A diretiva NIS2 mudou as regras do jogo para milhares de PME europeias. Rastreabilidade dos endpoints, controlo dos acessos, gestão de incidentes e, acima de tudo, a capacidade de o demonstrar com evidências concretas. As coimas por incumprimento podem atingir os 10 milhões de euros, e a responsabilidade recai diretamente sobre a administração. Em Portugal, a transposição foi feita através do Decreto-Lei n.º 125/2025, que entrou em vigor a 3 de abril de 2026 — e os primeiros prazos de cumprimento já estão a decorrer.
O Android representa mais de 70% do mercado móvel a nível global. Na prática, significa que a maioria das empresas tem smartphones e tablets Android distribuídos entre comerciais, técnicos no terreno e equipas em teletrabalho, que acedem diariamente a dados empresariais. Gerir essa frota com folhas de cálculo já não é opção. É preciso um MDM, e um MDM que gira Android a sério.
Neste artigo analisamos os 6 melhores softwares MDM para dispositivos Android em 2026, com funcionalidades, diferenças reais e limitações.
Tabela comparativa: os melhores softwares MDM para Android
| Software | Ideal para | Android Enterprise | Modo quiosque | BYOD | HRIS | Dados | Preço indicativo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Factorial IT | Frotas mistas com ciclo de vida IT-RH | ✅ Managed Google Play | ✅ Sim | ✅ Sim | ✅ Nativa | UE | ~5,5–7 €/dispositivo/mês |
| Hexnode | Templates pré-configurados e quiosques Android | ✅ Work Profile + Fully Managed + Dedicated | ✅ Avançado | ✅ Sim | ⚠️ Limitada | Região UE disponível | Desde 1 $/dispositivo/mês |
| Scalefusion | Quiosques, POS e equipas no terreno | ✅ Fully Managed + Dedicated Device | ✅ Avançado | ✅ Sim | ❌ Não | Principalmente EUA | Desde 2 $/dispositivo/mês |
| Microsoft Intune | Ecossistema Microsoft 365 | ✅ Work Profile + Fully Managed | ✅ Sim | ✅ Sim (App Protection) | ⚠️ Via Entra ID | Região UE disponível | Incluído no M365 E3/E5 |
| Miradore | Orçamento muito limitado | ✅ Android Enterprise | ✅ Básico | ✅ Sim | ❌ Não | Região UE disponível | Grátis / Desde 2,75 $/dispositivo/mês |
| NinjaOne | Equipas IT com RMM existente | ✅ Work Profile + Fully Managed + Dedicated | ✅ Sim | ✅ Sim | ❌ Não | Região UE disponível | Sob consulta |
1. Factorial IT

Ideal para: empresas europeias que gerem frotas Android, macOS, Windows e Linux e precisam que o ciclo de vida do dispositivo acompanhe o ritmo dos recursos humanos, não o da equipa de IT.
O Factorial IT não é apenas um MDM. É a camada que liga a gestão de dispositivos, os acessos SaaS e o aprovisionamento de endpoints ao que acontece no HRIS. Uma nova contratação configura o Android do comercial que acabou de entrar. Uma mudança de departamento ajusta as permissões. Uma saída revoga os acessos e desencadeia a eliminação dos dados do dispositivo. Tudo isto sem que a equipa de IT tenha de intervir manualmente em cada passo nem alternar entre três consolas diferentes. Dados e suporte, na Europa.
Funcionalidades principais
- Distribuição de apps Android via Managed Google Play: publique e atribua aplicações empresariais aos dispositivos Android diretamente a partir da consola, segmentando por equipa ou função.
- Aprovisionamento automático no primeiro arranque: os dispositivos chegam prontos a usar graças à integração com o Apple Business Manager (macOS/iOS), Windows Autopilot e Android Enterprise. Perfis, apps e credenciais são aplicados sem que ninguém da equipa de IT toque no equipamento.
- Políticas de segurança centralizadas: palavras-passe, restrições, certificados, configuração de Wi-Fi e VPN geridos a partir de um painel único, alinhados com os principais referenciais de conformidade.
- Encriptação forçada com recuperação centralizada: o FileVault no macOS e o BitLocker no Windows são ativados obrigatoriamente, e as chaves de recuperação ficam guardadas na plataforma para que a equipa de IT possa intervir sem perder dados.
- Visibilidade completa da frota em tempo real: que apps estão instaladas, em que versão, que hardware tem cada posto e se está ou não em conformidade com as políticas de segurança. Sem esperar por relatórios agendados.
- Deteção automática de vulnerabilidades (CVE): a plataforma cruza o software da frota com as bases de dados públicas de CVE e identifica os endpoints expostos.
- Ações remotas em qualquer dispositivo: bloqueio, eliminação de dados, localização, reinício e execução de scripts a partir da consola em macOS, Windows e Linux.
- Onboarding e offboarding sem tickets: quando os RH registam uma entrada, uma transferência ou uma saída, o dispositivo, as licenças SaaS e os acessos empresariais ajustam-se automaticamente.
- Gestão de licenças SaaS na mesma plataforma: visibilidade sobre quem usa que ferramenta e quantas licenças estão efetivamente ativas, sem sair do painel de gestão de dispositivos.
- Infraestrutura e dados na Europa, com suporte em horário europeu.
O que o distingue
Na maioria dos MDM, o dispositivo e o colaborador vivem em mundos separados. O Factorial IT funde-os: o endpoint faz parte do perfil do colaborador, tal como o contrato ou o endereço de e-mail. Quando os RH movem alguém de departamento, o dispositivo herda as novas políticas, apps e acessos sem que a equipa de IT abra um ticket ou toque numa consola. Para equipas que até agora coordenavam entradas e saídas entre quatro ferramentas diferentes, isto não é uma melhoria incremental — é outra forma de trabalhar. E como a plataforma opera integralmente a partir da UE, tanto nos dados como no suporte, o caminho para a conformidade com a NIS2 e o RGPD já vem desimpedido de raiz.
Limitações
- ChromeOS não é suportado. Se tiver Chromebooks na frota, vai precisar de uma ferramenta complementar para os cobrir.
- O ecossistema de conectores com SIEM, ferramentas de ticketing e outras soluções de terceiros está a crescer, mas ainda não alcança a abrangência do Intune ou do Hexnode. Se a sua stack de IT for muito específica, vale a pena verificar as integrações disponíveis antes de decidir.
- O Factorial IT dá o seu melhor quando funciona em conjunto com o HRIS da Factorial. Pode funcionar de forma autónoma, mas nesse caso perde-se precisamente o que o distingue dos restantes: a automação do ciclo de vida ligada aos RH.
2. Hexnode

Ideal para: equipas de IT que gerem frotas Android com necessidade de quiosques, dispositivos dedicados e implementações rápidas a partir de templates pré-configurados.
O Hexnode é compatível com Windows, macOS, iOS, Android, tvOS, Fire OS e ChromeOS, mas é na gestão de dispositivos Android que realmente se destaca. Não é por acaso que, em fóruns e comunidades técnicas, aparece sistematicamente como referência quando alguém procura resolver um caso de uso específico de Android Enterprise. A sua biblioteca de templates de políticas pré-configuradas permite que uma equipa de IT com recursos limitados lance uma configuração “BYOD Android” ou “quiosque Android” em minutos, não em horas.
Funcionalidades principais
- Android Enterprise completo: os três modos de gestão cobertos (Work Profile, Fully Managed e Dedicated Device), o que permite gerir tanto o smartphone pessoal de um colaborador como um quiosque fixo num ponto de venda a partir da mesma consola.
- Zero-touch enrollment para Android: integração com Android Zero-Touch e Samsung Knox para que o dispositivo saia da caixa, se ligue e se configure sozinho, sem intervenção da equipa de IT.
- Templates de políticas prontos a usar: em vez de construir cada política de raiz, o Hexnode propõe configurações predefinidas para os cenários mais comuns (quiosque, BYOD, dispositivo partilhado, COPE). Seleciona-se, ajusta-se o essencial e faz-se o deploy.
- Kiosk Lockdown avançado: bloqueio single-app ou multi-app com navegador filtrado e controlo do hardware físico (câmara, USB, botões). O modo quiosque do Hexnode é um dos mais completos do mercado para Android.
- Deploy de APKs e Managed Google Play: distribuição de apps empresariais via Managed Google Play e sideloading de APK/XAPK para aplicações internas que não passam pela loja.
- Geofencing e políticas por localização: o dispositivo muda de configuração automaticamente consoante o local onde se encontra. Útil para equipas no terreno ou dispositivos que circulam entre instalações com políticas diferentes.
- Assistência remota integrada: Remote View e Remote Control a partir da consola para resolver problemas no dispositivo do utilizador sem instalar nada adicional.
- Suporte ChromeOS: um dos poucos MDM desta lista capaz de gerir Chromebooks, o que o torna numa opção credível para frotas mistas que incluam dispositivos Google.
O que o distingue
A profundidade de gestão Android está acima da média. Enquanto outros MDM oferecem Android Enterprise como uma mera caixa para assinalar na lista de compatibilidades, o Hexnode trata-o como cidadão de primeira classe. As opções de configuração para Android são granulares, bem documentadas e, o que conta no dia a dia, funcionam sem surpresas. Se a sua frota for maioritariamente Android e precisar de controlo fino sobre dispositivos dedicados, o Hexnode é uma das opções mais sólidas.
Limitações
- Para aceder à gestão de certificados, à VPN por aplicação ou ao controlo granular de aplicações, é necessário passar para os planos Enterprise ou Ultra. Nos planos de entrada, a segurança fica-se pelo essencial.
- A ligação com sistemas de RH e ferramentas ITSM é praticamente inexistente. Não há ponte entre o que acontece no HRIS e o que acontece no dispositivo: o onboarding e o offboarding continuam a ser manuais.
- Nos planos de entrada, os tempos de resposta do suporte alongam-se, sobretudo em horário europeu. Além disso, o Hexnode fatura exclusivamente em dólares, o que acrescenta fricção administrativa para empresas da zona euro.
3. Scalefusion

Ideal para: empresas que gerem dispositivos Android dedicados: tablets em pontos de venda, terminais de armazém, smartphones de estafetas ou quiosques de atendimento.
O Scalefusion nasceu no mundo Android puro (antes chamava-se MobiLock Pro e o seu único propósito era bloquear dispositivos Android). Hoje suporta também iOS, Windows, macOS e Linux, mas o seu ADN continua a ser a gestão de hardware que ninguém da equipa de IT vai tocar fisicamente após a implementação. O seu grande trunfo: o controlo remoto em tempo real com gravação de sessão e transferência de ficheiros, pensado para equipas de suporte que intervêm à distância e precisam de documentar cada intervenção.
Funcionalidades principais
- Todos os modos Android Enterprise: Fully Managed, Work Profile e Dedicated Device, mais Android Zero-Touch enrollment para configurar frotas inteiras sem tocar num único terminal.
- Controlo remoto com gravação incluída: ligação em tempo real ao dispositivo com terminal remoto, streaming de ecrã, transferência de ficheiros e gravação completa da sessão para auditoria.
- Quiosque com controlo total da interface: bloqueio single-app e multi-app em Android com restrições sobre a navegação, os botões físicos e os elementos do ecrã. O nível de personalização do modo quiosque vai além do que a maioria dos concorrentes oferece.
- DeepDive para diagnóstico Android: ferramenta proprietária que permite inspecionar remotamente o estado do hardware, da rede e do desempenho de qualquer dispositivo Android a partir da consola.
- Loja de apps privada (Enterprise Store): repositório interno para distribuir aplicações Android próprias sem depender do Google Play, com atualizações silenciosas.
- Rastreamento GPS e geofencing: localização de dispositivos no terreno com alertas automáticos quando um terminal sai da zona atribuída ou entra numa zona não autorizada.
- ProSurf (navegador empresarial): navegador com lista branca de URLs para dispositivos de acesso público ou quiosques que só devem carregar páginas específicas.
- SDK Android para programadores: permite integrar funcionalidades MDM diretamente nas aplicações empresariais Android, útil para apps de terreno ou de logística.
- Gestão de dispositivos partilhados: troca de utilizador em tablets Android com políticas que se ajustam automaticamente consoante quem faz login.
O que o distingue
A gravação das sessões de suporte remoto é o que separa o Scalefusion dos restantes neste nicho. Quando um técnico se liga a um POS numa loja a centenas de quilómetros, resolve o problema e a sessão fica gravada automaticamente, não precisa de justificar o que fez nem como em caso de auditoria. Isto, combinado com o SDK Android que permite integrar funcionalidades MDM nas próprias apps de negócio, torna-o na opção mais especializada para frotas Android de uso dedicado.
Limitações
- Sem portal de self-service que permita aos utilizadores resolver questões por conta própria. Qualquer intervenção passa pela equipa de IT, o que pode tornar-se num estrangulamento com frotas grandes.
- A consola mostra demasiadas opções de uma só vez. Para uma equipa pequena que procura algo rápido de configurar, a quantidade de menus e definições pode ser intimidante.
- Praticamente nenhuma ligação com os sistemas de RH. A entrada ou saída de um colaborador não desencadeia qualquer ação automática no dispositivo.
- Infraestrutura alojada maioritariamente nos Estados Unidos. Para empresas europeias sujeitas à NIS2 ou com requisitos rigorosos de residência de dados, é um ponto que requer verificação adicional.
4. Microsoft Intune

Ideal para: empresas que já têm licenças Microsoft 365 e querem gerir os seus Android sem acrescentar mais um fornecedor à fatura.
O Intune é o MDM da Microsoft e, para quem já tem licenças E3 ou E5, o caminho com menos atrito porque já lá está. A sua força no Android não reside na profundidade de controlo sobre o dispositivo (o Hexnode ou o Scalefusion fazem melhor nesse aspeto), mas na camada de proteção de dados em ambientes BYOD. As App Protection Policies permitem proteger a informação empresarial dentro do Outlook, Teams ou SharePoint num Android pessoal sem necessidade de gerir o terminal na totalidade. Para empresas em que os colaboradores usam o seu próprio smartphone e não vão aceitar que a equipa de IT assuma o controlo de todo o dispositivo, é a proposta que gera menos resistência.
Funcionalidades principais
- Android Enterprise com Work Profile e Fully Managed: cobre os principais cenários de gestão Android, tanto para dispositivos empresariais como para smartphones pessoais dos colaboradores.
- App Protection Policies sem enrollment: proteção dos dados empresariais nas apps Microsoft em Android pessoais. Controlo do copiar-colar entre apps profissionais e pessoais, PIN obrigatório para abrir as apps de trabalho e possibilidade de eliminar apenas os dados empresariais sem tocar nas fotos nem no WhatsApp.
- Acesso condicional com Entra ID: regras que cruzam o estado do dispositivo Android (encriptação, versão do SO, integridade SafetyNet) com a identidade do utilizador para decidir se pode ou não aceder aos recursos da empresa.
- Deploy de apps via Managed Google Play: publicação e atribuição de aplicações Android diretamente a partir do portal de administração do Intune.
- Regras de conformidade para Android: políticas que verificam automaticamente se o dispositivo cumpre os requisitos de segurança antes de conceder acesso. Se não estiver conforme, é bloqueado até à resolução.
- Configuração remota de dispositivos Android: perfis de Wi-Fi, VPN, e-mail e restrições de utilização geridos de forma centralizada.
- Microsoft Defender for Endpoint como add-on: proteção contra ameaças no Android disponível como módulo adicional para quem já opera no ecossistema de segurança da Microsoft.
- Incluído no Microsoft 365 E3 e E5: o MDM base (Plano 1) vem incluído na licença, sem custo adicional para as empresas que já as possuem.
O que o distingue
A proteção de dados em BYOD sem assumir o controlo de todo o dispositivo. Na prática, um colaborador instala o Outlook no seu Android pessoal, a equipa de IT aplica uma App Protection Policy e, a partir daí, os dados empresariais ficam numa bolha: impossível copiá-los para apps pessoais, partilhá-los fora do ambiente de trabalho, e podem ser eliminados remotamente se o colaborador sair da empresa. Tudo isto sem que a equipa de IT veja as fotos do fim de semana nem gira o terminal. Combinado com o acesso condicional do Entra ID, é a solução que melhor equilibra segurança e privacidade do colaborador nos ambientes em que o BYOD é incontornável.
Limitações
- A consola de administração não é propriamente intuitiva. Configurar Android Enterprise no Intune exige experiência e paciência. Para equipas de IT sem alguém dedicado, a curva de aprendizagem é íngreme.
- Quando se trata de dispositivos Android dedicados (quiosques, terminais no terreno), o Intune fica atrás do Hexnode ou do Scalefusion, tanto em opções de configuração como em facilidade de utilização.
- O MDM base está incluído, mas as funcionalidades que realmente fazem a diferença (Remote Help, analytics avançado, Defender for Endpoint) requerem módulos adicionais que aumentam significativamente a fatura.
- Sem automação ligada aos RH de forma nativa. Ligar o ciclo de vida do colaborador ao dispositivo Android obriga a montar integrações com o Entra ID e ferramentas de terceiros, o que acrescenta complexidade e tempo de configuração.
5. Miradore

Ideal para: empresas sem orçamento para MDM que precisam de deixar de gerir a frota Android à mão e querem começar já, não quando a rubrica for aprovada.
O Miradore, propriedade da LogMeIn, oferece um plano gratuito que não é uma armadilha: cobre até 50 dispositivos com inscrição, inventário, localização e comandos remotos básicos. A ferramenta não compete em profundidade com o Hexnode nem em especialização com o Scalefusion, mas para quem hoje não tem nenhum MDM, é a barreira de entrada mais baixa do mercado. Quando as necessidades crescem, o plano Premium arranca nos 2,75 $/dispositivo/mês.
Funcionalidades principais
- Inscrição Android Enterprise: enrollment de dispositivos Android via Android Enterprise, com fluxos manuais ou automatizados, compatível com terminais empresariais e BYOD.
- Configuração básica mas funcional: políticas de palavra-passe, Wi-Fi, VPN, e-mail e restrições de dispositivo que cobrem o essencial sem sobrecarregar com opções.
- Ações remotas fundamentais: bloqueio, eliminação completa, eliminação seletiva (apenas dados empresariais) e localização GPS de qualquer Android inscrito na plataforma.
- Inventário automático da frota: listagem atualizada do hardware, do software instalado e do estado de cada dispositivo Android, com dashboards e relatórios programáveis.
- Apps via Managed Google Play: distribuição de aplicações atribuídas por grupos de dispositivos, sem ter de passar em cada terminal individualmente.
- Templates de configuração rápidos: Business Policies predefinidas que permitem aplicar um conjunto de regras a um grupo de dispositivos em poucos cliques, sem configurar tudo de raiz.
- 50 dispositivos grátis, sem truques: o plano gratuito inclui as operações MDM essenciais e não tem data de validade. Para frotas pequenas, pode ser suficiente por tempo indeterminado.
- 14 dias de teste do plano Premium+: acesso completo a todas as funcionalidades avançadas para avaliar se vale a pena avançar para a versão paga.
- Suporte remoto com GoTo Resolve (Premium+): assistência direta aos dispositivos Android integrada na consola, disponível apenas no plano superior.
O que o distingue
O plano gratuito funciona mesmo no dia a dia, não é uma demo com contagem decrescente. Uma empresa com 25 tablets Android distribuídos pelos comerciais pode inscrevê-los, localizá-los, aplicar políticas básicas e lançar uma eliminação de dados se um deles se perder — tudo sem gastar um cêntimo. Elimina a desculpa do “não temos orçamento para um MDM” e permite começar a gerir a frota hoje, não quando a rubrica for aprovada no próximo trimestre.
Limitações
- Tudo o que vai além do básico (encriptação forçada com custódia de chaves, suporte remoto nativo, integrações com terceiros) só está acessível no plano Premium+, que já não é gratuito.
- Zero automação do ciclo de vida. Sem gestão SaaS, sem aprovisionamento de acessos, sem ligação aos RH. Quando alguém sai, é preciso atuar manualmente no dispositivo.
- O nível de controlo sobre Android fica à superfície comparado com o Hexnode ou o Scalefusion. O modo quiosque é rudimentar e as opções de configuração granular são limitadas.
- Interface disponível apenas em inglês. Para equipas não técnicas em empresas portuguesas, a adoção pode complicar-se.
- Vários utilizadores reportam que cada restrição exige um perfil separado (um para a rede, outro para o wallpaper, outro para as apps). Com muitas políticas ativas, a gestão fragmenta-se e é fácil esquecer algum.
6. NinjaOne

Ideal para: equipas de IT que já usam o NinjaOne e querem gerir os seus Android a partir da mesma consola, sem acrescentar mais um fornecedor.
O NinjaOne vem do mundo RMM e foi estendendo progressivamente as suas capacidades MDM aos dispositivos móveis. A ferramenta não pretende ser o MDM Android mais completo do mercado, mas sim o que melhor se integra quando já se tem o NinjaOne para tudo o resto. Se a equipa já faz patching de servidores e monitoriza portáteis a partir desta consola, acrescentar Android é ativar mais um separador, não avaliar um novo fornecedor.
Funcionalidades principais
- Android Enterprise a partir da mesma consola: Work Profile para BYOD, dispositivos empresariais (COPE) e dispositivos dedicados, geridos no mesmo dashboard onde se passa o resto do dia com servidores e portáteis.
- Políticas Android configuráveis: palavras-passe, restrições, parâmetros de rede, encriptação forçada e gestão de atualizações do SO com possibilidade de atualização imediata ou agendada em janelas de manutenção.
- Apps via Managed Google Play: instalação, bloqueio e remoção remota de aplicações, com possibilidade de colocar o dispositivo em modo quiosque single-app.
- Visualização de ecrã em tempo real: o técnico pode ver exatamente o que mostra o Android do utilizador para diagnosticar sem perguntar “o que é que vês no ecrã?”.
- Inscrição em massa por QR code: códigos QR e tokens de enrollment que permitem inscrever dezenas de dispositivos Android sem os configurar um a um.
- Um único dashboard para toda a frota: o Android do comercial aparece ao lado do servidor de produção e do portátil do designer. Sem mudar de separador, sem mudar de ferramenta.
- Deteção de vulnerabilidades incluída: identificação de CVEs e software de risco em toda a frota, dispositivos Android incluídos.
- Suporte remoto com NinjaOne Remote: acesso ao dispositivo para resolver incidentes diretamente a partir da consola, sem instalar nada adicional no terminal.
O que o distingue
Tudo num único ecrã. O técnico que às 10h está a fazer patching de um servidor Windows pode, sem fechar nada, reparar que um Android de um comercial tem duas versões de SO em atraso e lançar a atualização. Esta continuidade operacional parece um detalhe até ser vivida numa equipa de IT de três pessoas que gere 200 endpoints de cinco tipos diferentes. Quando já se usa o NinjaOne, acrescentar Android não é adotar um novo MDM — é ativar mais um separador.
Limitações
- O módulo MDM para Android é relativamente recente face ao core de RMM. A profundidade de gestão Android não alcança a do Hexnode ou do Scalefusion, sobretudo nos quiosques e dispositivos dedicados.
- É uma ferramenta de gestão de dispositivos, ponto final. Sem camada de gestão SaaS, sem controlo de acessos, sem automação do ciclo de vida do colaborador.
- Preços apenas sob consulta. A ausência de tarifas públicas obriga a passar pelo processo comercial antes sequer de poder comparar com a concorrência.
- Sem ligação aos RH. As entradas e saídas de colaboradores não desencadeiam qualquer ação nos dispositivos Android. Tudo o que liga a pessoa ao terminal faz-se à mão.

