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Gestão de Talentos

Guia para a formação interna nas empresas [+ eBook gratuito]

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5 minutos de leitura
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Com ou sem experiência, é natural que todos os profissionais precisem de tempo, orientação e aprendizagem contínua para se adaptarem à forma como cada empresa trabalha. Processos, ferramentas, objetivos e até a cultura interna variam de organização para organização. É por isso que a formação interna nas empresas tem um papel tão relevante na gestão de pessoas.

A formação interna consiste em preparar os colaboradores para desempenharem melhor as suas funções, acompanhando a evolução do negócio e das exigências do mercado. Pode servir para integrar novos trabalhadores, atualizar competências, apoiar mudanças internas ou desenvolver áreas específicas como liderança, tecnologia ou trabalho em equipa.

Tabela de conteúdos:

O que é a formação interna nas empresas?

A formação interna nas empresas (por vezes designada como formação profissional ou formação empresarial) refere-se a todas as ações de aprendizagem promovidas pela própria organização com o objetivo de ajudar os seus colaboradores a desempenhar melhor as suas funções. Na prática, significa ensinar como a empresa trabalha, quais são os seus processos, que ferramentas utiliza e que competências são necessárias para responder às exigências do dia a dia.

Este tipo de formação pode acontecer em vários momentos e serve para integrar novos trabalhadores, apoiar quem muda de função, atualizar conhecimentos ou preparar as equipas para alterações nos processos, na tecnologia ou na forma de trabalhar. Ao contrário da formação externa, a formação interna nas empresas é pensada à medida da realidade da organização e das suas necessidades concretas.

Tipos de formação interna nas empresas

Formação inicial

A formação inicial está diretamente ligada à entrada de novos colaboradores na empresa. O objetivo principal é ajudar a pessoa a adaptar-se ao novo contexto de trabalho, compreender como a organização funciona e começar a desempenhar as suas funções com segurança.

Este tipo de formação pode variar bastante, dependendo do perfil do colaborador, mas há dois cenários frequentes.

Formação de estagiários e trainees:

No caso dos estagiários e trainees, estamos muitas vezes a falar dos primeiros contactos com o mundo profissional. Por isso a formação deve começar pelo essencial: explicar como a empresa está organizada, quais são os processos internos, como funcionam as equipas e o que se espera no dia a dia.

Formação de novos colaboradores com experiência

Quando um novo colaborador já traz experiência profissional, o foco da formação inicial passa por garantir uma adaptação rápida e eficaz à forma de trabalhar da empresa. Mesmo pessoas experientes precisam de tempo para compreender processos internos, ferramentas, métodos de trabalho e expectativas. Uma conversa inicial bem estruturada ajuda a identificar o que a pessoa já domina e em que áreas pode precisar de apoio adicional.

Em ambos os casos, a formação inicial está intimamente ligada ao processo de onboarding. Um onboarding bem organizado, que combina informação, acompanhamento e formação prática, influencia diretamente a forma como o colaborador se adapta e evolui dentro da empresa nos primeiros meses.

2) Formação profissional contínua

A formação profissional contínua faz parte da formação interna nas empresas e está relacionada com a aprendizagem ao longo da carreira. Na prática, significa continuar a desenvolver competências depois da fase inicial de integração, acompanhando as mudanças que surgem no trabalho e no próprio mercado.

Com o passar do tempo, é normal que processos, ferramentas e formas de trabalhar evoluam. A formação contínua ajuda os colaboradores a manterem-se atualizados e preparados para responder a essas mudanças.

3) Cursos e formações como benefício

Algumas empresas oferecem formação fora das responsabilidades habituais, como cursos, workshops ou até licenciaturas e mestrados opcionais. Estas oportunidades funcionam como um benefício para os colaboradores, mostrando que a empresa valoriza o seu desenvolvimento e crescimento profissional.

A regra não é rígida: se a formação não for obrigatória para as funções do dia a dia, muitas vezes pode ser feita fora do horário, mas também é cada vez mais comum que seja integrada de forma flexível no próprio expediente. O importante é que os colaboradores tenham tempo e acompanhamento adequados para aproveitar essas oportunidades, sem comprometer a sua rotina de trabalho.

Formação interna nas empresas: legislação

Em Portugal, o Código do Trabalho estabelece regras sobre a formação profissional que todas as empresas devem conhecer. Cada colaborador tem direito a formação contínua, e é responsabilidade do empregador garantir que estas oportunidades são disponibilizadas de forma adequada.

Por lei, pelo menos 10% dos trabalhadores de uma empresa devem participar em ações de formação contínua todos os anos. Além disso, cada trabalhador tem direito a 40 horas de formação por ano, e o empregador deve assegurar que estas horas são reconhecidas e podem ser contabilizadas oficialmente.

Para efeitos de controlo e reporte, é necessário registar todas as formações no anexo C do Relatório Único e entregar essa informação à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) anualmente. O incumprimento destas regras pode ter consequências legais para a empresa.

💡 Agora o software Factorial já preenche o anexo C do relatório único por si, através da automatização dos dados das formações. Descubra mais aqui!

Como fazer um plano de formação interna da empresa?

Passo 1: Detetar necessidades

O primeiro passo é perceber exatamente o que a equipa precisa. Algumas áreas-chave a analisar incluem:

  • Desenvolvimento de competências (exemplo, liderança).
  • Conhecimento de novas ferramentas.
  • Estímulo para o trabalho em equipa.
  • Melhoria de desempenho numa atividade específica.
  • Conhecimento de outras áreas relevantes da empresa.

Preparação para uma mudança de cargo.

Passo 2: Desenvolver o plano de formação interna nas empresas

Com as necessidades identificadas, chega o momento de planear o que será oferecido, quando e de que forma. Alguns pontos a considerar:

  • Objetivos claros: o que pretende alcançar? Podem ser melhorias nas competências técnicas, comportamentais ou operacionais, por exemplo.
  • Formato da formação: presencial, remoto ou híbrido; workshops, sessões práticas ou cursos mais longos.
  • Responsáveis: quem dará a formação? Pode optar por colaboradores experientes, formadores internos ou empresas externas.
  • Calendário: estabeleça datas, frequência e carga horária adequada a cada tipo de formação.
  • Avaliação: como pode medir os resultados e o impacto da formação? Algumas opções incluem questionários, feedback ou acompanhamento do desempenho.

Passo 3: Execução e gestão das formações internas

O último passo é colocar o plano em prática e acompanhar continuamente os resultados através de:

  • Registo da participação de cada colaborador.
  • Acompanhamento do impacto da formação no desempenho diário e na produtividade.

Recolha de feedback para ajustar conteúdos, formatos e metodologias.

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Se tem dificuldade para organizar as formações que oferece aos funcionários, elaborámos um documento que pode ajudar neste processo. Descarregue o nosso guia para ver o passo a passo de como gerir as formações internas da empresas. Descarregue abaixo! ⬇️

Benefícios da formação interna para empresas

Num negócio, o verdadeiro diferencial são as pessoas. Além de melhorar a produtividade, a formação também traz outros benefícios importantes, como:

1) Melhoria da experiência do colaborador.

2) Desempenho mais eficaz dos funcionários.

3) Diminuição da taxa de rotatividade.

4) Melhoria no employer branding.

Factorial: ferramenta para gerir formações profissionais nas empresas

Softwares como o da Factorial permitem centralizar toda a informação sobre a formação, desde o planeamento de cursos até o acompanhamento do progresso de cada colaborador. Além disso, ajudam a cumprir obrigações legais, como o registo da formação no Relatório Único, sem esforço adicional.

Com uma plataforma deste tipo é possível:

  • Acompanhar facilmente quem já participou em cada ação de formação.
  • Recolher feedback.
  • Medir resultados.
  • Ajustar os planos sempre que necessário. 

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Bruna Carnevale é Content Manager da Factorial para os mercados do Brasil e Portugal. Com uma formação diversa em comunicação e línguas, se diz cada vez mais apaixonada pela área de RH e acredita que o acesso à informação de qualidade pode ajudar tornar a gestão de pessoas cada vez mais humanizada e eficiente.

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