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Gestão de Talentos

Como gerir faltas injustificadas e conflitos com trabalhadores

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5 minutos de leitura
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Gerir faltas injustificadas implica, inevitavelmente, lidar com situações delicadas e que podem ser bastante desafiadoras.

Episódios de absentismo afetam não apenas a produtividade, mas também o ambiente de trabalho, bem como a dinâmica entre trabalhadores. Para gestores de RH, encontrar o equilíbrio entre o cumprimento da legislação laboral e uma abordagem humana é a chave.

Assim, apresentamos um guia prático e completo sobre como gerir faltas injustificadas de forma eficiente.

Tabela de Conteúdos:

Faltas injustificadas: o que diz o Código do Trabalho

Por definição, uma falta ao trabalho ocorre quando o trabalhador está ausente do local onde deveria desempenhar a sua atividade durante o período normal de trabalho diário.

Quando essa ausência não se enquadra nas situações previstas como justificadas, estamos perante uma falta injustificada.

Segundo o Código do Trabalho, as faltas justificadas incluem situações como:

  • Doença devidamente comprovada;
  • Assistência inadiável a membros do agregado familiar;
  • Cumprimento de obrigações legais;
  • Casamento (até 15 dias seguidos);
  • Falecimento de familiares (entre 2 e 20 dias consoante o grau de parentesco);
  • Exames para trabalhadores-estudantes.

Todas as ausências que não se enquadrem nas categorias definidas por lei, são consideradas faltas injustificadas. Para aprofundar este enquadramento, pode consultar o nosso ebook sobre legislação laboral portuguesa, que reúne os principais temas que os empregadores devem conhecer na gestão de recursos humanos.

O impacto real no local de trabalho

As faltas injustificadas têm consequências significativas para ambas as partes.

Para o trabalhador, a consequência mais imediata é a redução salarial proporcional ao período de ausência. Adicionalmente, poderá perder dias de férias, incorrer em processos disciplinares e, nos casos mais graves, despedimento por justa causa.

De acordo com a lei, as faltas injustificadas podem dar lugar a despedimento por justa causa em diversas situações. Se o trabalhador apresentar justificações falsas ou faltar repetidamente, por exemplo. Ou se as faltas injustificadas atingirem 5 dias seguidos ou 10 dias interpolados em cada ano civil.

Para a empresa, o impacto negativo vai muito além dos números. As faltas injustificadas originam:

  • Quebra significativa de produtividade e atrasos em projetos;
  • Custos operacionais adicionais com substituições ou horas extraordinárias;
  • Sobrecarga dos restantes membros da equipa, que precisam compensar a ausência;
  • Deterioração do clima organizacional e potenciais conflitos internos.

Identificar e documentar faltas injustificadas: o primeiro passo

É importante que os gestores de RH estejam atentos a padrões de absentismo. Especialmente ausências que coincidem sistematicamente com fins de semana ou períodos de maior pressão de trabalho.

A gestão eficaz de faltas injustificadas começa na adoção de um sistema robusto de controlo de assiduidade. Um procedimento correto de registo deverá inclui:

  • Implementação de sistemas de controlo de ponto fiáveis;
  • Registo detalhado das datas, horas e razões de cada ausência;
  • Documentação escrita de todas as tentativas de contacto com o trabalhador ausente;
  • Cumprimento dos prazos legais: o empregador pode exigir prova do motivo justificativo nos 15 dias seguintes à comunicação da falta.

Como a Factorial simplifica a gestão de faltas injustificadas

A tecnologia é, sem dúvida, a aliada essencial neste processo.

O software da Factorial oferece funcionalidades específicas que transformam a gestão de ausências num processo mais transparente e eficaz:

  • Controlo de assiduidade automatizado, com relógio de ponto digital;
  • Possibilidade de notificações automáticas que alertam gestores e trabalhadores de faltas por justificar
  • Histórico completo e auditável de todas as ausências, indispensável para eventuais procedimentos disciplinares;
  • Plataforma intuitiva com análise de padrões de absentismo e KPIs relevantes, permitindo identificar tendências antes que se tornem problemas graves;
  • Relatórios personalizados que facilitam a tomada de decisões informada, baseada em dados concretos.

Com a Factorial, os gestores de RH não ganham apenas tempo. Ganham a segurança de que todos os registos estão corretos e acessíveis quando necessário, reduzindo significativamente o risco de erros administrativos ou disputas legais.

Conheça esta ferramenta vital para a gestão de RH.

Prevenir faltas injustificadas: uma abordagem proativa

A melhor estratégia para gerir faltas injustificadas é preveni-las. Uma cultura organizacional saudável e políticas claras são os pilares essenciais.

Estratégias eficazes passam pela:

  • Comunicação transparente: todos os trabalhadores devem conhecer as políticas de assiduidade, procedimentos para justificação de faltas e consequências das faltas injustificadas. Tenha um manual do trabalhador atualizado.
  • Flexibilidade estratégica: opções como trabalho híbrido, horários flexíveis ou banco de horas, sempre que a natureza do trabalho permita, devem ser consideradas. Esta flexibilidade pode reduzir significativamente as faltas por motivos pessoais.
  • Identificação precoce de problemas: Muitas faltas injustificadas resultam de problemas pessoais ou profissionais não resolvidos, por isso, mantenha canais de comunicação abertos.
  • Aposta em programas de bem-estar e engagement: trabalhadores satisfeitos e motivados tendem a faltar menos.
  • Valorização e reconhecimento positivo: valorizar publicamente os trabalhadores com boa assiduidade e optar pela via do reforço positivo é mais eficaz que medidas punitivas.

Como conduzir a primeira conversa sobre faltas injustificadas:

Quando surgem faltas injustificadas, a forma como aborda o trabalhador poderá determinar se a situação se resolve ou se escala para um conflito.

  1. Preparação para a reunião:
  • Reúna toda a documentação relevante como registos de ponto, comunicações anteriores e histórico de assiduidade;
  • Escolha um momento e local que garantam privacidade e minimize constrangimentos;
  • Prepare-se para manter uma postura objetiva, focando nos factos e não em julgamentos pessoais.
  1. Durante a conversa:
  • Apresente os factos de forma clara e direta, sem rodeios, mas sem agressividade;
  • Dê espaço para o trabalhador explicar a situação, praticando a escuta ativa;
  • Demonstre empatia genuína sem comprometer a necessidade de rigor e cumprimento das regras;
  • Estabeleça expectativas claras para o futuro e as consequências de novas ocorrências;
  • Documente a reunião por escrito, e partilhe-a com o trabalhador.

Resolver conflitos relacionados com faltas injustificadas

Nem sempre uma conversa inicial resolve o problema. Por vezes, as faltas injustificadas desencadeiam discórdias mais complexas como:

  • O trabalhador contestar a classificação da falta como injustificada;
  • Tensão com a restante equipa, que compensa as ausências do colega;
  • Deterioração progressiva da relação entre o gestor e o trabalhador.

Este tipo de conflito exige competências mais avançadas de gestão e técnicas eficazes de mediação:

  • Aplique princípios de comunicação não violenta. Focando-se em factos e não em interpretações ou acusações. Em vez de “você está sempre a faltar”, opte por “no último mês, registámos quatro ausências não justificadas”.
  • Mantenha o foco em soluções construtivas. Pergunte “como podemos evitar que isto volte a acontecer?”.
  • Construa um plano de ação conjunto com o trabalhador, estabelecendo compromissos claros de ambas as partes.
  • Quando envolver terceiros: Em situações particularmente tensas ou quando existe um histórico de má relação, pode ser prudente envolver um mediador neutro.

Procedimento disciplinar: quando e como aplicar sanções

Quando as abordagens preventivas e mediadoras falham, pode tornar-se necessário iniciar um procedimento disciplinar formal.

O Código do Trabalho prevê várias sanções disciplinares:

  • Repreensão simples (verbal)
  • Repreensão registada (por escrito)
  • Sanção pecuniária (multa)
  • Perda de dias de férias
  • Suspensão temporária do trabalho
  • Despedimento por justa causa (situações extremas)

O empregador deve aplicá-las de forma proporcional à gravidade da infração e é fundamental respeitar escrupulosamente os procedimentos legais obrigatórios.

Por seu lado, o trabalhador tem sempre direito de defesa, e qualquer procedimento disciplinar deve seguir os trâmites previstos. Nomeadamente, elaboração de nota de culpa e a concessão de prazo adequado para resposta.

Melhores práticas para gestores de RH

Como vimos ate aqui, gerir faltas injustificadas exige encontrar o equilíbrio delicado entre firmeza legal e empatia humana.

Os melhores resultados surgem quando os gestores de RH conseguem ser simultaneamente rigorosos no cumprimento das normas e genuinamente interessados no bem-estar dos trabalhadores.

Implementar estas práticas com o apoio de ferramentas adequadas permitirá aos gestores de RH transformar um desafio numa oportunidade.

Entre em contacto com a equipa da Factorial e veja como esta ferramenta pode ajudar a melhorar o funcionamento global da organização.

Sou copywriter especializada em SEO, apaixonada por traduzir ideias em palavras. Acredito no poder da escrita para ligar pessoas, marcas e histórias, sendo isso que me motiva em cada projeto. Desde sempre me fascinou a comunicação, o que me levou a licenciar-me em Ciências da Comunicação e a completar um mestrado em Novos Media e Práticas Web, que me permitiu aprofundar o universo digital e as suas dinâmicas. Gosto de explorar a web através da escrita: seja a criar conteúdos otimizados para blogues, websites, newsletters ou e-books, seja através do trabalho de ghostwriting, uma vertente da escrita que me fascina pelo desafio de dar voz a outras pessoas. Ao longo do meu percurso, tenho colaborado com marcas e projetos de diferentes dimensões, desde pequenas empresas a grandes organizações internacionais. Fora dos projetos, divido o meu tempo entre as palavras, as viagens, a música e os animais. Acredito que o percurso profissional, tal como a vida, está sempre em movimento e sigo sempre o mesmo lema: a nossa vida é toda para diante.