De Fuelsave a Meight: Como se pode reinventar uma Empresa?

Originalmente Fuelsave, uma empresa dedicada a otimizar a eficiência e reduzir as emissões e impacto no meio ambiente. Acabam de abrir  um novo capítulo como ‘Meight’. E temos o prazer de ter o Luís Mendes, Fundador da empresa para nos falar de como continuam a evoluir como empresa.

 

Antes demais, de onde surgiu esta ideia e/ou necessidade de se reinventarem?

Desde o primeiro momento sabíamos que o preâmbulo da empresa iria ter dois capítulos. Num primeiro, com o nome então à data de Fuelsave. Quisemos testar a hipótese de como conseguir fazer um veículo poupar combustível, a partir do uso da nossa tecnologia. Investigar e desenvolver tecnologia é moroso e extenuante, é preciso manter foco num único objetivo e apartar-nos de distrações. Daí o nome Fuelsave, que serviu para isso, para que todos soubéssemos qual era o objetivo principal. Concluindo esse capítulo, passámos à segunda parte, dar a desvendar a nossa visão sobre o futuro da mobilidade e o nosso papel, como empresa.

Nasce a Meight, com objetivo de aprender sobre movimento e mobilidade. Ajudar condutores, negócios e sociedade a gastar e usar menos recursos.

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De forma acessível como explicam o que fazem na Meight? Qual é o problema que estão a resolver e exactamente como o estão a abordar?

A Meight tem o objetivo de aprender mais sobre movimento e mobilidade, para ajudar condutores, negócios e sociedade a usar menos recursos. Desenvolvemos tecnologia e produtos tecnológicos que ajudam a resolver os vários problemas de segurança e eficiência na mobilidade e logística. Por um lado, desenvolvemos hardware para conectar todos os veículos à “cloud” que recolhe toda a informação, enquanto aprende com os dados.

Por outro, sistemas de software desenvolvidos por nós, aprendem através dos dados, conseguindo assim ajudar as empresas a tomar melhores decisões. Hoje em dia  trabalhamos com empresas de logística, isto é, condutores de transporte pesados, para os ajudar a conduzir de maneira mais eficiente. Os condutores que usam o sistema da Meight, têm no seu veículo um tablet  que auxilia a conduzir de maneira mais eficiente. Otimizando velocidades, acelerações, travagens etc.. É um mundo enorme por explorar, que só agora começa com a entrada de veículos eléctricos, semi-autónomos e autónomos nas estradas. Todos os veículos estarão em constante comunicação com tecnologias como a Meight.

Tendo em conta os presentes desafios de mobilidade que advêm da pandemia, quais consideram ser atualmente os vossos maiores obstáculos? E como está a Meight a superá-los?

A situação pandémica cedo acabará, mas o seu impacto na sociedade e economia não. O mundo depois do covid-19 vai trazer novas oportunidades. O transporte urbano está a ser completamente repensado e todas as atividades que envolvam massas de pessoas também. A consciência humana ficará de certa maneira mais alerta a questões de higiene e ambiente. As oportunidades futuras vão superar em larga escala os obstáculos presentes. A Meight aposta num mundo em que cada viagem tenha um impacto positivo. Para isso tem de trabalhar em conjunto com a sociedade e as empresas, a situação atual vem de certa maneira alertar para o facto do sistema em que vivemos ser muito mais frágil do que pensamos. Achamos que todos vão tirar boas lições e querer mudar o status quo.

 

Hoje em dia o mercado ecológico e sustentável está cada vez mais competitivo. Qual é o diferencial da Meight para se destacar no mercado?

Diria que a nossa maior concorrência ainda é a inação e desconhecimento. Mas também é verdade que existem cada vez mais empresas a apostar em modelos de negócio baseados na sustentabilidade. Durante os últimos 5 anos, tópicos como ecologia e ambiente eram “nice to have”, hoje em dia tomam destaque em indústrias como consumo, logística, turismo, etc… A Meight existe para isso, para ajudar condutores, negócios e sociedade a gastar e usar menos recursos. Por isso celebramos e promovemos o crescimento deste mercado e a consciencialização da sociedade.

No que toca à Gestão de Pessoas, qual é a vossa abordagem?

Todos os Meights (as in teammate) acreditam nesta missão:

O modelo da mobilidade sustentável é core à cultura e negócio da Meight.

Acho que a primeira pergunta que fazemos em recrutamento é qual a consciência ambiental da pessoa. O que pensa e o que faz para um impacto positivo? Depois, também somos todos muito curiosos e gostamos de aprender e partilhar o nosso conhecimento com os outros. Sabiam que o movimento de um corpo sólido se pode descrever em oito dimensões? Daí nasce o nome Meight, “M” de Motion e “eight” das oito dimensões que definem perfeitamente o movimento de um corpo (e o seu estado energético). Sim, somos muito geeks e esta área fascina-nos.

De que forma é que a Facotrial impactou a Meight no que toca a gestão de Recursos Humanos?

Antes de começar a Meight já conhecíamos a Factorial, deve ter sido dos primeiros programas que investimos (a seguir a ter um email client). Somos uma empresa um pouco fora do normal, a terceira pessoa full-time da Meight foi um recrutador. Acreditamos muito no capital humano. A função mais importante de um manager na Meight é dar feedback à sua equipa e incentivá-los a ser melhores. A Factorial ajuda-nos a ter várias funções de Recursos Humanos sem o peso de adicional de ter pessoas a gerir essas funções. Desde gestão de dias de férias, contratos, folhas de vencimento, etc… Também dá muita transparência a uma área dentro de uma empresa que é preciso mitigar a litigância. As pessoas sentem-se mais confortáveis em gerir a sua relação laboral com o empregador, e o empregador poupa tempo e recursos.

Ao longo desse tempo qual tem sido a faceta do Software que mais valorizam? O que gostariam de ver implementado no futuro?

O serviço original da Factorial sempre foi o mais usado pela Meight. Gestão de dias de PTO, fichas de trabalhador com gestão de ficheiros e contratos. Gostávamos de ver mais desenvolvida a parte de equipa e mapa de organização, para ajudar as pessoas a navegar pela organização e conhecer o resto da equipa.

 

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