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Factorial IT

As 7 melhores alternativas ao Mosyle em 2026

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14 minutos de leitura
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O Mosyle é um MDM cloud-native fundado em 2012 por ex-colaboradores da Jamf, focado exclusivamente no ecossistema Apple. Cobre Mac, iPad, iPhone e Apple TV, com um plano gratuito até 30 dispositivos e três níveis pagos que vão acrescentando capacidades de segurança, identidade e privacidade. É frequente encontrá-lo em PME e estabelecimentos de ensino Apple-first.

O verdadeiro problema surge quando a situação se complica. A frota passa a incluir portáteis Windows ou tablets Android, a empresa entra num processo de conformidade com a NIS2 (em Portugal transposta pelo Decreto-Lei n.º 65/2025), a equipa de IT precisa de ligar a gestão de dispositivos aos Recursos Humanos ou, mais simplesmente, as funcionalidades de segurança e privacidade necessárias ficam reservadas aos planos superiores. Em qualquer destes cenários, vale a pena perceber que outras opções existem no mercado.

Porque é que as equipas de IT procuram alternativas ao Mosyle?

O Mosyle é uma ferramenta sólida dentro do seu nicho. Mas esse nicho é muito específico e, assim que uma organização sai dele, as suas limitações aparecem rapidamente. Estas são as razões mais comuns que levam as equipas de IT a começar a avaliar alternativas:

  • Cobertura exclusiva do ecossistema Apple: o Mosyle gere apenas Mac, iPad, iPhone e Apple TV. Mal a frota integra dispositivos Windows, Android ou Linux, é preciso manter um segundo MDM em paralelo.
  • Funcionalidades de segurança e privacidade reservadas aos planos superiores: o plano gratuito e o Business básico cobrem o MDM, mas EDR, identidade e privacidade avançada vivem no Mosyle Fuse, o que faz disparar o custo à medida que os requisitos de segurança aumentam.
  • Sem ligação ao ciclo de vida do colaborador: o Mosyle não cobre aquisição, envio, onboarding, offboarding nem reatribuição de equipamentos, e a integração nativa com sistemas de Recursos Humanos é limitada.
  • ADN educativo muito presente: boa parte do produto foi desenhada a pensar no K-12, e isso nota-se em fluxos e terminologia que para equipas corporativas podem parecer menos naturais.
  • Suporte centralizado fora da Europa: sem escritórios locais em horário europeu e com atendimento maioritariamente em inglês, os tempos de resposta podem alongar-se para empresas portuguesas que precisam de apoio em CET.
  • Personalização limitada para ambientes complexos: a filosofia de simplicidade que torna o Mosyle apelativo transforma-se em restrição quando uma organização precisa de políticas muito granulares, workflows à medida ou integrações profundas com SIEM e ITSM.
  • Sem visibilidade sobre o SaaS da empresa: a plataforma gere o dispositivo, mas não as aplicações, licenças ou acessos que o colaborador utiliza a partir dele.

Quais são as melhores alternativas ao Mosyle?

  1. Factorial IT
  2. JumpCloud
  3. Microsoft Intune
  4. Iru (antigo Kandji)
  5. ManageEngine
  6. Scalefusion
  7. Miradore

1. Factorial IT

Interface Factorial IT

Ideal para: PME e empresas mid-market europeias com frotas mistas que querem uma plataforma única para dispositivos, segurança e ciclo de vida do colaborador, sem terem de manter um MDM por sistema operativo.

O Factorial IT é uma plataforma all-in-one que junta a aquisição e logística de equipamentos, o MDM, a segurança e a gestão de licenças SaaS numa só ferramenta. Enquanto a maioria dos MDM trata o dispositivo como uma entidade técnica isolada, o Factorial IT encara-o como mais um atributo do colaborador. Quando os Recursos Humanos registam uma entrada, uma saída ou uma mudança de departamento, as políticas, aplicações e acessos do dispositivo ajustam-se automaticamente, sem que o IT tenha de intervir.

Principais funcionalidades

  • MDM unificado para Windows, macOS, Linux, iOS e Android: uma só consola, inventário em tempo real e ações remotas (bloqueio, apagamento, reinício) coerentes entre sistemas operativos.
  • Provisionamento desde o primeiro arranque: compatibilidade com Apple Business Manager e Windows Autopilot para que o colaborador receba o equipamento pronto a trabalhar, sem passar antes pelo IT.
  • Regras que seguem o colaborador, não o dispositivo: as políticas são atribuídas por pessoa, função ou equipa e atualizam-se automaticamente perante qualquer mudança organizacional.
  • Cifragem do disco com escrow centralizado: ativação obrigatória de FileVault e BitLocker a partir da consola, com chaves de recuperação à guarda do IT e acessíveis apenas pela equipa.
  • Evidências de conformidade prontas para auditoria: mapeamento automático de controlos para NIS2, CNCS, SOC 2, ISO 27001 e RGPD, com logs centralizados que reduzem o trabalho manual da equipa.
  • Sincronização bidirecional com Recursos Humanos: o Factorial e mais de 40 outros HRIS desencadeiam automaticamente fluxos de onboarding, mudanças de função e offboarding sobre o dispositivo do colaborador.
  • Operação completa do ativo físico: aquisição por catálogo, envio internacional, atribuição, devolução e reatribuição geridos a partir da mesma plataforma.
  • Inventário e controlo de licenças SaaS: mapa das aplicações usadas por cada colaborador, alertas sobre licenças subutilizadas e revogação automática de acessos no offboarding.
  • SentinelOne como módulo opcional: EDR para organizações que precisam de capacidades de deteção e resposta para além do MDM clássico.
  • Operado a partir da UE: infraestrutura europeia e suporte humano em português, espanhol, francês, italiano, inglês e alemão dentro do horário CET.

Principais desvantagens

  • tvOS fica fora do scope: as frotas com Apple TV corporativos terão de manter uma ferramenta complementar para os gerir.
  • Ecossistema de conectores ainda em construção: as integrações com SIEM e ITSM externos crescem depressa, mas ainda não atingem a amplitude de plataformas com mais anos nesse terreno.
  • O verdadeiro diferencial nota-se com o HRIS da Factorial: como MDM independente funciona, mas a automação completa do ciclo de vida (que é a principal promessa do produto) implica usar as duas ferramentas em conjunto.

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2. JumpCloud

Ideal para: PME e empresas mid-market com frotas multi-OS que procuram consolidar diretório de identidades, MDM, SSO e MFA numa só plataforma, sem pagar à parte um Okta ou um Microsoft Entra ID e um MDM independente.

O JumpCloud nasceu em 2012 com uma ideia muito clara: oferecer uma alternativa cloud-native ao Active Directory pensada para empresas que já não querem manter servidores on-premise. Mais de uma década depois, a plataforma cresceu até se tornar aquilo a que os próprios criadores chamam um «open directory», combinando identidade, SSO, MFA e gestão de dispositivos Windows, macOS e Linux a partir de uma só consola. A proposta é de consolidação: o que noutros stacks exige três ou quatro ferramentas, aqui cabe numa única licença.

Principais funcionalidades

  • Diretório de identidades unificado: alternativa moderna ao Active Directory com suporte para LDAP, RADIUS e SAML a partir da cloud.
  • SSO com catálogo amplo de aplicações: integrações pré-configuradas com centenas de SaaS e suporte para SCIM no provisionamento de utilizadores.
  • MFA e JumpCloud Go: autenticação multifator e opção passwordless através de passkeys assentes em hardware.
  • MDM cross-platform: gestão de Windows, macOS e Linux com políticas unificadas, mais suporte para iOS e, de forma mais limitada, Android.
  • Gestão de patches e software: deployment de aplicações e atualizações do sistema operativo a partir da consola, com políticas configuráveis por grupo.
  • Conditional Access: políticas de acesso a aplicações e recursos em função do estado do dispositivo, da localização e do nível de risco.
  • Cloud RADIUS e Cloud LDAP: autenticação em redes Wi-Fi corporativas e aplicações legacy sem precisar de servidores on-premise.
  • Plano gratuito até 10 utilizadores e 10 dispositivos: ambiente completo para avaliar a plataforma antes de avançar para um plano pago.

Principais desvantagens

  • Cobertura mobile limitada: o MDM para iOS funciona, mas Android tem um nível de profundidade muito inferior e não chega ao das plataformas pensadas para frotas mobile.
  • Menos profundidade do que as ferramentas especializadas: em SSO não chega ao Okta, em MDM macOS não iguala o Jamf. A sua força está na consolidação, não em ser o melhor em cada categoria.
  • Sem gestão do ciclo de vida físico do dispositivo: não cobre a aquisição, envio nem recuperação do equipamento, e não se liga de forma nativa a sistemas de Recursos Humanos.
  • Modelo de pricing por níveis complexo: entre pacotes (Device Management, SSO, Core Directory, Platform) e add-ons à la carte, calcular o custo real exige fazer contas com tempo.

3. Microsoft Intune

Interface Microsoft Intune

Ideal para: empresas com frota maioritariamente Windows, subscrições ativas a Microsoft 365 E3, E5 ou Business Premium e uma equipa de IT com conhecimento técnico real do ecossistema Microsoft.

O Intune é a plataforma de endpoint management cloud-native da Microsoft. Hoje faz parte da suite Microsoft Intune e está incluído nas licenças Microsoft 365 E3, E5 e Business Premium, o que o torna o MDM por defeito de boa parte do mid-market. Onde brilha mesmo é no Windows, com um nível de controlo granular que nenhuma outra plataforma iguala. A cobertura para macOS, iOS, Android e Linux existe, mas não chega à mesma profundidade.

Principais funcionalidades

  • Conditional Access com Entra ID: políticas de acesso adaptativas ligadas ao estado de compliance do dispositivo e ao nível de risco do utilizador.
  • Windows Autopilot: zero-touch enrollment dos equipamentos Windows diretamente a partir do fabricante, sem imagens nem intervenção manual.
  • MDM Apple completo: suporte para Apple Business Manager, modo supervisionado e Declarative Device Management sobre Mac, iPad, iPhone e Apple TV.
  • App Protection Policies: isolamento de dados corporativos dentro do Office, Outlook e Teams sem precisar de inscrever o dispositivo no MDM.
  • Defender for Endpoint integrado: correlação entre postura de segurança e políticas de acesso a partir da mesma camada do stack Microsoft.
  • Endpoint security baselines: templates mantidos pela Microsoft com a postura recomendada para Windows, macOS e Defender, prontos a aplicar.
  • Microsoft Tunnel: VPN per-app gerida pela própria consola, sem software de terceiros e ligada ao estado de compliance do dispositivo.

Principais desvantagens

  • Cobertura Apple abaixo do padrão Apple-first: macOS e iOS estão suportados, mas o nível de detalhe não chega ao das plataformas Apple-only.
  • Atraso no suporte às novidades da Apple: as novas APIs de iOS, iPadOS e macOS não chegam day-one ao Intune, ao contrário de plataformas que as cobrem desde o lançamento.
  • Manutenção manual do certificado APN: tem de ser renovado todos os anos a partir do portal da Apple, e a sua expiração desliga de uma só vez toda a frota Apple gerida.
  • Custo multiplicado pelas dependências do stack Microsoft: Conditional Access avançado, Defender, Cloud PKI e EPM exigem licenças adicionais fora do Intune Plan 1.

➡️ Descobre as melhores alternativas ao Microsoft Intune.

4. Iru (antigo Kandji)

Interface Iru

Ideal para: organizações Apple-first que procuram automação avançada com uma interface mais polida e que estão a começar a integrar Windows e Android na frota sem querer abdicar da profundidade em macOS.

O Kandji ganhou a sua reputação ao combinar profundidade técnica com uma interface que qualquer administrador conseguia usar sem formação prévia. Em outubro de 2025, a empresa passou a chamar-se Iru e reorganizou o catálogo em seis módulos que vão do MDM ao EDR, identidade e compliance. O ADN continua a ser Apple, mas o alcance já não se limita a esse ecossistema: a plataforma gere também Windows e, mais recentemente, Android.

Principais funcionalidades

  • Blueprints como editor visual de políticas: cada template agrupa perfis, apps e restrições por tipo de colaborador, com validação de conflitos antes do deployment.
  • Adoção day-one das novidades da Apple: cada nova API e cada comando MDM é integrado na plataforma desde o primeiro dia, sem esperar pelo ciclo de release do fornecedor.
  • Auto Apps com manutenção delegada: catálogo com mais de 300 aplicações empresariais que o Iru instala, configura e atualiza automaticamente.
  • EDR nativo com resposta automática: deteção por comportamento e isolamento autónomo do dispositivo afetado, sem precisar de um agente adicional.
  • Workforce Identity com passkeys: autenticação passwordless ligada ao Secure Enclave do dispositivo, resistente a phishing e integrada com o IdP corporativo.
  • Liftoff para onboarding autónomo: experiência guiada no primeiro arranque que o colaborador completa sem envolver o helpdesk.
  • Compliance Automation com frameworks pré-mapeados: controlos de CIS Benchmarks, NIST, SOC 2 e ISO 27001 prontos a ativar e a auditar de forma contínua.
  • Iru Context Model como motor de decisão: grafo em tempo real de utilizadores, dispositivos e eventos sobre o qual o Iru AI atua para propor remediações automáticas.

Principais desvantagens

  • Sem plano gratuito: ao contrário do Mosyle, não oferece um tier free para avaliar a plataforma sem compromisso económico.
  • Compromisso anual obrigatório: a contratação mínima é de um ano completo, sem opções de faturação mensal.
  • Maturidade Apple superior à de Windows e Android: as capacidades multi-OS funcionam, mas o detalhe do produto no ecossistema Apple ainda não se replica no resto.
  • Sem cobertura Linux: deixa de fora estações de trabalho e servidores Linux, o que obriga a manter um MDM adicional em ambientes heterogéneos.

5. ManageEngine

Interface ManageEngine

Ideal para: organizações médias e grandes com requisitos de compliance elevados (banca, saúde, setor público, defesa) que precisam de uma plataforma UEM com opção on-premise e um nível de controlo operacional para além do MDM clássico.

A ManageEngine é a divisão de software corporativo do grupo indiano Zoho, e a sua proposta para gestão de endpoints chama-se Endpoint Central. Mais do que um MDM, é uma plataforma enterprise UEM que combina patching automatizado, controlo remoto auditável, gestão de vulnerabilidades e segurança endpoint numa só arquitetura. A possibilidade de a colocar on-premise, cada vez mais rara no mercado, continua a ser o principal motivo pelo qual muitas organizações reguladas a escolhem.

Principais funcionalidades

  • Patch management como núcleo do produto: patching automatizado do sistema operativo e de um catálogo com mais de 850 aplicações de terceiros, com janelas de manutenção configuráveis.
  • Deployment on-premise como diferencial: a opção de alojar a plataforma em infraestrutura própria distingue a ManageEngine da maioria dos UEM SaaS, um ponto-chave em setores regulados.
  • MDM Plus para a frota mobile: módulo integrado para iOS, iPadOS, Android, ChromeOS e tvOS, com políticas e catálogo de apps unificados com o resto do UEM.
  • Controlo remoto com audit trail: sessões graváveis, transferência cifrada de ficheiros e colaboração entre técnicos sobre o mesmo dispositivo.
  • Vulnerability Management integrado: análise contínua de vulnerabilidades no software instalado, com priorização por CVSS e remediação através do motor de patching.
  • Gestão de BitLocker e FileVault a partir da consola: ativação, monitorização e guarda das chaves de recuperação para Windows e macOS sem ferramentas adicionais.
  • Browser Security Plus como módulo opcional: controlo de browsers corporativos, gestão de extensões e isolamento de separadores como camada dedicada.
  • Plano gratuito até 25 endpoints: versão Free permanente (não um trial limitado), útil para gerir frotas pequenas ou validar a plataforma sem custos.

Principais desvantagens

  • Modelo de licenciamento pouco previsível: a mistura de faturação por técnico, número de endpoints e add-ons (Security Edition, DEX, CMDB) torna difícil estimar o custo real antes do deployment.
  • Profundidade limitada na gestão Apple: cobre macOS, iOS e iPadOS, mas o nível de detalhe fica abaixo do que oferecem as plataformas Apple-first.
  • Atraso no suporte às novidades da Apple: as novas APIs e configurações de macOS e iOS não chegam day-one ao produto, ao contrário das plataformas Apple-first que as cobrem desde o lançamento.
  • Sem operação do colaborador: o produto foca-se no dispositivo, não orquestra aquisição, envio, onboarding nem offboarding, nem se liga nativamente a HRIS.

6. Scalefusion

Interface Scalefusion

Ideal para: organizações com dispositivos frontline (terminais POS, tablets de venda, smartphones rugged, signage, equipamentos médicos) onde a prioridade não é a produtividade individual do colaborador, mas o controlo operacional e a segurança do próprio ativo.

Se o teu caso de uso não é gerir o portátil do colaborador, mas sim um terminal POS, um quiosque interativo ou um tablet rugged que passa de turno em turno, o Scalefusion é um dos nomes que aparecem sempre na conversa. A plataforma foi construída desde o início em torno do conceito de «dispositivo operacional» e, por isso, aquilo que oferece em modo quiosque, restrições de hardware ou geofencing supera claramente o que cobre um MDM generalista.

Principais funcionalidades

  • Modo quiosque com bloqueio granular do hardware: single-app e multi-app com controlo sobre câmara, Bluetooth, AirDrop, browser filtrado e bloqueio de botões físicos.
  • Cobertura multi-OS ampla: Windows, macOS, Linux, iOS, iPadOS, Android, ChromeOS e tvOS geridos a partir de uma só consola, com políticas reutilizáveis.
  • Provisionamento automatizado nos três ecossistemas: integração com Apple Business Manager, Android Enterprise e Windows Autopilot para frotas que chegam configuradas ao destino.
  • Geofencing e restrições por velocidade: aplicação condicional de configurações em função da localização e bloqueio automático de apps quando o dispositivo ultrapassa determinada velocidade, uma capacidade pouco habitual fora do segmento da logística.
  • ProSurf, browser corporativo: um navegador próprio pensado para ambientes quiosque, com whitelist de URLs, controlo de separadores e configurações de segurança geridas centralmente.
  • Workflows com automação condicional: construção visual de fluxos que disparam ações (notificações, bloqueios, deployments) consoante o estado do dispositivo ou eventos detetados.
  • Digital signage integrado: publicação e gestão de conteúdos em ecrãs corporativos a partir da mesma consola que o resto da frota.
  • OneIdP e Veltar como módulos enterprise: gestão de identidade (SSO, MFA) e segurança endpoint (controlo de acesso, deteção) como camadas opcionais sobre o núcleo MDM.

Principais desvantagens

  • Desenhado para dispositivos operacionais, não para frotas de escritório: se o caso de uso principal são portáteis pessoais de colaboradores, as funcionalidades de topo do produto ficam subaproveitadas.
  • Profundidade Apple abaixo das plataformas Apple-first: embora cubra macOS, iOS e iPadOS, o nível de detalhe fica aquém do que oferecem os MDM Apple-only, como o Mosyle ou o Iru.
  • Gestão de colaboradores corporativos básica: a camada de utilizadores, funções e permissões individuais não chega ao nível das plataformas pensadas para frotas de pessoal corporativo.
  • Operação do ativo e do colaborador fora do scope: não cobre aquisição, envio nem recuperação do equipamento, e a integração com HRIS para automatizar onboarding e offboarding continua limitada.

7. Miradore

Interface Miradore

Ideal para: equipas de IT pequenas que precisam de um MDM multi-OS sem curva de aprendizagem nem contratos longos, com um modelo de preços previsível e um plano gratuito que permita arrancar sem envolver a área de compras.

O Miradore está no mercado há mais de vinte anos e, desde 2022, faz parte do GoTo. A abordagem foi sempre a mesma: oferecer um MDM essencial que funcione bem, sem pretender competir com as suites UEM enterprise. O plano gratuito sem limite de dispositivos, os preços públicos e a simplicidade da consola transformaram-no numa opção frequente para PME com pouca margem para complicações contratuais.

Principais funcionalidades

  • Plano Free permanente sem limite de dispositivos: a versão gratuita cobre enrollment, inventário e comandos remotos sem teto no número de equipamentos geridos, o que permite usar a ferramenta em produção antes de pagar.
  • Cobertura para Windows, macOS, iOS e Android: os quatro sistemas operativos corporativos mais comuns, com políticas partilhadas entre plataformas para reduzir trabalho duplicado.
  • Enrollment automatizado nos três ecossistemas: integração com Apple Business Manager, Android Enterprise e Windows Autopilot para que os dispositivos cheguem ao colaborador prontos a usar.
  • Políticas de segurança padrão: cifragem do disco, bloqueio e apagamento remoto, enforcement de palavras-passe e restrições de uso configuráveis por grupo.
  • Distribuição de apps via VPP e Managed Google Play: deployment silencioso a partir das lojas oficiais da Apple e da Google, mais catálogos personalizados para Windows e macOS.
  • Geolocalização e device tracking: localização em tempo real de cada dispositivo, útil para frotas distribuídas e para reagir a perdas ou furtos.
  • Portal MSP multi-tenant: consola pensada para prestadores de serviços de IT que gerem frotas de vários clientes a partir da mesma conta.
  • Reporting e dashboards personalizáveis: vistas à medida com métricas de compliance, estado dos dispositivos e tendências de inventário, exportáveis para auditoria ou análise externa.

Principais desvantagens

  • Profundidade Apple abaixo dos MDM Apple-first: macOS, iOS e iPadOS estão cobertos, mas o nível de detalhe não chega ao das plataformas especializadas no ecossistema Apple, como o Mosyle ou o Iru.
  • Cobertura SO incompleta: não gere Linux, ChromeOS nem tvOS, o que afasta ambientes heterogéneos ou frotas com Apple TV (frequentes no ensino).
  • Sem operação do colaborador: a plataforma foca-se no dispositivo, não automatiza onboarding, offboarding nem mudanças organizacionais, e não se integra de forma nativa com HRIS.
  • Consola e documentação apenas em inglês: nem a interface, nem os manuais oficiais estão localizados em português.

Tabela comparativa das alternativas ao Mosyle

Solução Ideal para SO suportados Ciclo de vida Gestão SaaS
Factorial IT PME europeias com frotas mistas e ligação nativa a RH Windows, macOS, Linux, iOS, Android Completo Sim
JumpCloud Equipas que procuram consolidar identidade, SSO e MDM numa plataforma Windows, macOS, Linux, iOS, Android Não Parcial
Microsoft Intune Frotas Windows com Microsoft 365 já implementado Windows, macOS, Linux, iOS, Android Não Não
Iru (antigo Kandji) Apple-first em expansão para Windows e Android macOS, iOS, iPadOS, tvOS, Windows, Android Não Parcial
ManageEngine Empresas com stack ManageEngine e requisitos on-premise Windows, macOS, Linux, iOS, Android, ChromeOS, tvOS Não Não
Scalefusion Dispositivos dedicados, quiosques e frotas de campo Windows, macOS, Linux, iOS, Android, ChromeOS, tvOS Não Não
Miradore PME com frotas mistas que valorizam simplicidade e plano gratuito Windows, macOS, iOS, Android Não Não

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