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Digitalização nos RH

10 KPIs de RH para rever antes do fecho do ano

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5 minutos de leitura
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Os KPIs de RH ajudam a transformar aquilo que aconteceu ao longo do ano em informação útil para tomar decisões. Antes do fecho, analisar os principais indicadores permite perceber o que correu bem, identificar problemas e definir prioridades para o ciclo seguinte.

Mas, entre tantos dados disponíveis, quais merecem realmente atenção? Estes são 10 KPIs que os Recursos Humanos devem rever antes de dezembro.

Tabela de conteúdos:

O que são KPIs de RH?

Os KPIs de RH (Key Performance Indicators) são indicadores utilizados para avaliar o desempenho de diferentes áreas relacionadas com a gestão de pessoas. Podem ajudar a responder a questões como: a empresa está a conseguir reter talento? Quanto tempo demora a contratar? O absentismo está a aumentar? As equipas estão a cumprir os objetivos definidos?

A escolha deve estar relacionada com os objetivos da organização. Acompanhar dezenas de métricas sem saber que decisões podem suportar gera muitos dados, mas não necessariamente informação útil. No final do ano, o objetivo é analisar os indicadores mais relevantes, comparar a sua evolução e utilizar as conclusões para preparar o próximo ciclo.

Porque deve rever os KPIs de RH antes do final do ano?

O fecho do ano é uma oportunidade para avaliar resultados e perceber se as iniciativas implementadas tiveram o impacto esperado. Comparar os dados atuais com o início do ano, períodos anteriores ou objetivos previamente definidos permite identificar tendências que podem passar despercebidas numa análise isolada.

Esta revisão também fornece informação importante para preparar o orçamento, antecipar contratações, definir prioridades de desenvolvimento e apoiar decisões relacionadas com retenção. Mais do que produzir um relatório anual, trata-se de perceber o que os números dizem sobre as pessoas e que decisões devem resultar dessa informação.

1. Headcount

O headcount mostra quantas pessoas trabalham na organização. No final do ano, analise a evolução global e por departamento para perceber que equipas cresceram ou diminuíram e antecipar necessidades para o próximo ciclo.

2. Taxa de turnover

Permite acompanhar a rotatividade dos colaboradores. Mais do que olhar para o valor global, identifique onde se concentram as saídas e se existem funções ou equipas particularmente afetadas.

Taxa de turnover = número de saídas ÷ número médio de colaboradores × 100

3. Taxa de retenção

Mostra a capacidade da empresa para manter talento. Analise não só o valor global, mas também a retenção de novas contratações, profissionais de elevado desempenho e pessoas em funções críticas.

4. Taxa de absentismo

Ajuda a perceber o peso das ausências no tempo de trabalho previsto e a identificar possíveis padrões por equipa, período ou tipo de ausência.

Taxa de absentismo = horas de ausência ÷ horas de trabalho previstas × 100

5. Tempo médio de contratação

Quanto tempo passa entre a abertura de uma vaga e a contratação de um novo colaborador? Um processo demasiado longo pode deixar equipas com menos capacidade durante vários meses, aumentar a carga sobre outros profissionais e levar à perda de candidatos.

No final do ano, analise quanto tempo demoraram os diferentes processos e em que etapas surgiram maiores atrasos. Esta informação também ajuda a planear o próximo ciclo. Se determinados perfis demoram vários meses a contratar, essa antecedência deve ser considerada no planeamento de headcount.

6. Custo por contratação

Permite perceber quanto foi investido, em média, em cada contratação. Considere anúncios, plataformas, agências e outros custos e compare-os com os resultados obtidos.

7. Resultados das avaliações de desempenho

As avaliações de desempenho fornecem informação importante para perceber como estão a evoluir as pessoas e as equipas. No final do ano, os RH podem analisar a taxa de conclusão das avaliações, distribuição dos resultados e competências em que surgem maiores necessidades de desenvolvimento.

Também é importante identificar diferenças significativas entre equipas ou gestores, que podem justificar uma calibração dos critérios utilizados. As conclusões podem apoiar decisões sobre formação, progressão, objetivos e desenvolvimento no ano seguinte.

8. Horas extraordinárias

Um aumento persistente das horas extraordinárias pode indicar falta de capacidade ou problemas na distribuição do trabalho. Compare a evolução ao longo do ano e entre equipas.

9. Indicadores de formação e desenvolvimento

Reveja o investimento, horas realizadas, participação e taxa de conclusão. Mais importante do que a quantidade de formação é perceber se respondeu às necessidades identificadas..

10. eNPS e satisfação dos colaboradores

Os indicadores de experiência dos colaboradores ajudam a acrescentar contexto aos restantes KPIs de RH. O eNPS (Employee Net Promoter Score), por exemplo, procura medir a probabilidade de os colaboradores recomendarem a organização como um bom local para trabalhar.

Mais importante do que olhar apenas para o resultado é acompanhar a sua evolução e perceber os motivos por detrás das respostas. Se a satisfação diminuiu ao mesmo tempo que aumentaram o turnover, absentismo ou horas extraordinárias, os diferentes indicadores podem estar a revelar um problema que merece ser investigado.

Como analisar os KPIs de RH corretamente?

Um KPI isolado raramente explica aquilo que está a acontecer numa organização. Imagine que o turnover aumentou. O indicador mostra que mais pessoas estão a sair, mas não explica a razão. Cruzá-lo com satisfação, horas extraordinárias, antiguidade ou dados por departamento ajuda a obter maior contexto.

Também é importante comparar períodos equivalentes e manter os mesmos critérios de cálculo. Se a fórmula ou os dados considerados mudarem todos os anos, as conclusões tornam-se menos fiáveis.

Por fim, cada KPI deve estar relacionado com uma decisão. Se determinado indicador é acompanhado todos os meses, mas nunca influencia qualquer ação, vale a pena questionar se continua a ser relevante.

Como transformar os KPIs de RH em prioridades para o próximo ano?

A revisão não deve terminar num relatório. Depois de analisar os resultados, identifique os indicadores que mais se afastaram dos objetivos e procure perceber as respetivas causas.

Se o tempo de contratação aumentou, por exemplo, a prioridade pode passar por rever o processo de recrutamento. Se as horas extraordinárias estão concentradas numa equipa, pode ser necessário analisar a distribuição do trabalho ou o headcount.

Definir poucas prioridades concretas torna os dados mais acionáveis e permite acompanhar a evolução ao longo do ano seguinte.

Como a Factorial ajuda a acompanhar os KPIs de RH?

Analisar indicadores torna-se mais difícil quando a informação está distribuída por folhas de cálculo, emails e diferentes ferramentas.

Com a Factorial, as empresas podem centralizar dados relacionados com colaboradores, recrutamento, ausências, controlo de tempo, desempenho e outros processos de Recursos Humanos. As funcionalidades de People Analytics permitem transformar esta informação em relatórios e acompanhar diferentes indicadores num único local, facilitando a comparação entre períodos e a identificação de tendências. Em vez de chegar ao final do ano e ter de reunir manualmente informação dispersa, os RH podem trabalhar com dados centralizados e atualizados.

Medir é o primeiro passo. Perceber o que os números significam e transformá-los em prioridades é aquilo que permite aos Recursos Humanos preparar melhor o próximo ano.

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Perguntas frequentes sobre KPIs de RH

Dependem dos objetivos da organização. Headcount, turnover, retenção, absentismo, tempo e custo de contratação, desempenho, horas extraordinárias, formação e satisfação são alguns dos mais utilizados.

Não existe um número ideal. É preferível acompanhar um conjunto reduzido de KPIs diretamente relacionados com os objetivos da empresa do que dezenas de indicadores sem aplicação prática.

Depende do indicador. Alguns podem ser acompanhados mensalmente ou trimestralmente, enquanto outros fazem mais sentido em ciclos específicos, como avaliações de desempenho ou revisões anuais.

Uma métrica mede um determinado aspeto dos Recursos Humanos. Um KPI é um indicador considerado especialmente relevante para avaliar o progresso em relação a um objetivo.

Porque um único indicador mostra parte da realidade, mas raramente explica as causas. Cruzar turnover, absentismo, horas extraordinárias ou satisfação, por exemplo, ajuda a identificar padrões.

Comece pelos objetivos da organização e determine que informação é necessária para perceber se estão a ser alcançados. Cada KPI deve ajudar a responder a uma pergunta ou apoiar uma decisão concreta.

A Nádia Ventura escreve desde que aprendeu a juntar sílabas. Hoje, é copywriter e content writer e entusiasta da escrita com propósito: aquela que informa, entretém, vende e ainda arranca um sorriso de quem lê. Fundadora da Academia CES - Copywriting, escrita criativa e storytelling, e com mais de 7 anos de experiência a escrever para marcas do setor alimentar, recursos humanos, bancário, animal, automóvel, saúde e tantos outros, acredita que o segredo está em dizer muito, com poucas palavras (exceto quando há espaço para um bom parênteses ou metáfora). Tem formação em textos otimizados para SEO, storytelling, escrita ciativa, copywriting persuasivo e marketing de conteúdo, marketing turístico, (e um vício crónico em aprender). É parceira da Factorial no mercado português e, por aqui, quer escrever conteúdos que não adormeçam ninguém, tragam soluções práticas para quem trabalha com pessoas e façam as equipas pensar, rir e trabalhar melhor. É apologista de que devemos partilhar conhecimento, histórias, experiências (e bolos de chocolate, sempre!).