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Design Thinking no RH: O que é e como aplicar

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O Design Thinking no RH é um processo de pensamento crítico e criativo que estimula a criação de soluções para problemas identificados coletivamente numa empresa. Mas como aplicar esta abordagem? E porquê? É sobre isso que vamos falar neste artigo!

Esta é uma metodologia que vem diretamente do design. A sua origem traz inevitavelmente criatividade e inovação a qualquer projeto. Ao associar o design thinking aos recursos humanos, abre-se caminho para o alcance de maior eficiência nos processos e permite inovar as ferramentas de gestão.

Se ainda não ficou claro o papel do Design Thinking no RH, continue a leitura deste artigo para entender os contornos do Design Thinking no Rh. O que é, como implementar, as vantagens e algumas ferramentas práticas a que pode recorrer ao utilizar esta metodologia na sua empresa!

    1. Imersão e empatia
    2. Análise e definição
    3. Idealização
    4. Testagem
    5. Implamentação
    6. Monitorização

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O que é o Design Thinking e como se aplica no RH?

Antes de percebermos a influência do Design Thinking no setor do RH, é necessário primeiro perceber melhor este conceito separadamente. O Design Thinking é utilizado quando nos queremos referir ao pensamento crítico.

Mais concretamente, quando procuramos soluções a problemas de forma colaborativa; que envolvam vários intervenientes, permitindo o desenvolvimento e crescimento das organizações.

No Design Thinking, o pensamento no desenvolvimento dos projetos é voltado para as pessoas e as suas experiências. Seja na utilização de um produto, seja num serviço.

Assim, este pensamento precisa de reconhecer padrões e de ser intuitivo.

Em suma, o design thinking deriva de um processo de síntese, em que o modo de pensar dos designers é aplicado a diversos contextos da sua conceção inicial. Este processo envolve o mapeamento de processos, os seus problemas e a procura de soluções ao mesmos.

Esta é, por isso, uma ferramenta muito flexível que pode ser utilizada nas mais diversas situações. Desde criar novos produtos, melhorar as atividades atuais, planear serviços ou otimizar processos.

Quando aplicado aos recursos humanos, a metodologia de design thinking permite entender melhor os profissionais dentro da empresa. Abre-se espaço ao feedback e criam-se estruturas mais estratégicas. E, claro, ao se pensar de forma criativa, inovadora e focada nas pessoas, conseguem-se tomar decisões mais assertivas. Vamos ver agora quais os seus objetivos?

📚 [Artigo] Oito Tendências de RH 2022 [+Infográfico com Recursos]

Quais os objetivos do Design Thinking no RH

Já vimos que o Design Thinking é um modelo inovador que permite transformar a forma de gestão das empresas. E quando aplicado no RH, permite que este setor se diferencie da concorrência, justamente por entregar aos funcionários, clientes e parceiros, uma melhor experiência.

Por isso, podemos dizer que o principal objetivo do Design Thinking no RH é oferecer uma melhor experiência aos stakeholders de uma empresa. Isto pode ser visto, na prática, através de uma inovação dos processos de recrutamento e seleção. Ou através dos serviços oferecidos aos clientes.

Ou, também, através da implementação de uma plataforma intuitiva e prática, concebida para melhorar o dia a dia de trabalho dos funcionários. Sabemos o quão importante é ter uma boa employee experience!

A metodologia de Design Thinking no RH é, então, focada na experiências das pessoas, ajudando os gestores a tornar a comunicação interna das organizações mais eficiente. A resolução de problemas diários dos funcionários é sempre imperativo para qualquer gestor.

Se há problemas não resolvidos, há um peso negativo a pairar sobre a empresa, que é mostrado através do desempenho de cada colaborador, e consequentemente, na taxa de rotatividade.

🎧 [Webinar] Employee Experience: Ideias inovadoras para aplicar na sua empresa

Como implementar e aplicar o Design Thinking no RH

O processo de Design Thinking no RH é dividido em 6 etapas fundamentais. No entanto, é de salientar que nem sempre as etapas são seguidas de forma linear.

É possível que aconteça a redefinição de um problema após a realização de um teste. Ou pode ser que outras ideias surjam já numa fase adiantada do processo.

Etapa 1: Imersão e empatia

O primeiro passo para implementar a metodologia de Design Thinking no RH é perceber qual o contexto do problema, de acordo com o olhar do público. Depois, recolhem-se os dados e observa-se o cenário.

Analisar os diferentes pontos de vista e entender as necessidades é essencial para se entenderem os diferentes ambientes e perspetivas, gerando um sentimento de empatia e compreensão.

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Etapa 2: Análise e definição

A próxima etapa é a análise e definição do problema. A recolha de dados efetuada anteriormente irá influenciar todas as etapas seguintes. Assim, nesta fase é feita uma definição já mais estruturada do problema e contextos identificados, baseados na análise dos mesmos.

Neste momento percebem-se os fatores que contribuem para a motivação dos profissionais. Só assim é possível identificar padrões e tentar encontrar formas de os solucionar.

[Checklist] Teste de Motivação no trabalho

Etapa 3: Idealização

Nesta fase, os envolvidos neste processo procuram ideias que possam solucionar os problemas identificados pelos colaboradores. Todas as ideias são válidas e nenhuma sugestão é melhor do que a outra.

A ideia é não limitar ou desmotivar os colaboradores a participar. Reunir toda a equipa de RH, gestores e diretores inclusive, é fundamental para que todos sejam envolvidos, e possam contribuir com as suas experiências e ideias em questões mais complexas.

Etapa 4: Prototipação

Depois de serem ouvidas todas as ideias e possíveis soluções, a próxima etapa é a da prototipação, isto é dizer, a testagem. Aqui é criado um propótipo para testar a execução das ideias dadas pelo grupo envolvido.

Ao serem testadas as ideias, economizam-se gastos desncessários com uma ideia ou projeto que pode não gerar o retorno pensado.

Etapa 5: Implementação

A penúltima etapa do design thinking no RH passa por se implementarem as ideias testadas na etapa anterior. Este é o momento de colocar em prática tudo o que estava planeado. Neste momento, a equipa de RH estará mais perto de tornar os processos de RH mais positivos e funcionais para as equipas.

📚 [Artigo] Clima Organizacional: Como fazer esta pesquisa? [+ questionário Word]

Etapa 6: Monitorização

Por fim, a última etapa do design thinking no RH, que tantas vezes é esquecida, é a da monitorização e avaliação dos novos sistemas implementados. Nesta fase irá perceber-se se, de facto, as mudanças implementadas foram (ou não) bem-sucedidas e aceites.

Este controlo poderá ser conduzido através de pesquisas de clima, em que se avalia o antes e após das mudanças. A utilização de questionários ou outros surveys para se perceber, junto dos colaboradores, se as mudanças estão a ser positivas.

Um outro exemplo de como fazer esta monitorização é através do Big Data. A extração e análise de dados irão ser fulcrais para se perceber se as alteraçõs propostas no processo de design thinking no RH teve efeitos no volume de negócio.

Quais as vantagens do Design Thinking no RH

As vantagens do Design Thinking no RH são indiscutíveis, uma vez que o RH passa a ter a sua atenção centrada na solução de problemas relacionados com a gestão de pessoas. E, com isso, uma série de problemas são resolvidos.

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Podemos falar, por exemplo, da melhoria de uma processo de seleção, a criação de uma experiência diferenciada no recrutamento aos candidatos.

Ou querer entender melhor as expectativas e problemas dos colaboradores. Ou simplesmente, podemos querer melhorar o processo de gestão de competências. Enfim, as vantagens podem ser vários, mas deixamos destacada abaixo algumas das mais importantes:

  • Otimização dos processos

De uma maneira geral, os processos que passaram por um processo de design thinking são otimizados. O pensamento crítico face a problemas reais e recorrentes, e a procura por soluções, tudo junto, são uma ótima oportunidade de melhorar processos internos de uma empresa.

A participação dos colaboradores e a integração de informação ajudam à produtividade das equipas.

  • Melhoria da qualidade dos produtos e serviços

Ao serem levantados desafios e problemas, encontram-se possíveis soluções e, com isso, melhora-se o processo de tomada de decisão. Esta fase final, obviamente, impactará diretamente a qualidade dos produtos e serviços oferecidos.

  • Maior envolvimento das equipas

Ao trazer os funcionários a participar atividamente neste processo de design thinking, é despoletado um sentimento de apreciação, que gera maior envolvimento deles no processo.

O design thinking no RH, no fundo, provoca isso mesmo: maior impacto na forma de entrega e de trabalho dos profissionais.

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  • Empatia da gestão

Esta união e parceria entre os envolvidos para alcance de objetivos comuns traz, consequentemente, maior empatia dos funcionários face à gestão.

  • Redução da rotatividade

Por fim, mas não menos importante, os ganhos da utilização do design thinking no RH resultam numa maior satisfação dos colaboradores. Além disso, esta satisfação tem implicações muitos positivas num ambiente de trabalho mais saudável e agradável.

Tudo isto junto, leva a que haja menos rotatividade de colaboradores nas empresas, pois sentem-se mais felizes e valorizados pelo RH, pelos seus líderes e pela empresa no geral.

Ferramentas práticas a utilizar no processo de Design Thinking no RH

Depois de percebermos os contornos deste conceito e como ele se aplica ao RH, percebermos o que é o Design Thinking, como ele se aplica ao RH, e os benefícios da sua integração, damos-lhe algumas três recursos que podem ser usados, na prática, nesta metodologia.

1) HR Analytics

A obtenção de dados é fulcral em quase todas as fases de implementação do design thinking no RH. Já vimos que na primeira e segunda etapas, ouvem-se as opiniões dos colaboradores, percebem-se as várias perspetivas do problema, extraem-se e analisam-se o maior número de dados.

Este processo só é possível graças ao HR Analytics, ou também chamado de People Analytics. Se a empresa já tiver uma solução que permita recolher e analisar estes dados, está um passo à frente! E, por essa razão, a implementação das novas ações decorrentes de um processo de design thinking no RH terão provavelmente mais sucesso.

👉 Pode conhecer mais sobre o processo de HR Analytics leia este artigo.

2) Metodologia Agile

Deverá estar a perguntar-se como é que a metodologia Agile poderá estar relacionada com a metodologia de design thinking. A verdade é que esta Metodologia Agile irá permitir-lhe gerir melhor o trabalho das equipas. Principalmente quando tantas pessoas são chamadas a participar neste estudo baseado no design thinking no RH.

Esta metodologia permite que equipas multidisciplinares integram um projeto, que por sua vez estará subdividido em tarefas menores. A estas tarefas é definido previamente um período de entrega e os seus objetivos. No fundo, a intenção é tornar o trabalho entre as equipas mais fluido.

Como podemos perceber, esta metodologia Agile pode ser essencial na gestão de um projeto tão importante como este, pois que envolve diversas equipas.

📚 [Artigo] Metodologia Agile: Como aplicar no RH?

3) Pesquisa de Clima Organizacional

Por último, mas não menos importante, é relevante falar sobre o recurso Pesquisa de Clima Organizacional. Esta ferramenta é essencial, tanto numa fase inicial do processo de design thinking, como na última etapa do processo. Por quê?

Ao realizarem-se estudos de clima e ambiente organizacional no início da pesquisa, é possível compreenderem-se problemas que precisam de ser melhorados.

Numa última fase, da monitorização, esta pesquisa é fundamental uma vez que pode medir se as novas medidas implementadas tiveram (ou não) sucesso. E houve (ou não) melhorias.

📚 [Entrevista] Tecnologia no RH com Susana de Sousa, da Loom

Como a tecnologia pode ajudar no Design Thinking no RH

Como vimos, o design thinking no RH pode trazer inúmeros benefícios para a forma de gestão de pessoas numa empresa. Esta é uma metodologia estratégica inovadora que envolve diversos elementos da organização a trabalharem juntos na melhoria de processos de RH.

O pensamento crítico de todos, face a problemas identificados, possibilita a obtenção melhores resultados. Já dizia o ditado, “duas cabeças pensam melhor do que uma”, e nesta abordagem pode confirmar-se isso.

Quando o design thinking é trazido para o RH, e com soluções focadas na digitalização e tecnologia, ele torna-se ainda mais eficiente nas suas atividades.

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Seja pela procura de uma tecnologia mais avançada, seja pela procura de um software que melhore problemas de gestão de controlo de ponto. Ou até pela oportunidade de melhorar os processos de recrutamento e seleção ao ser utilizada uma solução mais avançada.

Dito isto, há um software all-in-one que pode fazer parte das soluções encontradas no processo design thinking no RH, o sistema de gestão de RH da Factorial. Esta ferramenta permite fazer:

  • Controlo de ponto digital
  • Recrutamento e seleção de candidatos
  • Onboarding digital
  • Gestão de despesas dos funcionários
  • Gestão das variáveis dos salários dos colaboradores
  • Relatórios e KPI’s de RH
  • E tanto mais!

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Ana Matos é Content Manager da Factorial para o mercado português. Licenciada em Ciências da Comunicação e Mestre em Marketing, dedica-se à criação, produção e gestão de conteúdos digitais em diferentes formatos desde 2017. Depois de alguns anos a trabalhar em agências de Comunicação e Marketing, especializa-se agora na área de Recursos Humanos & Tecnologia.

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