa de IT sem abrir tickets nem depender da equipa técnica.
- Perfis de configuração avançados: controlo granular sobre praticamente qualquer ajuste nativo de macOS e iOS, incluindo extensões do sistema e kernel extensions.
- Patch Management automatizado: rastreio de versões e implementação de atualizações para aplicações de terceiros habituais sem intervenção manual.
- Jamf Protect e Jamf Connect (add-ons): o Protect oferece deteção de ameaças no endpoint nativa de macOS e o Connect gere identidade e passwords corporativas.
- Gestão de FileVault com custódia de chaves: ativação e controlo da encriptação de disco com escrow institucional de chaves de recuperação.
- Comunidade ativa (Jamf Nation): repositório de recursos, scripts e receitas de automação mantido pela comunidade de administradores.
O que o torna diferente
O nível de detalhe nas políticas específicas de macOS. Há fluxos de aprovisionamento complexos que noutras plataformas exigem scripts e workarounds. No Jamf são uma opção na interface. Se a sua realidade é «só Mac e só iPad», vai encontrar funcionalidades que só o Jamf resolve bem, e vai agradecê-lo.
Limitações
- Apenas Apple. Não gere Windows, Android nem Linux. As empresas com frotas mistas precisam obrigatoriamente de um segundo MDM.
- Preço elevado comparado com alternativas multiplataforma, sobretudo para equipas com menos de 200 dispositivos.
- A complexidade exige administradores com experiência específica em Jamf, o que eleva o custo total de propriedade.
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4. Hexnode UEM

Melhor para: equipas de IT que gerem frotas multiplataforma e precisam de templates predefinidos para implementar rapidamente sem configuração complexa.
O Hexnode é compatível com Windows, macOS, iOS, Android, tvOS, Fire OS e ChromeOS. Mas o que o diferencia não é tanto essa cobertura (outros concorrentes também a oferecem) mas sim a sua biblioteca de templates de políticas predefinidos. Para uma equipa de IT com recursos limitados, partir de um template tipo «BYOD Android» ou «quiosque iPad» e ajustar apenas o necessário é muito diferente de configurar tudo do zero. Isto traduz-se em tempos de implementação mais curtos e menos fricção no arranque.
Funcionalidades MDM em destaque
- Enrollment zero-touch multiplataforma: integração com Apple Business Manager, Android Zero-Touch, Samsung Knox e Windows Autopilot para que os dispositivos se configurem automaticamente desde o primeiro arranque.
- Templates de políticas predefinidos: configurações prontas para casos de uso comuns como quiosque, BYOD, dispositivos partilhados e COPE, que reduzem o tempo de implementação e a possibilidade de erros.
- Android Enterprise completo: suporte para Work Profile, Fully Managed e Dedicated Device modes, cobrindo desde BYOD até dispositivos de uso dedicado.
- Kiosk Lockdown avançado: bloqueio em modo single-app ou multi-app com navegador web filtrado e restrições de hardware como câmara, USB e botões físicos.
- Gestão de conteúdo corporativo: distribuição de documentos para dispositivos com restrições de visualização e controlo sobre quem acede a quê.
- Geofencing e políticas baseadas em localização: aplicação automática de configurações e restrições conforme a localização física do dispositivo.
- Distribuição de aplicações empresariais: distribuição através de Managed Google Play, Apple VPP e pacotes MSI/EXE em Windows, com atribuição por grupos de utilizadores ou dispositivos.
- Remote View e Remote Control: assistência remota a utilizadores finais diretamente a partir da consola, sem ferramentas de terceiros.
- Suporte ChromeOS: gestão de dispositivos Chromebook, uma compatibilidade que vários concorrentes desta lista não oferecem.
- Cinco planos de preços: estrutura flexível que permite ajustar o investimento às necessidades reais de cada equipa.
O que o torna diferente
A sua biblioteca de templates predefinidos. Pode parecer um detalhe menor, mas faz uma diferença real quando a equipa de IT não tem alguém dedicado exclusivamente à gestão de endpoints. Configurar uma política de Android Work Profile no Hexnode demora minutos, não horas. E essa agilidade é o que separa uma implementação que sai esta tarde de uma que fica na lista de pendentes até ao mês seguinte.
Limitações
- As funcionalidades avançadas de segurança (gestão de certificados, VPN per-app, controlo granular de aplicações) só estão disponíveis nos planos Enterprise e Ultra.
- As integrações com HRIS e ferramentas de IT service management são limitadas comparadas com plataformas mais completas.
- O suporte pode ser lento nos planos de entrada, especialmente em horário europeu.
5. NinjaOne

Melhor para: equipas de IT internas e MSPs que já usam o NinjaOne como RMM e querem estender a gestão a dispositivos móveis sem adicionar uma segunda consola.
O NinjaOne nasceu como ferramenta de RMM (gestão remota de servidores e endpoints Windows) e, com o tempo, foi alargando as suas capacidades para o território MDM com suporte para Android, iOS, macOS e Linux. Para equipas que já o utilizam para monitorizar servidores, integrar a gestão de telemóveis e portáteis na mesma consola é uma extensão lógica. E consolidar tudo numa única ferramenta é, na prática, uma das formas mais simples de simplificar a operativa de uma equipa de IT com recursos limitados.
Funcionalidades MDM em destaque
- Patching automatizado multiplataforma: atualização de Windows, macOS e Linux com políticas granulares por anéis de implementação e janelas de manutenção configuráveis.
- Software Deployment: implementação de pacotes MSI, EXE, PKG e scripts personalizados com tentativas automáticas e verificação de instalação.
- Scripting avançado herdado do módulo RMM: execução de scripts PowerShell, Bash e outros sobre toda a frota, com programação e automatização de tarefas recorrentes.
- Monitorização em tempo real: alertas personalizáveis sobre o estado de hardware, software e segurança de cada dispositivo da frota.
- Acesso remoto integrado (NinjaOne Remote): assistência remota a partir da própria consola sem necessidade de contratar ferramentas externas como TeamViewer ou AnyDesk.
- Gestão de políticas MDM para iOS e Android: enrollment, perfis de configuração e comandos remotos para dispositivos móveis a partir da mesma plataforma.
- Inventário automático de hardware e software: visibilidade completa do que está instalado em cada dispositivo com histórico de alterações.
- Backup integrado (add-on): cópias de segurança de endpoints configuráveis diretamente a partir da consola.
- Modelo de preços pay-per-device: estrutura flexível com pagamento por dispositivo e descontos por volume.
O que o torna diferente
Para equipas de IT que saltam constantemente entre aplicar patches num Windows Server e resolver uma incidência do Outlook no telemóvel de um comercial, ter tudo numa única consola simplifica muito o dia a dia. Além disso, a interface está bem pensada para a operativa diária. Não é a mais vistosa do mercado, mas é uma das mais ágeis na hora de encontrar o que se precisa e agir.
Limitações
- As capacidades MDM para dispositivos móveis são mais recentes e menos maduras do que as de gestão de endpoints tradicionais.
- Não oferece gestão SaaS nem aprovisionamento de acessos: é uma ferramenta de gestão de dispositivos pura.
- Os preços não são públicos e requerem contacto comercial, o que dificulta a comparação na fase inicial de avaliação.
6. Mosyle

Melhor para: empresas Apple-first e estabelecimentos de ensino que procuram uma alternativa ao Jamf com preços mais agressivos e um pacote tudo-em-um.
O Mosyle posicionou-se como uma das alternativas mais sólidas na gestão exclusiva de dispositivos Apple. A sua principal vantagem face a outros concorrentes é a abordagem de plataforma unificada. Enquanto outras soluções cobram por módulos separados (antimalware, identidade, filtragem DNS), o Mosyle inclui tudo no mesmo plano a um preço consideravelmente inferior. A sua origem está no setor educativo, mas as versões Business Premium e Fuse estão claramente orientadas para pequenas e médias empresas com frotas Mac.
Funcionalidades MDM em destaque
- Automated Device Enrollment via Apple Business Manager: aprovisionamento zero-touch com fluxos simplificados para que os dispositivos cheguem configurados desde o primeiro arranque.
- Mosyle Fuse como plataforma unificada: um único produto que combina MDM, proteção de endpoint (antimalware), gestão de identidade (login unificado) e filtragem DNS sem módulos adicionais.
- AutoPatch para aplicações de terceiros: atualização automática de mais de 200 aplicações comuns em macOS sem intervenção da equipa de IT.
- Perfis de configuração completos: gestão granular de macOS, iOS e iPadOS com suporte nativo para as últimas versões do Apple Silicon.
- Mosyle Hardening: aplicação de benchmarks CIS a dispositivos macOS com um único clique para cumprir padrões de segurança sem configuração manual.
- Gestão de aplicações via Apple VPP: compra e distribuição centralizada de aplicações a partir da App Store com atribuição por utilizador ou dispositivo.
- FileVault com custódia de chaves: ativação da encriptação de disco e escrow institucional de chaves de recuperação.
- Plano gratuito para até 30 dispositivos Apple: opção funcional para equipas pequenas que querem testar a plataforma sem compromisso.
- Ferramentas específicas para educação: funcionalidades concebidas para a gestão de dispositivos em ambientes de sala de aula e estabelecimentos de ensino.
O que o torna diferente
O que inclui pelo preço que pratica. Onde outras soluções cobram separadamente o antimalware, a gestão de identidade e a filtragem DNS, o Mosyle integra tudo num único plano. Para uma empresa Apple com 80 dispositivos que prefere evitar gerir vários fornecedores em simultâneo, a diferença em custo e em simplicidade operacional é notável.
Limitações
- Apenas Apple. Sem suporte para Windows, Android nem Linux.
- O foco na educação faz com que algumas funcionalidades enterprise estejam menos polidas do que as do Jamf Pro.
- Dados alojados principalmente em infraestrutura norte-americana, o que pode complicar o cumprimento normativo para empresas europeias com requisitos rigorosos de residência de dados.
7. Scalefusion

Melhor para: empresas que gerem dispositivos dedicados como quiosques, terminais de ponto de venda, equipas de campo ou dispositivos partilhados.
O Scalefusion foca-se na gestão de dispositivos dedicados. Tablets em lojas, terminais de armazém, telemóveis de distribuidores. O seu ponto forte é o controlo remoto em tempo real, com terminal remoto, gravação de sessões e transferência de ficheiros. Tudo pensado para intervir em dispositivos a que a equipa de IT não consegue aceder fisicamente.
Funcionalidades MDM em destaque
- Controlo remoto em tempo real: streaming do dispositivo, terminal remoto com gravação de sessão e transferência de ficheiros para resolver incidências sem acesso físico.
- Modo quiosque avançado: bloqueio single-app e multi-app em Android, iOS e Windows com controlo granular sobre os elementos de interface visíveis para o utilizador.
- Scalefusion DeepDive: diagnóstico remoto de dispositivos Android com informação detalhada de hardware, rede e desempenho a partir da consola.
- Geofencing e rastreio por localização: seguimento de frotas de campo com alertas automáticos quando um dispositivo sai da sua zona atribuída.
- Distribuição de aplicações empresariais: distribuição de apps e APK sideloading em Android com opções de atualização silenciosa sem intervenção do utilizador.
- Perfis de configuração e políticas de segurança: gestão centralizada de passwords, Wi-Fi, VPN, email e restrições de dispositivo.
- Content Management: distribuição de documentos para dispositivos com restrições de impressão e partilha para proteger informação sensível.
- ProSurf (navegador gerido): navegador com lista branca de URLs permitidos, concebido para casos de uso de quiosque e dispositivos de acesso público.
- Integração com Azure AD: enrollment automatizado de dispositivos através do Azure Active Directory.
O que o torna diferente
O terminal remoto com gravação de sessão. Para equipas de suporte que assistem trabalhadores de campo e precisam de documentar cada intervenção para efeitos de auditoria, ter a sessão gravada de série não é um extra, é uma necessidade coberta sem ferramentas adicionais.
Limitações
- Não oferece funcionalidades de self-service para utilizadores finais, o que coloca toda a gestão sobre a equipa de IT.
- A interface de administração torna-se avassaladora pela quantidade de opções disponíveis, não é a opção mais adequada se procura simplicidade.
- As integrações com HRIS e ferramentas de ciclo de vida do colaborador são mínimas.
8. Rippling IT

Melhor para: empresas que já usam o Rippling como HRIS e querem estender a automatização do ciclo de vida do colaborador à gestão de dispositivos.
O Rippling integra numa mesma plataforma HRIS, payroll, IT e finanças. O seu módulo de IT segue essa mesma lógica e liga a gestão do dispositivo diretamente ao registo do colaborador. Quando uma pessoa é admitida, o Rippling pode enviar-lhe o portátil a partir do seu próprio armazém, configurá-lo conforme o cargo e atribuir-lhe os acessos SaaS correspondentes. Quando essa pessoa sai, o processo reverte-se de forma automática. É uma proposta potente, embora o seu valor real dependa do grau em que a empresa adota o Rippling como plataforma central.
Funcionalidades MDM em destaque
- Enrollment zero-touch associado ao colaborador: integração com Apple Business Manager e Windows Autopilot ligada diretamente ao registo do colaborador no Rippling para aprovisionamento automático desde a admissão.
- Políticas automáticas baseadas no cargo: configurações de segurança e acessos que se aplicam conforme o departamento, localização ou função do colaborador sem intervenção manual.
- Encriptação de disco forçada com custódia de chaves: ativação automática de FileVault e BitLocker com escrow centralizado de chaves de recuperação.
- Distribuição de aplicações por cargo: instalação silenciosa de software condicionada à função do colaborador, sem necessidade de pedidos nem tickets.
- Comandos remotos: bloqueio, limpeza e localização de dispositivos perdidos ou roubados a partir da consola.
- Logística de hardware gerida: armazenamento, envio, recuperação e recondicionamento de dispositivos através da própria infraestrutura do Rippling, com custo adicional por serviço.
- Gestão de acessos SaaS integrada: atribuição e revogação automática de licenças SaaS a partir da mesma plataforma ao admitir ou desligar um colaborador.
- Fluxos de onboarding unificados: processo de integração que liga IT, RH e finanças num único fluxo automatizado.
O que o torna diferente
A automatização completa do onboarding. Desde o momento em que se dá entrada a um colaborador no HRIS até que este recebe o portátil configurado em casa, o processo pode funcionar sem intervenção manual. Para empresas com equipas distribuídas e rotação frequente, essa automatização reduz consideravelmente a carga operacional do departamento de IT.
Limitações
- Preço significativamente mais elevado do que MDMs puros. O módulo de device management começa nos ~8 $/utilizador/mês.
- O valor real só se desbloqueia se já usar o Rippling como HRIS. Como MDM standalone, a relação custo-funcionalidade é desfavorável.
- Menor profundidade de controlo ao nível de configuração do dispositivo do que ferramentas MDM especializadas.
- Presença limitada na Europa: ausência de suporte em vários idiomas europeus e menor cobertura regulatória local.
9. Iru (antes Kandji)

Melhor para: equipas de IT em empresas Apple-first que procuram automatização avançada baseada em templates de configuração que mantêm o estado do dispositivo de forma autónoma.
Iru é o novo nome do Kandji. O rebranding é recente e ainda há equipas que o conhecem pelo nome anterior. A sua proposta principal são os blueprints: templates que combinam perfis, scripts, aplicações e controlos de conformidade num mesmo fluxo reutilizável. Funcionam com uma abordagem declarativa. Em vez de executar uma sequência de passos de cada vez, define-se o estado final que o dispositivo deve ter e a plataforma encarrega-se de o manter. Se detetar um desvio, corrige-o automaticamente.
Funcionalidades MDM em destaque
- Blueprints (templates declarativos): fluxos reutilizáveis que combinam perfis, scripts, aplicações e controlos de conformidade numa única configuração. Por exemplo, um blueprint «Design» pode definir macOS atualizado para a última versão, FileVault ativado, Figma e Adobe Creative Cloud instalados e bloqueio de navegadores não aprovados. Se alguém desinstalar o Figma, a plataforma reinstala-o automaticamente.
- Liftoff (onboarding guiado): experiência de primeiro arranque para o utilizador final com progresso visual passo a passo, sem necessidade de intervenção da equipa de IT.
- Auto Apps: atualização automática de mais de 200 aplicações de terceiros habituais em macOS sem que o administrador tenha de gerir versões manualmente.
- Biblioteca de controlos de segurança preconfigurados: mais de 150 controlos mapeados a CIS Benchmarks e NIST, prontos a aplicar sem configuração de raiz.
- Passport (gestão de identidade): sincronização de passwords entre o diretório corporativo e a conta local do dispositivo para unificar o acesso do utilizador.
- Compliance remediation automática: correção autónoma quando um dispositivo se desvia do estado definido no seu blueprint, sem intervenção manual.
- EDR nativo (add-on): deteção e resposta a ameaças no endpoint integrada na mesma plataforma como módulo adicional.
- Device Harmony: visibilidade unificada do estado de segurança de toda a frota Apple num único painel.
O que o torna diferente
Os blueprints. Define-se como cada dispositivo deve estar configurado e a plataforma encarrega-se de que se mantenha assim. Se algo muda ou se desvia, corrige-se sozinho. Isto reduz boa parte das incidências do tipo «este Mac não cumpre a política» porque o próprio sistema as resolve antes de chegarem à equipa de IT.
Limitações
- Apenas Apple. Não gere Windows, Android nem Linux.
- Preço mais elevado do que outros MDM Apple-only como o Mosyle, especialmente para macOS.
- O rebranding recente de Kandji para Iru gera confusão no mercado e parte da documentação pública ainda está em transição.
10. Miradore

Melhor para: equipas de IT com orçamento muito limitado que precisam de um MDM funcional sem a complexidade do enterprise.
O Miradore oferece um plano gratuito que funciona e uma interface simples, o que o torna uma boa porta de entrada para empresas que nunca geriram dispositivos de forma centralizada. Cobre as funcionalidades básicas para deixar de gerir a frota manualmente. No entanto, tem um teto claro. Quando a equipa precisa de controlos de segurança avançados, integrações com o restante stack de IT ou uma política de patching formal, as limitações fazem-se sentir e o que se poupa em licença acaba por ser investido em horas de trabalho manual.
Funcionalidades MDM em destaque
- Enrollment multiplataforma: inscrição de dispositivos via Apple Business Manager, Android Enterprise e Windows, tanto manual como programática.
- Perfis de configuração básicos: políticas de password, Wi-Fi, VPN, email e restrições de dispositivo geridas a partir da consola.
- Comandos remotos essenciais: bloqueio, limpeza total, limpeza seletiva (apenas dados corporativos) e localização de dispositivos.
- Encriptação de disco com custódia de chaves: ativação de FileVault e BitLocker com escrow centralizado de chaves de recuperação, disponível no plano Premium+.
- Inventário automático de hardware e software: visibilidade do que está instalado em cada dispositivo com relatórios programáveis.
- Distribuição de aplicações: distribuição a partir da App Store, Managed Google Play e pacotes MSI para Windows com atribuição por grupos.
- Business Policies predefinidas: templates de configuração prontos a aplicar a grupos de dispositivos sem partir do zero.
- Plano gratuito sem limite estrito de dispositivos: operações básicas de MDM disponíveis sem custo para equipas que estão a começar.
- Teste gratuito de 14 dias do plano Premium+: acesso a todas as funcionalidades avançadas para avaliar a plataforma antes de contratar.
O que o torna diferente
O seu plano gratuito é funcional a sério, não uma demo limitada como acontece com muitos free tiers do setor. Para uma empresa que quer começar a gerir os seus dispositivos de forma organizada sem assumir um custo desde o primeiro dia, o Miradore é um dos pontos de entrada mais acessíveis.
Limitações
- As funcionalidades avançadas (integração com ferramentas de terceiros, suporte remoto nativo) só estão disponíveis no plano Premium+.
- Sem capacidades de gestão SaaS, aprovisionamento de acessos nem automatização do ciclo de vida.
- A profundidade de controlo fica aquém do Hexnode, Jamf ou Intune; não é adequado para empresas com requisitos de segurança rigorosos.

