O Mosyle é um MDM cloud-native fundado em 2012 por ex-colaboradores da Jamf, focado exclusivamente no ecossistema Apple. Cobre Mac, iPad, iPhone e Apple TV, com um plano gratuito até 30 dispositivos e três níveis pagos que vão acrescentando capacidades de segurança, identidade e privacidade. É frequente encontrá-lo em PME e estabelecimentos de ensino Apple-first.
O verdadeiro problema surge quando a situação se complica. A frota passa a incluir portáteis Windows ou tablets Android, a empresa entra num processo de conformidade com a NIS2 (em Portugal transposta pelo Decreto-Lei n.º 65/2025), a equipa de IT precisa de ligar a gestão de dispositivos aos Recursos Humanos ou, mais simplesmente, as funcionalidades de segurança e privacidade necessárias ficam reservadas aos planos superiores. Em qualquer destes cenários, vale a pena perceber que outras opções existem no mercado.
Porque é que as equipas de IT procuram alternativas ao Mosyle?
O Mosyle é uma ferramenta sólida dentro do seu nicho. Mas esse nicho é muito específico e, assim que uma organização sai dele, as suas limitações aparecem rapidamente. Estas são as razões mais comuns que levam as equipas de IT a começar a avaliar alternativas:
- Cobertura exclusiva do ecossistema Apple: o Mosyle gere apenas Mac, iPad, iPhone e Apple TV. Mal a frota integra dispositivos Windows, Android ou Linux, é preciso manter um segundo MDM em paralelo.
- Funcionalidades de segurança e privacidade reservadas aos planos superiores: o plano gratuito e o Business básico cobrem o MDM, mas EDR, identidade e privacidade avançada vivem no Mosyle Fuse, o que faz disparar o custo à medida que os requisitos de segurança aumentam.
- Sem ligação ao ciclo de vida do colaborador: o Mosyle não cobre aquisição, envio, onboarding, offboarding nem reatribuição de equipamentos, e a integração nativa com sistemas de Recursos Humanos é limitada.
- ADN educativo muito presente: boa parte do produto foi desenhada a pensar no K-12, e isso nota-se em fluxos e terminologia que para equipas corporativas podem parecer menos naturais.
- Suporte centralizado fora da Europa: sem escritórios locais em horário europeu e com atendimento maioritariamente em inglês, os tempos de resposta podem alongar-se para empresas portuguesas que precisam de apoio em CET.
- Personalização limitada para ambientes complexos: a filosofia de simplicidade que torna o Mosyle apelativo transforma-se em restrição quando uma organização precisa de políticas muito granulares, workflows à medida ou integrações profundas com SIEM e ITSM.
- Sem visibilidade sobre o SaaS da empresa: a plataforma gere o dispositivo, mas não as aplicações, licenças ou acessos que o colaborador utiliza a partir dele.
Quais são as melhores alternativas ao Mosyle?
1. Factorial IT

Ideal para: PME e empresas mid-market europeias com frotas mistas que querem uma plataforma única para dispositivos, segurança e ciclo de vida do colaborador, sem terem de manter um MDM por sistema operativo.
O Factorial IT é uma plataforma all-in-one que junta a aquisição e logística de equipamentos, o MDM, a segurança e a gestão de licenças SaaS numa só ferramenta. Enquanto a maioria dos MDM trata o dispositivo como uma entidade técnica isolada, o Factorial IT encara-o como mais um atributo do colaborador. Quando os Recursos Humanos registam uma entrada, uma saída ou uma mudança de departamento, as políticas, aplicações e acessos do dispositivo ajustam-se automaticamente, sem que o IT tenha de intervir.
Principais funcionalidades
- MDM unificado para Windows, macOS, Linux, iOS e Android: uma só consola, inventário em tempo real e ações remotas (bloqueio, apagamento, reinício) coerentes entre sistemas operativos.
- Provisionamento desde o primeiro arranque: compatibilidade com Apple Business Manager e Windows Autopilot para que o colaborador receba o equipamento pronto a trabalhar, sem passar antes pelo IT.
- Regras que seguem o colaborador, não o dispositivo: as políticas são atribuídas por pessoa, função ou equipa e atualizam-se automaticamente perante qualquer mudança organizacional.
- Cifragem do disco com escrow centralizado: ativação obrigatória de FileVault e BitLocker a partir da consola, com chaves de recuperação à guarda do IT e acessíveis apenas pela equipa.
- Evidências de conformidade prontas para auditoria: mapeamento automático de controlos para NIS2, CNCS, SOC 2, ISO 27001 e RGPD, com logs centralizados que reduzem o trabalho manual da equipa.
- Sincronização bidirecional com Recursos Humanos: o Factorial e mais de 40 outros HRIS desencadeiam automaticamente fluxos de onboarding, mudanças de função e offboarding sobre o dispositivo do colaborador.
- Operação completa do ativo físico: aquisição por catálogo, envio internacional, atribuição, devolução e reatribuição geridos a partir da mesma plataforma.
- Inventário e controlo de licenças SaaS: mapa das aplicações usadas por cada colaborador, alertas sobre licenças subutilizadas e revogação automática de acessos no offboarding.
- SentinelOne como módulo opcional: EDR para organizações que precisam de capacidades de deteção e resposta para além do MDM clássico.
- Operado a partir da UE: infraestrutura europeia e suporte humano em português, espanhol, francês, italiano, inglês e alemão dentro do horário CET.
Principais desvantagens
- tvOS fica fora do scope: as frotas com Apple TV corporativos terão de manter uma ferramenta complementar para os gerir.
- Ecossistema de conectores ainda em construção: as integrações com SIEM e ITSM externos crescem depressa, mas ainda não atingem a amplitude de plataformas com mais anos nesse terreno.
- O verdadeiro diferencial nota-se com o HRIS da Factorial: como MDM independente funciona, mas a automação completa do ciclo de vida (que é a principal promessa do produto) implica usar as duas ferramentas em conjunto.
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2. JumpCloud

Ideal para: PME e empresas mid-market com frotas multi-OS que procuram consolidar diretório de identidades, MDM, SSO e MFA numa só plataforma, sem pagar à parte um Okta ou um Microsoft Entra ID e um MDM independente.
O JumpCloud nasceu em 2012 com uma ideia muito clara: oferecer uma alternativa cloud-native ao Active Directory pensada para empresas que já não querem manter servidores on-premise. Mais de uma década depois, a plataforma cresceu até se tornar aquilo a que os próprios criadores chamam um «open directory», combinando identidade, SSO, MFA e gestão de dispositivos Windows, macOS e Linux a partir de uma só consola. A proposta é de consolidação: o que noutros stacks exige três ou quatro ferramentas, aqui cabe numa única licença.
Principais funcionalidades
- Diretório de identidades unificado: alternativa moderna ao Active Directory com suporte para LDAP, RADIUS e SAML a partir da cloud.
- SSO com catálogo amplo de aplicações: integrações pré-configuradas com centenas de SaaS e suporte para SCIM no provisionamento de utilizadores.
- MFA e JumpCloud Go: autenticação multifator e opção passwordless através de passkeys assentes em hardware.
- MDM cross-platform: gestão de Windows, macOS e Linux com políticas unificadas, mais suporte para iOS e, de forma mais limitada, Android.
- Gestão de patches e software: deployment de aplicações e atualizações do sistema operativo a partir da consola, com políticas configuráveis por grupo.
- Conditional Access: políticas de acesso a aplicações e recursos em função do estado do dispositivo, da localização e do nível de risco.
- Cloud RADIUS e Cloud LDAP: autenticação em redes Wi-Fi corporativas e aplicações legacy sem precisar de servidores on-premise.
- Plano gratuito até 10 utilizadores e 10 dispositivos: ambiente completo para avaliar a plataforma antes de avançar para um plano pago.
Principais desvantagens
- Cobertura mobile limitada: o MDM para iOS funciona, mas Android tem um nível de profundidade muito inferior e não chega ao das plataformas pensadas para frotas mobile.
- Menos profundidade do que as ferramentas especializadas: em SSO não chega ao Okta, em MDM macOS não iguala o Jamf. A sua força está na consolidação, não em ser o melhor em cada categoria.
- Sem gestão do ciclo de vida físico do dispositivo: não cobre a aquisição, envio nem recuperação do equipamento, e não se liga de forma nativa a sistemas de Recursos Humanos.
- Modelo de pricing por níveis complexo: entre pacotes (Device Management, SSO, Core Directory, Platform) e add-ons à la carte, calcular o custo real exige fazer contas com tempo.
3. Microsoft Intune

Ideal para: empresas com frota maioritariamente Windows, subscrições ativas a Microsoft 365 E3, E5 ou Business Premium e uma equipa de IT com conhecimento técnico real do ecossistema Microsoft.
O Intune é a plataforma de endpoint management cloud-native da Microsoft. Hoje faz parte da suite Microsoft Intune e está incluído nas licenças Microsoft 365 E3, E5 e Business Premium, o que o torna o MDM por defeito de boa parte do mid-market. Onde brilha mesmo é no Windows, com um nível de controlo granular que nenhuma outra plataforma iguala. A cobertura para macOS, iOS, Android e Linux existe, mas não chega à mesma profundidade.
Principais funcionalidades
- Conditional Access com Entra ID: políticas de acesso adaptativas ligadas ao estado de compliance do dispositivo e ao nível de risco do utilizador.
- Windows Autopilot: zero-touch enrollment dos equipamentos Windows diretamente a partir do fabricante, sem imagens nem intervenção manual.
- MDM Apple completo: suporte para Apple Business Manager, modo supervisionado e Declarative Device Management sobre Mac, iPad, iPhone e Apple TV.
- App Protection Policies: isolamento de dados corporativos dentro do Office, Outlook e Teams sem precisar de inscrever o dispositivo no MDM.
- Defender for Endpoint integrado: correlação entre postura de segurança e políticas de acesso a partir da mesma camada do stack Microsoft.
- Endpoint security baselines: templates mantidos pela Microsoft com a postura recomendada para Windows, macOS e Defender, prontos a aplicar.
- Microsoft Tunnel: VPN per-app gerida pela própria consola, sem software de terceiros e ligada ao estado de compliance do dispositivo.
Principais desvantagens
- Cobertura Apple abaixo do padrão Apple-first: macOS e iOS estão suportados, mas o nível de detalhe não chega ao das plataformas Apple-only.
- Atraso no suporte às novidades da Apple: as novas APIs de iOS, iPadOS e macOS não chegam day-one ao Intune, ao contrário de plataformas que as cobrem desde o lançamento.
- Manutenção manual do certificado APN: tem de ser renovado todos os anos a partir do portal da Apple, e a sua expiração desliga de uma só vez toda a frota Apple gerida.
- Custo multiplicado pelas dependências do stack Microsoft: Conditional Access avançado, Defender, Cloud PKI e EPM exigem licenças adicionais fora do Intune Plan 1.
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4. Iru (antigo Kandji)

Ideal para: organizações Apple-first que procuram automação avançada com uma interface mais polida e que estão a começar a integrar Windows e Android na frota sem querer abdicar da profundidade em macOS.
O Kandji ganhou a sua reputação ao combinar profundidade técnica com uma interface que qualquer administrador conseguia usar sem formação prévia. Em outubro de 2025, a empresa passou a chamar-se Iru e reorganizou o catálogo em seis módulos que vão do MDM ao EDR, identidade e compliance. O ADN continua a ser Apple, mas o alcance já não se limita a esse ecossistema: a plataforma gere também Windows e, mais recentemente, Android.
Principais funcionalidades
- Blueprints como editor visual de políticas: cada template agrupa perfis, apps e restrições por tipo de colaborador, com validação de conflitos antes do deployment.
- Adoção day-one das novidades da Apple: cada nova API e cada comando MDM é integrado na plataforma desde o primeiro dia, sem esperar pelo ciclo de release do fornecedor.
- Auto Apps com manutenção delegada: catálogo com mais de 300 aplicações empresariais que o Iru instala, configura e atualiza automaticamente.
- EDR nativo com resposta automática: deteção por comportamento e isolamento autónomo do dispositivo afetado, sem precisar de um agente adicional.
- Workforce Identity com passkeys: autenticação passwordless ligada ao Secure Enclave do dispositivo, resistente a phishing e integrada com o IdP corporativo.
- Liftoff para onboarding autónomo: experiência guiada no primeiro arranque que o colaborador completa sem envolver o helpdesk.
- Compliance Automation com frameworks pré-mapeados: controlos de CIS Benchmarks, NIST, SOC 2 e ISO 27001 prontos a ativar e a auditar de forma contínua.
- Iru Context Model como motor de decisão: grafo em tempo real de utilizadores, dispositivos e eventos sobre o qual o Iru AI atua para propor remediações automáticas.
Principais desvantagens
- Sem plano gratuito: ao contrário do Mosyle, não oferece um tier free para avaliar a plataforma sem compromisso económico.
- Compromisso anual obrigatório: a contratação mínima é de um ano completo, sem opções de faturação mensal.
- Maturidade Apple superior à de Windows e Android: as capacidades multi-OS funcionam, mas o detalhe do produto no ecossistema Apple ainda não se replica no resto.
- Sem cobertura Linux: deixa de fora estações de trabalho e servidores Linux, o que obriga a manter um MDM adicional em ambientes heterogéneos.
5. ManageEngine

Ideal para: organizações médias e grandes com requisitos de compliance elevados (banca, saúde, setor público, defesa) que precisam de uma plataforma UEM com opção on-premise e um nível de controlo operacional para além do MDM clássico.
A ManageEngine é a divisão de software corporativo do grupo indiano Zoho, e a sua proposta para gestão de endpoints chama-se Endpoint Central. Mais do que um MDM, é uma plataforma enterprise UEM que combina patching automatizado, controlo remoto auditável, gestão de vulnerabilidades e segurança endpoint numa só arquitetura. A possibilidade de a colocar on-premise, cada vez mais rara no mercado, continua a ser o principal motivo pelo qual muitas organizações reguladas a escolhem.
Principais funcionalidades
- Patch management como núcleo do produto: patching automatizado do sistema operativo e de um catálogo com mais de 850 aplicações de terceiros, com janelas de manutenção configuráveis.
- Deployment on-premise como diferencial: a opção de alojar a plataforma em infraestrutura própria distingue a ManageEngine da maioria dos UEM SaaS, um ponto-chave em setores regulados.
- MDM Plus para a frota mobile: módulo integrado para iOS, iPadOS, Android, ChromeOS e tvOS, com políticas e catálogo de apps unificados com o resto do UEM.
- Controlo remoto com audit trail: sessões graváveis, transferência cifrada de ficheiros e colaboração entre técnicos sobre o mesmo dispositivo.
- Vulnerability Management integrado: análise contínua de vulnerabilidades no software instalado, com priorização por CVSS e remediação através do motor de patching.
- Gestão de BitLocker e FileVault a partir da consola: ativação, monitorização e guarda das chaves de recuperação para Windows e macOS sem ferramentas adicionais.
- Browser Security Plus como módulo opcional: controlo de browsers corporativos, gestão de extensões e isolamento de separadores como camada dedicada.
- Plano gratuito até 25 endpoints: versão Free permanente (não um trial limitado), útil para gerir frotas pequenas ou validar a plataforma sem custos.
Principais desvantagens
- Modelo de licenciamento pouco previsível: a mistura de faturação por técnico, número de endpoints e add-ons (Security Edition, DEX, CMDB) torna difícil estimar o custo real antes do deployment.
- Profundidade limitada na gestão Apple: cobre macOS, iOS e iPadOS, mas o nível de detalhe fica abaixo do que oferecem as plataformas Apple-first.
- Atraso no suporte às novidades da Apple: as novas APIs e configurações de macOS e iOS não chegam day-one ao produto, ao contrário das plataformas Apple-first que as cobrem desde o lançamento.
- Sem operação do colaborador: o produto foca-se no dispositivo, não orquestra aquisição, envio, onboarding nem offboarding, nem se liga nativamente a HRIS.
6. Scalefusion

Ideal para: organizações com dispositivos frontline (terminais POS, tablets de venda, smartphones rugged, signage, equipamentos médicos) onde a prioridade não é a produtividade individual do colaborador, mas o controlo operacional e a segurança do próprio ativo.
Se o teu caso de uso não é gerir o portátil do colaborador, mas sim um terminal POS, um quiosque interativo ou um tablet rugged que passa de turno em turno, o Scalefusion é um dos nomes que aparecem sempre na conversa. A plataforma foi construída desde o início em torno do conceito de «dispositivo operacional» e, por isso, aquilo que oferece em modo quiosque, restrições de hardware ou geofencing supera claramente o que cobre um MDM generalista.
Principais funcionalidades
- Modo quiosque com bloqueio granular do hardware: single-app e multi-app com controlo sobre câmara, Bluetooth, AirDrop, browser filtrado e bloqueio de botões físicos.
- Cobertura multi-OS ampla: Windows, macOS, Linux, iOS, iPadOS, Android, ChromeOS e tvOS geridos a partir de uma só consola, com políticas reutilizáveis.
- Provisionamento automatizado nos três ecossistemas: integração com Apple Business Manager, Android Enterprise e Windows Autopilot para frotas que chegam configuradas ao destino.
- Geofencing e restrições por velocidade: aplicação condicional de configurações em função da localização e bloqueio automático de apps quando o dispositivo ultrapassa determinada velocidade, uma capacidade pouco habitual fora do segmento da logística.
- ProSurf, browser corporativo: um navegador próprio pensado para ambientes quiosque, com whitelist de URLs, controlo de separadores e configurações de segurança geridas centralmente.
- Workflows com automação condicional: construção visual de fluxos que disparam ações (notificações, bloqueios, deployments) consoante o estado do dispositivo ou eventos detetados.
- Digital signage integrado: publicação e gestão de conteúdos em ecrãs corporativos a partir da mesma consola que o resto da frota.
- OneIdP e Veltar como módulos enterprise: gestão de identidade (SSO, MFA) e segurança endpoint (controlo de acesso, deteção) como camadas opcionais sobre o núcleo MDM.
Principais desvantagens
- Desenhado para dispositivos operacionais, não para frotas de escritório: se o caso de uso principal são portáteis pessoais de colaboradores, as funcionalidades de topo do produto ficam subaproveitadas.
- Profundidade Apple abaixo das plataformas Apple-first: embora cubra macOS, iOS e iPadOS, o nível de detalhe fica aquém do que oferecem os MDM Apple-only, como o Mosyle ou o Iru.
- Gestão de colaboradores corporativos básica: a camada de utilizadores, funções e permissões individuais não chega ao nível das plataformas pensadas para frotas de pessoal corporativo.
- Operação do ativo e do colaborador fora do scope: não cobre aquisição, envio nem recuperação do equipamento, e a integração com HRIS para automatizar onboarding e offboarding continua limitada.
7. Miradore

Ideal para: equipas de IT pequenas que precisam de um MDM multi-OS sem curva de aprendizagem nem contratos longos, com um modelo de preços previsível e um plano gratuito que permita arrancar sem envolver a área de compras.
O Miradore está no mercado há mais de vinte anos e, desde 2022, faz parte do GoTo. A abordagem foi sempre a mesma: oferecer um MDM essencial que funcione bem, sem pretender competir com as suites UEM enterprise. O plano gratuito sem limite de dispositivos, os preços públicos e a simplicidade da consola transformaram-no numa opção frequente para PME com pouca margem para complicações contratuais.
Principais funcionalidades
- Plano Free permanente sem limite de dispositivos: a versão gratuita cobre enrollment, inventário e comandos remotos sem teto no número de equipamentos geridos, o que permite usar a ferramenta em produção antes de pagar.
- Cobertura para Windows, macOS, iOS e Android: os quatro sistemas operativos corporativos mais comuns, com políticas partilhadas entre plataformas para reduzir trabalho duplicado.
- Enrollment automatizado nos três ecossistemas: integração com Apple Business Manager, Android Enterprise e Windows Autopilot para que os dispositivos cheguem ao colaborador prontos a usar.
- Políticas de segurança padrão: cifragem do disco, bloqueio e apagamento remoto, enforcement de palavras-passe e restrições de uso configuráveis por grupo.
- Distribuição de apps via VPP e Managed Google Play: deployment silencioso a partir das lojas oficiais da Apple e da Google, mais catálogos personalizados para Windows e macOS.
- Geolocalização e device tracking: localização em tempo real de cada dispositivo, útil para frotas distribuídas e para reagir a perdas ou furtos.
- Portal MSP multi-tenant: consola pensada para prestadores de serviços de IT que gerem frotas de vários clientes a partir da mesma conta.
- Reporting e dashboards personalizáveis: vistas à medida com métricas de compliance, estado dos dispositivos e tendências de inventário, exportáveis para auditoria ou análise externa.
Principais desvantagens
- Profundidade Apple abaixo dos MDM Apple-first: macOS, iOS e iPadOS estão cobertos, mas o nível de detalhe não chega ao das plataformas especializadas no ecossistema Apple, como o Mosyle ou o Iru.
- Cobertura SO incompleta: não gere Linux, ChromeOS nem tvOS, o que afasta ambientes heterogéneos ou frotas com Apple TV (frequentes no ensino).
- Sem operação do colaborador: a plataforma foca-se no dispositivo, não automatiza onboarding, offboarding nem mudanças organizacionais, e não se integra de forma nativa com HRIS.
- Consola e documentação apenas em inglês: nem a interface, nem os manuais oficiais estão localizados em português.
Tabela comparativa das alternativas ao Mosyle
| Solução | Ideal para | SO suportados | Ciclo de vida | Gestão SaaS |
|---|---|---|---|---|
| Factorial IT | PME europeias com frotas mistas e ligação nativa a RH | Windows, macOS, Linux, iOS, Android | Completo | Sim |
| JumpCloud | Equipas que procuram consolidar identidade, SSO e MDM numa plataforma | Windows, macOS, Linux, iOS, Android | Não | Parcial |
| Microsoft Intune | Frotas Windows com Microsoft 365 já implementado | Windows, macOS, Linux, iOS, Android | Não | Não |
| Iru (antigo Kandji) | Apple-first em expansão para Windows e Android | macOS, iOS, iPadOS, tvOS, Windows, Android | Não | Parcial |
| ManageEngine | Empresas com stack ManageEngine e requisitos on-premise | Windows, macOS, Linux, iOS, Android, ChromeOS, tvOS | Não | Não |
| Scalefusion | Dispositivos dedicados, quiosques e frotas de campo | Windows, macOS, Linux, iOS, Android, ChromeOS, tvOS | Não | Não |
| Miradore | PME com frotas mistas que valorizam simplicidade e plano gratuito | Windows, macOS, iOS, Android | Não | Não |
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