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Next Generation EU: Quais os investimentos para Portugal?

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Os fundos Next Generation EU são fundos europeus que vieram dar resposta ao contexto económico e financeiro provocado pela pandemia Covid-19. Neste artigo vamos perceber o que são, para que servem e como impactam as empresas em Portugal!

O mundo estremeceu em 2020 quando uma pandemia surgiu. A vida que conhecíamos tornou-se uma miragem, e era incógnito o regresso à normalidade. Como todas as catástrofes mundiais, esta incerteza manifestou-se numa agravação violenta dos problemas económicos e financeiros globais.

Este contexto obrigou as organizações mais importantes do mundo a tomar medidas de recuperação às economias dos países. Assim, os fundos Next Generation EU vieram dar resposta aos mercados, com medidas criadas para o efeito, para implementar em todos os países membros da União Europeia (UE).

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O que são os Fundos Next Generation EU?

O aparecimento do vírus SARS-COV-2 não colocou apenas os sistemas de saúde, à escala mundial, numa situação difícil. As diferentes medidas que foram tomadas para combatê-lo mudaram as nossas vidas para sempre.

De restrições a quarentenas e até ao Certificado Digital, muitas mudanças foram feitas desde março de 2020. Do ponto de vista da gestão de pessoas nas empresas, e a título de exemplo, poderíamos falar da implementação do teletrabalho, da consolidação do trabalho híbrido. Ou até da valorização da saúde mental.

Agora a novidade surge através dos diferentes planos que serão implementados em diferentes países e regiões da União Europeia. Estes planos visam reverter as consequências da crise económica provocada pela pandemia.

Os fundos Next Generation EU vão distribuir 750.000 milhões de euros entre empréstimos e créditos, de forma a reduzir o impacto económico e social direto da pandemia.

O objetivo é tornar a Europa mais sustentável, mais digital, mais resiliente e mais adaptada aos desafios atuais e futuros.

Além do mais, estes apoios serão adicionados aos orçamentos regulares da UE, que formam o chamado Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, avaliados em quase 1,1 mil milhões de euros. A soma de ambos gera um orçamento total para os próximos anos de 1,8 mil milhões de euros.

🎧 [Webinar] Metodologia OKR e Saúde Mental no trabalho

Qual a estrutura dos Fundos Next Generation EU?

Agora que já percebemos o que são estes fundos europeus, é importante perceber, na prática, como se irão estruturar. Em resumo, os apoios Next Generation EU serão utilizados ​​para impulsionar o investimento, mitingando, assim, os efeitos da pandemia.

Ora vejamos os principais objetivos:

  1. Aumentar a procura agregada
  2. Apoiar os países mais afetados pela crise e procurar a coesão da UE
  3. Reforçar o potencial de crescimento económico

Tendo em conta os objetivos indicadas acima, a Comissão Europeia delineou os pormenores do projeto. O organismo estabelece que mais de 50% do valor se destina à modernização, com forte destaque para a digitalização dos países.

Além disso, os fundos Next Generation EU também serão utilizados ​​para combater as mudanças climáticas, proteger a biodiversidade e promover a igualdade de género. Para que isso aconteça, existem dois instrumentos principais nos fundos Next Generation EU:

  • Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR)

Este instrumento constitui o núcleo do Fundo de Recuperação, e conta com 672.500 milhões de euros. Tem como propósito apoiar o investimento e as reformas nos Estados-Membros, para alcançar uma recuperação sustentável e fazer avançar as prioridades verdes e digitais da UE.

  • Fundo REACT-EU

A este fundo foi alocada a verba de 47.500 milhões de euros e funciona como um fundo estrutural. Ainda assim, com maior flexibilidade e agilidade na sua execução, que irá permitir promover a recuperação ecológica, digital e resiliente da economia.

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Fundos Next Generation EU para Portugal

Portugal foi um dos países mais afetados pela pandemia. Lembre-se que, em junho de 2021, Portugal foi considerado o país da UE com maior incidência de casos de Covid-19 por 100 mil habitantes.

Os consecutivos confinamentos deixaram a economia do país numa situação muito frágil.

Desta forma, e para fazer face ao graves impactos económicos e sociais, foi criado o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em Portugal. Este plano foi inserido no instrumento MRR que vimos acima.

O Plano de Recuperação e Resiliência consubstancia a implementação de um inovador mecanismo criado diretamente pela União Europeia.

O acordado entre as partes ascende a cerca de 13,9 mil milhões de euros em subvenções e 2,7 mil milhões em empréstimos. A estes valores, pode ser ainda acrescentado o valor de 2,3 mil milhões de euros.

No entanto, esta situação será avaliada apenas na segunda metade de 2022, em função da procura gerada pelo setor empresarial. De referir, ainda, que o PRR estará em vigor entre 2021 e 2026.

Mas como estão estruturados e organizados estes fundos para Portugal? É isso que vamos ver em mais detalhe, a seguir.

O que é o Plano de Recuperação e Resiliência em Portugal

Integrado nos fundos temporários Next Generation EU, o PRR pretende ser um instrumento de transformação estrutural. E, pelo seu carácter e impacto reformista, promete responder aos efeitos da crise.

O PRR está organizado segundo três dimensões estruturantes: Resiliência, Transição Climática e Transição Digital. Em cada um deles existem outros setores que também são tidos em conta. Vejamos:

  • Resiliência

A dimensão da Resiliência está associada a um aumento da capacidade de reação face a eventuais crises, e de superação face aos desafios atuais e futuros. Esta dimensão surge para promover uma recuperação transformativa, duradoura, sustentável e inclusiva.

Nesta área estão previstos 11,125 mil milhões de euros. Em Portugal, estes esforços serão canalizados para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), para investimento e inovação, qualificações e competências, entre outros.

👉 [Entrevista] Inovação em Recursos Humanos: Brunno Ribeiro

  • Transição Climática

Nesta dimensão, da Transição Climática, os componentes estão focados na redução das emissões de carbono e há uma maior incorporação da energia a partir de fontes renováveis. Aqui são concentrados cerca de 18% do montante global do Plano de Resiliência e Recuperação para Portugal.

Esta área espera, assim, receber cerca de 3,059 mil milhões de euros. E serão diretamente alocados para investir em mobilidade sustentável, descarbonização da indústria, bioecnomia sustentável, entre tantos outros.

  • Transição Digital

Por fim, a dimensão de transição digital. Esta será a área que irá receber menos apoio em termos monetários – 2,406 mil milhões de euros. Ainda assim, um valor que possibilita o investimento em empresas 4.0, para que façam a sua transição digital. Esta dimensão oferece apoio à digitalização da administração pública, por exemplo.

No fundo, o objetivo é dar apoios às empresas portuguesas para rumarem à digitalização. Este investimento permite, também, uma aceleração à transição para uma economia e sociedade mais digitalizada e tecnológica.

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A importância da digitalização nos fundos Next Generation EU

Depois de percebermos o que são os fundos Next Generation EU e quais as dimensões com maior investimento em Portugal, aprofundemos a última área – Transição Digital.

A crise provocada pela pandemia do Covid-19 evidenciou problemas que já sabíamos que existiam, mas estavam na sombra. Consequentemente, o contexto que se viveu permitiu a aceleração de grandes mudanças sociais (de todo o tipo de áreas) que só eram esperadas nas próximas décadas.

Enfim, aconteceu tudo em menos de um ano, tal a violência e brutalidade da necessidade de mudança.

A transição digital, ou digitalização, é agora, mais do que nunca, importantíssima para o futuro das empresas. A União Europeia, através da criação do Next Generation EU, torna esta premissa bem clara.

Mas que benefícios as empresas podem encontrar ao investirem na digitalização, mais concretamente no setor dos Recursos Humanos? É isso que exploramos a seguir.

🎧 [Workshop] Transformação Digital no RH: Tendências para 2022

Quais os benefícios da digitalização dos RH?

Para começar, é conveniente referir que a digitalização durante a pandemia foi feita de uma forma brusca. Na imprevisibilidade, os profissionais de RH tiveram que encontrar soluções para os problemas com que se depararam nos processos do dia a dia das equipas.

Este fenómeno é bem visível com o teletrabalho. Ele tornou-se obrigatório (ou quase-forçado) durante os vários confinamentos em diferentes países. E, só isto, trouxe ao de cima a necessidade das empresas encontrarem novas formas de trabalharem, mais alinhadas com o tempo de hoje. E, claro, a digitalização não poderia ser mais adiada.

A gestão dos recursos humanos foi essencial neste processo. Reforçar que este foi o setor que teve de se adaptar mais rápido, devido às necessidades impostas. Afinal, a necesidade faz a mudança acontecer.

Os fundos Next Generation EU são o reflexo disto mesmo. Se Portugal se encontrava um passo atrás em relação à grande maiores dos países europeus mais desenvolvidos, estes apoios podem ser uma ajuda na inovação do país.

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Vejamos, agora, alguns dos benefícios para as empresas conseguidos através da digitalização dos RH:

1) Agilização de processos internos

Com sistemas digitalizados, a oportunidade de tornar os processos internos das empresas mais eficientes é um facto. A acessibilidade à documentação da empresa e dos funcionários, a gestão de tarefas e de pedidos de férias e ausências é, sem dúvida, razão suficiente para a mudança!

Referir que o componente de cibersegurança na administração pública, incluído na dimensão de transição digital dos fundos Next Generation EU, conta com um apoio de 578 milhões de euros. Isto é dizer que os dados irão estar seguros e há efetivamente proteção de dados internos dos organismos.

👉 Marcação de férias: regras, prazos e dúvidas comuns

2) Atração e retenção de talentos

Este é um dos benefícios que nem sempre é considerado como prioritário pelos líderes das empresas. Mas a verdade é que as últimas gerações já nasceram com a tecnologia. Por isso, qual é o sentido destes profissionais integrarem organizações que ainda se recusam a digitalizar?

A atração e retenção de talento são fundamentais em qualquer empresa. E nunca poderá ser descurada a necessidade de atualização de procedimentos e a procura de melhores soluções.

Inovação casa com um bom employer branding! E um bom employer branding ajuda na contratação dos profissionais certos. E, claro, com uma taxa de rotatividade baixa.

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3) Melhores decisões através das análise de dados

Este parece um benefício óbvio, mas a verdade é que muitas empresas ainda fazem as contas de faturação em papel. Ou com previsões de negócio baseadas em contas e dados básicos.

Com recurso a uma plataforma adequada, é possível extrairem-se dados de forma rápida e intuitiva, que permitem a tomada de melhores decisões. O Big Data está aí e claramente para ficar.

👉 Design Thinking no RH: O que é e como aplicar

4) Aumento da produtividade

Por último, mas não menos importante, o aumento da produtividade. Uma das vantagens mais óbvias que o RH digital nos traz é a substituição integral do papel. Ao se digitalizarem processos, e com acessibilidade em nuvem, a produtividade ganha terreno.

Num momento inesperado e difícil como foi a pandemia, a adaptação a uma nova forma de trabalhar tornou-se mais fácil com o investimento em plataformas digitais. Plataformas estas que permitiram que as pessoas fossem mais produtivas nas suas funções.

Além disso, a transição digital facilitou bastante a comunicação e o número de burocracias.

👉 [Entrevista] Produtividade e Desenvolvimento Pessoa: Fred Canto e Castro

Solução de RH que permite digitalização da sua empresa

A revolução tecnológica acarreta enormes desafios, é verdade. Todavia, traz também enormes benefícios para a saúde das pessoas, nomeadamente, no equilíbrio entre trabalho e vida familiar.

Os fundos Next Generation EU passam a ser a manifestação mais concreta da necessidade imperativa de inovar processos. Sem dúvida que eles constituem uma oportunidade única de se levantar uma discussão, sempre adiada por milhares de empresas de todo o mundo.

A digitalização é um foco da União Europeia e deveria ser também de todos os países individualmente, e das empresas em particular.

Uma das plataformas que pode responder melhor às necessidades das empresas é o software de RH da Factorial. Este software permite digitalizar os seguintes processos:

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Ana Matos é Content Manager da Factorial para o mercado português. Licenciada em Ciências da Comunicação e Mestre em Marketing, dedica-se à criação, produção e gestão de conteúdos digitais em diferentes formatos desde 2017. Depois de alguns anos a trabalhar em agências de Comunicação e Marketing, especializa-se agora na área de Recursos Humanos & Tecnologia.

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