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IRS 2026: O que precisa de saber

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5 minutos de leitura
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Preparar e entregar o IRS é um momento importante para contribuintes e empresas. Com o IRS 2026 a aproximar-se, é essencial compreender não só os prazos como também todas as novidades e obrigações que podem afetar o seu rendimento e benefícios fiscais.

Tabela de conteúdos

O que é o IRS?

O IRS, ou Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, é o imposto que incide sobre os rendimentos de qualquer pessoa residente em Portugal. Em 2026, mantém-se como a principal forma de o Estado cobrar impostos sobre salários, pensões, trabalho independente, rendimentos de capitais, rendas e mais-valias.

Este imposto é calculado com base no total de rendimentos anuais do contribuinte, aplicando-se taxas progressivas que variam consoante o escalão em que se encontra. A declaração anual permite ao Estado determinar quanto deve pagar ou receber de reembolso, considerando as deduções e benefícios fiscais disponíveis.

O que é o IRS Jovem?

O IRS Jovem é um regime fiscal especial em Portugal que reduz o imposto sobre os rendimentos do trabalho para jovens trabalhadores, com o objetivo de apoiar os primeiros anos da vida profissional e aumentar o rendimento disponível. 

Este regime destina-se a pessoas até aos 35 anos de idade, incluindo quem aufere rendimentos por conta de outrem (categoria A) e/ou por conta própria (categoria B), residentes em Portugal e com situação tributária regularizada.

O benefício traduz-se numa isenção parcial do IRS sobre os rendimentos de trabalho, aplicada progressivamente ao longo de até 10 anos. A isenção está limitada a rendimentos até um valor correspondente a 55 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS) — isto é, cerca de 28 737,50 € anuais para efeitos de 2025/2026.

No primeiro ano em que o jovem obtém rendimentos elegíveis, a isenção é de 100% dentro do limite referido. Nos anos seguintes, a isenção é aplicada de forma decrescente: 75% entre o 2.º e o 4.º ano, 50% entre o 5.º e o 7.º ano e 25% entre o 8.º e o 10.º ano.

Pode beneficiar do IRS Jovem de duas formas:

  • Pedindo à sua entidade patronal que aplique o regime diretamente na retenção na fonte do salário, o que reduz o imposto mensal retido.
  • Indicando a intenção de beneficiar do regime quando entrega a declaração anual de IRS (Modelo 3) entre abril e junho.

Calendário do IRS 2026: datas a ter em atenção

16 de fevereiro de 2026
Até este dia, deve comunicar no Portal das Finanças a duração ou a cessação de contratos de arrendamento de longa duração. Esta comunicação é necessária para poder beneficiar das vantagens fiscais associadas a este tipo de contratos.

2 de março de 2026
Esta é uma das datas mais importantes do calendário do IRS. Até 2 de março, deve:

  • Confirmar quaisquer alterações ao agregado familiar ocorridas em 2025, como nascimentos, casamentos, óbitos, divórcios ou mudança de residência;
  • Comunicar a partilha de despesas de dependentes em situação de guarda conjunta;
  • Validar todas as faturas no Portal e-Fatura, incluindo as dos dependentes, garantindo que ficam corretamente classificadas;
  • Declarar as rendas recebidas ao longo de 2025, através da entrega da declaração Modelo 44;
  • Comunicar despesas de educação de estudantes do agregado familiar que frequentem estabelecimentos de ensino localizados em territórios do interior ou regiões autónomas.

De 16 a 31 de março de 2026
Durante este período, pode consultar no Portal e-Fatura os valores apurados para dedução no IRS, nomeadamente despesas de saúde, educação, habitação (rendas e juros) e encargos com lares.
Se detetar erros ou omissões, é dentro deste prazo que deve apresentar reclamação das despesas.

31 de março de 2026
Até ao final de março, pode indicar a entidade à qual pretende consignar o IRS, o IVA ou ambos. Esta opção permite doar 1% do imposto a entidades de natureza social, cultural, juvenil ou desportiva, sem qualquer custo adicional para si.

De 1 de abril a 30 de junho de 2026
Este é o prazo oficial para a entrega da declaração de IRS relativa aos rendimentos de 2025. A submissão é feita exclusivamente online, através do Portal das Finanças, seja por IRS automático ou preenchimento manual.

Deduções fiscais e despesas dedutíveis no IRS 2026

No IRS 2026, aproveitar todas as deduções fiscais disponíveis pode fazer uma grande diferença no valor final a pagar ou receber de reembolso. Entre as despesas mais comuns que pode deduzir encontram-se:

  • Despesas gerais familiares: como compras de supermercado, água, luz e gás (até aos limites legais).
  • Saúde e educação: consultas médicas, exames, propinas ou material escolar.
  • Encargos com imóveis: rendas de arrendamento e, em situações específicas previstas na lei, juros de crédito à habitação.

Seguros e pensões: seguros de saúde, de vida ou contribuições para planos de poupança-reforma.

Entreguei o IRS 2026 e agora?

1. Aguarde pela análise

Assim que entrega a declaração, as autoridades fiscais começam a analisar os dados. Este processo pode demorar algum tempo, pelo que é aconselhável manter-se atento a qualquer notificação no Portal das Finanças.

2. Pague ou aguarde o reembolso

Depois de entregar a declaração, a Autoridade Tributária tem até 31 de julho de 2026 para emitir a nota de liquidação. Este documento indica se tem imposto a pagar, se tem direito a reembolso ou se a sua situação fiscal está regularizada.

Caso exista imposto a pagar, o prazo final para efetuar o pagamento é 31 de agosto de 2026. Se tiver direito a reembolso, o Estado tem igualmente até 31 de agosto de 2026 para devolver o valor.

3. Corrija divergências, se aparecerem

Por vezes, pequenas diferenças surgem entre o que declarou e os registos da Autoridade Tributária. Quando isso acontece, é importante corrigir ou contestar dentro do prazo para evitar multas e complicações. 

4. Mantenha-se informado

O IRS não termina com a entrega da declaração. Ao longo do ano podem surgir novas regras ou deduções que afetam a sua situação. Manter os documentos organizados e acompanhar as novidades fiscais torna o processo mais simples na próxima declaração e ajuda a evitar stress desnecessário.

Quais são as diferenças entre IRS automático e manual em 2026?

IRS automático

O IRS automático é a opção simplificada. Aqui, a declaração chega pré-preenchida com base nos dados que as autoridades fiscais já possuem sobre si, como salários, pensões, rendimentos de capitais e outras informações relevantes.

Do seu lado basta verificar e validar os dados. Este método é ideal para quem tem uma situação fiscal simples e poucas variações nos rendimentos.

IRS manual

O IRS manual exige um pouco mais de trabalho, porque todos os campos da declaração têm de ser preenchidos pelo contribuinte. Isto significa reunir recibos de vencimento, faturas, comprovativos de despesas e outros documentos necessários. Este método é especialmente útil para quem tem situações fiscais mais complexas, como rendimentos de trabalho independente ou deduções especiais, uma vez que permite um maior controlo sobre os dados.

Para muitas pessoas, recorrer a um contabilista certificado continua a ser a forma mais segura de garantir que tudo está correto e de tirar o máximo partido dos benefícios legais disponíveis.

Como a Factorial pode ajudar com o IRS 2026?

Com organização, atenção aos prazos e ferramentas certas, é possível tornar a preparação do IRS em 2026 num processo simples e eficiente.

Recorrer a soluções como a Factorial traz vantagens, como:

  • Centralização de documentos no perfil do colaborador.
  • Organização e acesso rápido a recibos de vencimento.
  • Apoio à preparação do IRS através de informação sempre disponível.
  • Redução do tempo gasto na recolha de documentos.
  • Maior previsibilidade e controlo ao longo do ano fiscal.

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A Nádia Ventura escreve desde que aprendeu a juntar sílabas. Hoje, é copywriter e content writer e entusiasta da escrita com propósito: aquela que informa, entretém, vende e ainda arranca um sorriso de quem lê. Fundadora da Academia CES - Copywriting, escrita criativa e storytelling, e com mais de 7 anos de experiência a escrever para marcas do setor alimentar, recursos humanos, bancário, animal, automóvel, saúde e tantos outros, acredita que o segredo está em dizer muito, com poucas palavras (exceto quando há espaço para um bom parênteses ou metáfora). Tem formação em textos otimizados para SEO, storytelling, escrita ciativa, copywriting persuasivo e marketing de conteúdo, marketing turístico, (e um vício crónico em aprender). É parceira da Factorial no mercado português e, por aqui, quer escrever conteúdos que não adormeçam ninguém, tragam soluções práticas para quem trabalha com pessoas e façam as equipas pensar, rir e trabalhar melhor. É apologista de que devemos partilhar conhecimento, histórias, experiências (e bolos de chocolate, sempre!).