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Digitalização nos RH

Implementar IA nas empresas: como envolver e preparar as equipas

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Ao implementar IA numa empresa, é necessário conseguir responder a receios relacionados com a privacidade, o valor do trabalho humano ou a estabilidade dos postos de trabalho.

A tecnologia pode trazer ganhos importantes, mas a forma como é introduzida também conta. Para evitar resistência, as equipas precisam de perceber o motivo da mudança, sem sentir que as decisões estão a ser tomadas à sua revelia.

Tabela de conteúdos

O impacto da Inteligência Artificial nas empresas e nas equipas

Para as empresas, implementar Inteligência Artificial pode ajudar a poupar tempo, reduzir trabalho repetitivo e permitir que os profissionais se dediquem a tarefas que exigem mais análise, criatividade ou contacto humano.

No entanto, para quem executa as tarefas, pode surgir a perceção que a sua função está a perder importância e é facilmente substituível. Para garantir que a implementação é produtiva e não uma fonte de stress e desconfiança, é necessário envolver as pessoas nesta mudança.

Porque surge o receio entre os colaboradores?

A desconfiança perante uma nova tecnologia não significa que uma equipa seja resistente à mudança. Entre as preocupações mais comuns estão:

  • O receio de perder o posto de trabalho: se determinadas tarefas passam a ser automatizadas, é legítimo perguntar de que forma isso vai afetar as funções existentes.
  • A falta de informação: não saber que ferramenta será utilizada, que dados serão processados ou quem terá acesso à informação pode aumentar a desconfiança.
  • A necessidade de aprender rapidamente: uma nova tecnologia implica, muitas vezes, novas competências. Se a empresa não disponibilizar formação suficiente, a mudança pode ser encarada como uma sobrecarga.
  • A perda do fator humano: existe também o receio de que decisões relacionadas com pessoas passem a depender demasiado de números, sistemas ou algoritmos.

Como implementar Inteligência Artificial sem perder a confiança das pessoas

Não existe uma fórmula única para introduzir Inteligência Artificial numa organização. Ainda assim, há alguns princípios que fazem a diferença.

1. Comece por explicar o motivo da mudança

Antes de apresentar a tecnologia, convém explicar o problema que se pretende resolver.

A empresa quer reduzir o tempo gasto em tarefas administrativas? Pretende facilitar o acesso à informação? Quer automatizar determinadas rotinas que consomem demasiado tempo às equipas?

Estas respostas devem ser dadas de forma simples. Quanto menos espaço existir para interpretações, menor será a probabilidade de surgirem rumores ou expectativas desajustadas.

2. Envolver as equipas antes de escolher as ferramentas

Há uma tendência para começar por escolher o software, e só depois começar a envolver as pessoas. Esta nem sempre é a melhor ordem.

Quem trabalha diariamente com determinado processo sabe onde estão os problemas, que tarefas consomem mais tempo, onde acontecem os erros.

Ouvir estas pessoas antes de implementar a ferramenta de IA permite identificar necessidades e perceber se determinada ferramenta resolve o problema identificado. Pode optar por pedir feedback aos responsáveis de cada equipa, criar um pequeno grupo-piloto ou testar uma funcionalidade antes de a disponibilizar a toda a organização.

3. Apostar na formação e no desenvolvimento de competências

Para implementar IA de forma eficaz, é necessário criar condições para que as pessoas aprendam a utilizá-la. A formação pode ser mais técnica para algumas funções ou mais prática para outras. O importante é que esteja relacionada com situações que fazem parte do trabalho diário.

O papel dos Recursos Humanos na gestão da mudança

Os Recursos Humanos têm um papel importante na forma como a mudança é comunicada, acompanhada e integrada na organização.

Em primeiro lugar, esta equipa tem de perceber de que forma concreta é que a IA vai interferir em cada função. Só assim é possível fazer o levantamento das formações necessárias e perceber como é que, na prática, as alterações podem ser comunicadas.

Depois, cabe à equipa de RH acompanhar as reações ao longo do processo. Fazer inquéritos internos, agendar conversas com managers ou planear sessões de feedback são passos que podem ajudar a identificar dificuldades.

Por fim, na hora de atualizar documentação, políticas internas ou materiais de informação, é essencial que os RH estejam um passo à frente, antecipem as perguntas frequentes e consigam direcionar as pessoas para o material de ajuda indicado no momento em que surge um pedido de ajuda. 

Com a Factorial, é possível:

  • Centralizar a informação: disponibilizar documentos, políticas e materiais relevantes num único espaço, facilitando o acesso dos colaboradores à informação de que precisam.
  • Acompanhar a formação: organizar e gerir ações de formação para ajudar as equipas a desenvolver as competências necessárias para trabalhar com novas ferramentas e tecnologias.
  • Recolher feedback: utilizar inquéritos para perceber como os colaboradores estão a acompanhar a mudança, identificar dificuldades e recolher opiniões ao longo do processo.

Erros críticos a evitar ao implementar IA num negócio

Nem todos os problemas associados à adoção de Inteligência Artificial vêm da própria tecnologia. Em muitos casos, estão relacionados com a forma como a mudança é conduzida, nomeadamente:

  • Ignorar a realidade de quem está no terreno: o feedback das equipas deve ser recolhido antes, durante e depois da implementação. São os colaboradores quem melhor consegue identificar rapidamente processos desnecessários, dificuldades de utilização ou situações que não foram previstas.
  • Focar o discurso na redução de custos em vez do valor humano: deve explicar que o papel da automatização é cobrir tarefas repetitivas e libertar tempo para atividades de maior valor para dar outro enquadramento à mudança.
  • Descurar a ética e a privacidade dos dados: é importante saber que dados são utilizados, para que finalidade e quem pode aceder aos resultados. As regras devem ser claras e estar alinhadas com as obrigações legais aplicáveis, incluindo o RGPD.

Como saber se a implementação de IA está a resultar

Depois do lançamento, é preciso perceber se está realmente a cumprir o objetivo para o qual foi escolhida e como está a ser recebida pelas equipas.

Para fazer este acompanhamento, há vários indicadores que podem ser analisados:

  • Adesão à ferramenta: os colaboradores estão a utilizar a solução ou continuam a recorrer aos processos anteriores? Uma taxa de utilização baixa pode indicar falta de formação, dificuldades na utilização ou simplesmente que a ferramenta não responde a uma necessidade real.
  • Tempo poupado: uma das principais razões para automatizar processos é libertar tempo. Comparar o tempo necessário para realizar determinadas tarefas antes e depois da implementação ajuda a perceber se esse objetivo está a ser cumprido.
  • Participação na formação: acompanhar quem participou nas ações de formação e identificar as equipas que continuam a precisar de apoio permite ajustar o plano de aprendizagem.
  • Feedback dos colaboradores: perguntar diretamente às equipas o que está a funcionar, onde sentem dificuldades e que melhorias sugerem pode revelar problemas que os números, por si só, não mostram.
  • Qualidade dos resultados: poupar tempo não é suficiente se o trabalho final perder qualidade. É importante perceber se a utilização da IA está, de facto, a melhorar os processos sem aumentar o número de erros ou a necessidade de correções.

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Perguntas frequentes sobre implementar IA numa empresa

Antes de escolher uma ferramenta de IA, é importante definir que problema pretende resolver. Compare as funcionalidades disponíveis, a facilidade de utilização, os custos, as opções de integração e as garantias de segurança e proteção de dados. Sempre que possível, testar a solução com uma equipa ou processo específico antes de avançar para toda a organização pode ajudar a perceber se é realmente adequada às necessidades da empresa.

A formação é uma das principais formas de preparar as equipas. Além de explicar como utilizar as novas ferramentas, é importante comunicar o motivo da mudança, esclarecer dúvidas e dar aos colaboradores oportunidade para partilhar feedback durante o processo.

Entre os principais riscos estão a utilização inadequada de dados, problemas de privacidade, resultados incorretos e resistência por parte das equipas. Definir regras claras, garantir supervisão humana e acompanhar a utilização das ferramentas ajuda a reduzir estes riscos.