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Digitalização nos RH

Como utilizar a IA para criar descrições de funções mais eficazes

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5 minutos de leitura
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A IA para criar descrições de funções pode reduzir o tempo necessário para preparar uma vaga e ajudar as equipas de Recursos Humanos a produzir conteúdos mais claros e consistentes. Em poucos segundos, uma ferramenta de Inteligência Artificial consegue transformar informação sobre uma posição numa primeira versão estruturada, que depois pode ser trabalhada pelo recrutador.

Mas rapidez não significa automaticamente qualidade. Se as instruções forem vagas, a descrição provavelmente também será e publicar diretamente aquilo que a IA gera pode resultar em responsabilidades genéricas, requisitos que não correspondem à realidade ou conteúdos pouco alinhados com a empresa. Saiba, neste artigo, como usar a IA.

Tabela de conteúdos

Porquê utilizar IA para criar descrições de funções?

Criar uma descrição de funções parece simples até ser necessário transformar aquilo que uma equipa precisa num texto claro e suficientemente completo para atrair os candidatos adequados. É necessário definir responsabilidades, competências, experiência, requisitos e objetivos. Além disso, a descrição deve permitir que alguém que não conhece a organização perceba rapidamente aquilo que se espera da posição.

A Inteligência Artificial pode acelerar sobretudo esta fase inicial. Em vez de começar com uma página em branco, o recrutador fornece a informação essencial e utiliza a IA para organizar e estruturar o conteúdo.

Também pode recorrer à tecnologia para adaptar descrições existentes, simplificar linguagem demasiado técnica, eliminar repetições ou criar versões consistentes para diferentes posições.

O que deve incluir uma boa descrição de funções?

Uma boa descrição deve permitir que um candidato compreenda qual é a posição, o que fará no dia a dia e quais são as expectativas da organização. Deve incluir, entre outros elementos, o nome da posição, uma breve contextualização da função, principais responsabilidades, competências necessárias, experiência pretendida e condições relevantes da oferta.

Também é importante distinguir os requisitos obrigatórios daqueles que são apenas valorizados. Uma lista demasiado extensa pode afastar candidatos adequados que não cumprem todos os critérios. A Inteligência Artificial pode ajudar a organizar esta informação, mas não deve decidir aquilo que é necessário para desempenhar a função. Essa definição cabe ao responsável pela contratação e aos Recursos Humanos.

Como utilizar IA para criar descrições de funções?

A qualidade da descrição depende diretamente da informação fornecida à ferramenta. Pedir apenas para “criar uma descrição para um gestor de marketing” dificilmente produzirá um conteúdo verdadeiramente adaptado à empresa.

1. Reunir informação sobre a função

Antes de criar o prompt, reúna os principais dados da posição: departamento, objetivos, responsabilidades, competências, experiência necessária, modelo de trabalho e características relevantes da equipa. Quanto mais concreta for esta informação, menor será a probabilidade de receber uma descrição genérica.

2. Dar contexto à Inteligência Artificial

Explique à ferramenta aquilo que pretende e quem procura. Pode indicar a dimensão ou setor da empresa, características da equipa e perfil desejado, além de especificar o tom de comunicação. Uma startup poderá optar por uma linguagem diferente da utilizada por uma organização mais institucional.

3. Pedir uma estrutura clara

Indique como pretende organizar o conteúdo. Por exemplo, pode solicitar uma breve apresentação da posição seguida das responsabilidades, requisitos essenciais, competências valorizadas e condições. Manter uma estrutura semelhante entre diferentes vagas também ajuda a criar maior consistência na comunicação de recrutamento da empresa.

4. Rever e personalizar

A última etapa é indispensável. Confirme se as responsabilidades correspondem à realidade, elimine informação que não tenha sido fornecida e adapte expressões demasiado genéricas. Salário, benefícios, horários, localização ou condições contratuais também devem ser verificados. A IA não deve inventar informação sobre aquilo que a empresa oferece.

Como escrever um bom prompt para criar uma descrição de funções?

Um bom prompt não precisa de ser extremamente complexo. Precisa, sobretudo, de fornecer contexto e estabelecer limites claros. Uma estrutura possível seria:

“Cria uma descrição para a função de [nome] na área de [departamento]. As principais responsabilidades são [responsabilidades]. Procuramos uma pessoa com [competências e experiência]. A posição é [presencial/híbrida/remota] e o nosso tom de comunicação é [características]. Organiza o conteúdo em apresentação, responsabilidades, requisitos e condições. Não acrescentes requisitos ou benefícios que não estejam nesta informação.”

Esta primeira instrução pode ser apenas o início. Depois de receber o resultado, pode pedir à IA para reduzir determinados parágrafos, tornar responsabilidades mais concretas, eliminar linguagem demasiado técnica ou adaptar o texto ao tom da empresa.

A utilização mais eficaz da ferramenta tende, por isso, a funcionar como um processo de edição e não como um único comando que produz imediatamente a versão final.

É possível melhorar descrições de funções existentes com IA?

Sim. A Inteligência Artificial não precisa de ser utilizada apenas para criar novas descrições. Muitas empresas acumulam documentos elaborados em momentos diferentes e por diferentes gestores. Como resultado, podem existir posições descritas com níveis de detalhe, estruturas e linguagem completamente distintos.

A IA pode ajudar a uniformizar esses conteúdos, reorganizar responsabilidades, simplificar linguagem e identificar informação que possa estar em falta. Também pode ser utilizada para atualizar descrições antigas. As funções evoluem e uma posição pode ter hoje responsabilidades ou exigir competências muito diferentes das que tinha há alguns anos. Neste caso, é possível fornecer à ferramenta a descrição atual e as alterações verificadas, pedindo uma nova versão que reflita a realidade da função.

Que erros evitar ao utilizar IA para criar descrições de funções?

O primeiro é publicar o conteúdo sem revisão. A IA pode acrescentar informação plausível, mas incorreta, ou assumir responsabilidades que não fazem parte da função.

Outro erro é fornecer pouco contexto. Quanto mais genérico for o pedido, maior será a probabilidade de obter uma descrição semelhante a centenas de outras ofertas.

Também é importante prestar atenção aos enviesamentos. A Inteligência Artificial pode reproduzir padrões presentes nos dados com que foi desenvolvida, pelo que a utilização da tecnologia não garante automaticamente uma linguagem neutra ou inclusiva. Pode pedir à ferramenta para identificar termos potencialmente excludentes ou requisitos desnecessários, mas a análise final deve continuar a ser humana.

Existe ainda uma questão relacionada com a proteção de informação. Dados pessoais de colaboradores ou candidatos e informação confidencial da organização não devem ser introduzidos indiscriminadamente em ferramentas externas. A empresa deve garantir que a utilização de IA respeita as suas políticas de segurança e o regime geral sobre a proteção de dados.

Como a Factorial simplifica o processo de recrutamento?

Criar uma descrição de funções é apenas uma das primeiras etapas do recrutamento. Depois é necessário publicar a oportunidade, receber candidaturas, organizar candidatos, acompanhar as diferentes fases do processo e envolver os responsáveis pela decisão. Quando toda esta informação está dispersa por emails, documentos e folhas de cálculo, o trabalho administrativo aumenta rapidamente.

Com o software de recrutamento da Factorial, as empresas podem centralizar os processos de seleção numa única plataforma, acompanhar candidatos e gerir as diferentes etapas de cada vaga.

Ao combinar ferramentas digitais com Inteligência Artificial, as equipas de Recursos Humanos conseguem reduzir tarefas repetitivas e dedicar mais tempo às decisões que realmente precisam da sua experiência. A IA para criar descrições de funções não deve substituir o conhecimento de quem recruta. Deve ajudar a transformar esse conhecimento numa primeira versão mais rapidamente. Quando existe informação de qualidade, boas instruções e revisão humana, a tecnologia pode tornar a criação de vagas mais rápida, consistente e adaptada às necessidades reais da empresa.

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Perguntas frequentes sobre IA para criar descrições de funções

A IA pode ajudar a criar uma primeira versão da descrição a partir de informações como o nome da função, responsabilidades, competências, experiência necessária e modelo de trabalho. Quanto mais contexto for fornecido, mais adaptado será o resultado. No entanto, o conteúdo deve ser sempre revisto antes da publicação.

Uma boa descrição deve apresentar claramente a função, as principais responsabilidades, os requisitos e competências necessários, a experiência pretendida e as condições relevantes da oferta. É também importante distinguir os requisitos essenciais daqueles que são apenas valorizados.

Um bom prompt deve incluir informação específica sobre a função, o departamento, as responsabilidades, o perfil procurado e o tom de comunicação da empresa. Também é útil indicar a estrutura pretendida e pedir explicitamente à ferramenta para não inventar requisitos, benefícios ou outras informações não fornecidas.

Entre os principais erros estão publicar conteúdos sem revisão humana, fornecer pouco contexto, aceitar informações inventadas pela ferramenta e não analisar possíveis enviesamentos na linguagem. Também é essencial proteger dados pessoais e informações confidenciais da empresa.

A Nádia Ventura escreve desde que aprendeu a juntar sílabas. Hoje, é copywriter e content writer e entusiasta da escrita com propósito: aquela que informa, entretém, vende e ainda arranca um sorriso de quem lê. Fundadora da Academia CES - Copywriting, escrita criativa e storytelling, e com mais de 7 anos de experiência a escrever para marcas do setor alimentar, recursos humanos, bancário, animal, automóvel, saúde e tantos outros, acredita que o segredo está em dizer muito, com poucas palavras (exceto quando há espaço para um bom parênteses ou metáfora). Tem formação em textos otimizados para SEO, storytelling, escrita ciativa, copywriting persuasivo e marketing de conteúdo, marketing turístico, (e um vício crónico em aprender). É parceira da Factorial no mercado português e, por aqui, quer escrever conteúdos que não adormeçam ninguém, tragam soluções práticas para quem trabalha com pessoas e façam as equipas pensar, rir e trabalhar melhor. É apologista de que devemos partilhar conhecimento, histórias, experiências (e bolos de chocolate, sempre!).