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Plano de benefícios para colaboradores: 8 exemplos de regalias

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Os colaboradores valorizam cada vez mais aspetos além do salário, tornando a existência de um plano de benefícios absolutamente indispensável.

É vital para cada empresa apostar na elaboração do seu plano e perceber como utilizá-lo. Compreender as vantagens de uma boa política de benefícios nos RH permitirá reforçar a equipa e o desempenho da mesma.

Neste artigo iremos explorar em que consite um plano de benefícios, como elaborá-lo ou otimizá-lo. Destacamos também alguns exemplos e o que são benefícios flexíveis. Continue a ler o artigo!

Conteúdos:

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Plano de benefícios: o que é?

O plano de benefícios nada mais é do que o conjunto de regalias que uma empresa oferece aos seus colaboradores.

Estas regalias têm como objetivo complementar o pacote salarial disponibilizado. Podem variar em tipo, custo para a empresa e relevância. Por isso, os benefícios devem ser avaliados consoante o perfil do(s) funcionário(s).

É possível incluir desde benefícios de saúde, de formação, de transportes ou de alimentação. Podem também abranger familiares dos colaboradores ou ser mais vocacionados para a vida pessoal e familiar.

Cada vez mais os colaboradores valorizam o plano de benefícios disponibilizado e por que regalias é composto. Longe vão os tempos em que o valor auferido era o mais importante. Em inúmeras circunstâncias, as regalias são até mais valorizadas que o próprio salário.

Por este motivo, o plano de benefícios poderá ser determinante na escolha entre empresas. Traz também consigo diversas vantagens para as organizações, e é sobre elas que falaremos de seguida.

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Quais as vantagens do plano de benefícios para as empresas?

Um bom plano de benefícios não é vantajoso apenas para os colaboradores de uma organização. A própria empresa beneficia, direta e indiretamente, a vários níveis. Vamos vê-lo a seguir:

a) Aumento da produtividade

Pode soar a frase-feita, mas é indiscutível que um trabalhador satisfeito é um trabalhador produtivo.

Ao elaborar um plano de benefícios que preencha as necessidades dos funcionários, a empresa estará a contribuir para o aumento da produtividade da equipa. E, assim, para a melhoria de resultados da organização.

👉 Leia o artigo sobre qualidade de vida no trabalho, com dicas para os RH!

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b) Retenção e atração de talento

Boas condições de trabalho e a disponibilização de bons pacotes de regalias são argumentos de peso. Na hora de um colaborador decidir permanecer, ou não, numa empresa, estas regalias poderão ser determinantes.

Como é sabido, a retenção de talentos existente é uma das formas mais inteligentes de controlar os custos com pessoal. Contratar e formar novos colaboradores é dispendioso, além de moroso.

Neste sentido, ao apostar num plano de benefícios e reter talento, a empresa estará a otimizar custos e recursos.

Estará também a atrair talento, pois disponibilizar boas regalias irá aliciar potenciais novos colaboradores.

👉 Gestão de talentos: 9 passos para colocar em prática! Leia o artigo.

c) Reforço da Employee Value Proposition e da Employee Experience

O plano de benefícios está, naturalmente, ligado à Employee Value Proposition (EVP), ou Proposta de Valor ao Colaborador.

Tratando-se a EVP do conjunto de condições que atraem ou fidelizam colaboradores, um bom plano de benefícios equivale a uma boa EVP.

Está, igualmente, ligado de forma direta à experiência do funcionário dentro da própria empresa, ou Employee Experience. Ao proporcionar melhores condições de trabalho e qualidade de vida aos colaboradores, cria uma melhor Employee Experience.

Apresentadas as principais vantagens, veremos agora como alcançá-las na prática. Isto é, como desenvolver um bom plano de benefícios, favorável para ambas as partes, empresa e colaboradores.

Descarregue aqui o nosso guia prático sobre Employer Branding, com exemplos e dicas práticas para implementar na sua empresa.

Como implementar um plano de benefícios para funcionários na sua empresa

Para que uma política ou plano de benefícios seja eficaz, deve ser competitivo! A chave é ser composta por benefícios que se diferenciem das demais organizações.

Adicionalmente, é imperativo que as regalias sejam vistas, efetivamente, como uma mais-valia pelos colaboradores.

Um plano composto por benefícios que nada acrescentam à qualidade de vida, laboral e pessoal dos empregados, é tão eficaz como não ter qualquer plano. Com a agravante que a empresa estará, muito provavelmente, a ter custos com esses benefícios, sem ter qualquer retorno.

Para compreender quais os benefícios certos a disponibilizar, a empresa deverá dar alguns passos. Ora vejamos:

1) Conhecer bem a sua equipa

É, talvez, um dos passos mais importantes na elaboração do plano de benefícios.

É indispensável conhecer os colaboradores, elaborar o seu perfil e entender o que necessitam. Sabendo quais são as suas necessidades, facilmente será possível dar uma resposta mais adequada a elas.

Isto pode ser feito de diferentes formas. Uma delas é escutando os funcionários, procurando saber o que consideram que poderia ser uma melhoria das suas condições. Outra é analisando os seus dados, como idade, situação familiar, etc.

👉 Saiba como pode criar um portal do colaborador. Através de um perfil pessoal, os seus colaboradores poderão aceder às suas informações pessoais, documentos e outras funcionalidades.

2) Traçar o perfil da empresa

Quais os valores da sua empresa? Esta é uma pergunta básica, que qualquer organização deverá saber resposnder. Além de conhecer os seus objetivos e missão. É importante ter tudo isto bem claro e escolher benefícios que estejam alinhados com a cultura organizacional da empresa.

Um plano de benefícios que reflita os valores da empresa, além de revelar coerência e integridade, será mais valioso.  Adicionalmente, potenciará uma maior identificação por parte dos colaboradores que, revendo-se, se sentirão mais motivados.

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3) Estudar os benefícios oferecidos pelo mercado

Como mencionado antes, um plano de benefícios eficaz deve ser competitivo e demarcar-se.

Para atingir esse fim, é vital analisar o mercado. Nessa análise, perceber, em particular, quais as regalias que estão a ser oferecidas pelas outras empresas. A partir daí, entender que benefícios oferecer, não só que se distingam, mas que deem resposta a falhas ou necessidades não preenchidas.

Outra via poderá ser estar atento aos planos de benefícios de gigantes do mercado, como a Google, a Apple ou a Meta. Estas empresas são, geralmente, referência no que toca a regalias e alcançam grandes níveis de satisfação dos seus colaboradores.

Assim, poderá ser útil perceber o tipo de regalia disponibilizado e como pode ser adaptado à realidade da sua empresa. Aqui, uma vez mais, é indispensável, conhecer bem a equipa e o perfil da organização, abordados nos pontos anteriores.

4) Analisar a viabilidade financeira

Uma vez feita a identificação das necessidades dos colaboradores, de alinhar essas necessidades com os valores da empresa e de estudar o que o mercado oferece (e aquilo de que tem carência), o passo lógico seguinte é analisar a viabilidade financeira.

O que isto quer dizer? Que teremos de perceber quais os custos de aplicar um determinado plano de benefícios. No fundo, olharmos para a nossa gestão de custos.

Os benefícios escolhidos têm, naturalmente, de caber dentro do plano financeiro da empresa, e serem exequíveis do ponto de vista económico.

Se os passos anteriores eram da inteira responsabilidade do departamento de RH, este passo deve ser uma parceria entre o RH e a equipa financeira da empresa.

De que forma pode um bom plano de benefícios ser elaborado? O que não poderá faltar nele? Damos, a seguir, alguns exemplos de regalias que contribuirão para o desenvolvimento de um plano de benefícios de qualidade.

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Plano de benefícios: exemplos

Não existem regras ou legislação sobre que regalias incluir num plano de benefícios.

As regalias a disponibilizar dependem, fundamentalmente, do resultado dos passos mencionados anteriorment. Dependem, também, da criatividade de cada empresa e da sua capacidade de oferecer benefícios que respondam às necessidades dos trabalhadores.

Contudo, existem benefícios ou regalias mais comuns, seja por se terem generalizado, seja por, verdadeiramente, serem populares junto dos colaboradores.

Partilharemos 8 exemplos de benefícios, que poderão ser meio caminho percorrido na direção de um plano de benefícios de qualidade.

1. Seguro de saúde

Começamos pelo mais generalizado. De tal forma que muitos colaboradores o consideram como o “mínimo dos mínimos”. E a verdade é que 9 em cada 10 empresas portuguesas o oferecem aos seus colaboradores, segundo dados de um estudo da empresa Mercer.

Ainda que amplamente disponibilizado, não deixa de ser um benefício bastante valorizado. Os seguros de saúde são um custo elevado se contratados a título pessoal. A juntar a isto, principalmente nos últimos anos, os colaboradores passaram a valorizar o acesso direto a cuidados de saúde.

Uma forma de diferenciar este benefício do mesmo tipo de benefício oferecido pelas restantes empresas é incluir cuidados dentários. Geralmente são deixados de fora, pelo seu custo, e são bastante reconhecidos pelos trabalhadores.

👉 Leia o artigo sobre Saúde Ocupacional: 5 etapas para garantir o bem-estar no trabalho

2. Creche ou cuidados infantis

Outra regalia muito valorizada pelos colaboradores com filhos é o acesso a creches, seja na própria empresa, sejam parcerias.

A possibilidade de ter um local de confiança onde deixar as crianças em idade pré-escolar, sem custos adicionais, é bastante apreciada pelos colaboradores e um fator distintivo dos demais planos de benefícios.

3. Acesso a ginásio ou massagens

Uma vez mais, pode ser nas próprias instalações, ou em parceria externa.

Os custos com exercício físico são muitas vezes eliminados do orçamento familiar, por serem considerados supérfluos. Por este motivo, esta regaldia é um extra que muitos trabalhadores apreciam e quem gostam de ter no seu plano de benefícios.

Para além disto, está comprovado que a prática regular de exercício aumenta a concentração e a produtividade.

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4. Subsídio de transporte

Os custos com transportes são uma fatia generosa do orçamento dos colaboradores.

Assim, é considerado um benefício muito valorizado ter esses mesmos custos subsidiados ou as deslocações de/para o trabalho financiadas.

5. Horários flexíveis

Especialmente nos últimos anos, durante os quais os colaboradores experienciaram o trabalho remoto ou teletrabalho, tornou-se um benefício popular.

Os trabalhadores apreciam poder gerir as suas horas de trabalho de forma menos rígida. Deste modo conseguem um melhor work-life balance entre vida profissional e vida pessoal ou familiar.

Alguma empresas optam, também, por ter períodos livres, como as sextas-feiras da parte da tarde, por exemplo. Ou pela tão famosa semana de quatro dias de trabalho.

Poder-se-ia pensar que fomentaria a redução da produtividade. Mas a verdade é que se tem vindo a confirmar que é exatamente o oposto que acontece.

👉 Flexibilidade no Trabalho: conheça todos os benefícios para atrair e reter talento

6. Teletrabalho

Sem dúvida que o teletrabalho foi uma regalia que se tornou tendência, com os novos hábitos criados pela pandemia.

Várias empresas de referência, no que aos benefícios dizem respeito, perceberam que dar aos seus colaboradores a possibilidade de criar o seu próprio espaço de trabalho em casa, ou de custear equipamentos para que pudessem trabalhar remotamente de forma mais eficiente e confortável, era visto com muito bons olhos pelos trabalhadores.

Isto poderá ser feito oferecendo vales para que o colaborador possa comprar o que deseja. Ou oferecendo mobiliário (como cadeiras ergonómicas) ou, até, simplesmente disponibilizando equipamento informático (como um monitor extra).

Mais uma vez, tudo depende da capacidade financeira e da criatividade da empresa.

🚨 É importante, por fim, salientar que foi regulamentado pelo Governo português a obrigatoriedade das empresas ajudarem financeiramente os colaboradores em teletrabalho. Pode consultar a todas estas alterações laborais no teletrabalho neste artigo.

7. Parcerias comerciais

Muitas empresas têm acordos com entidades, marcas ou lojas, nas quais os colaboradores têm descontos.

Lojas de roupa ou de equipamentos, óticas, instituições culturais, são apenas alguns exemplos.

Este tipo de benefício é um dos que tem menores custos para a empresa e que poderá ser do agrado dos seus colaboradores.

8. Formação

A formação profissional nas empresas é obrigatória e está devidamente prevista na legislação. No entanto, dar acesso a formação adicional, para além da obrigatória, é visto como um bom benefício. Principalmente se for dada possibilidade ao colaborador fazer a formação que pretender, à sua escolha, sem custos.

No bloco da formação podemos incluir também as certificações e os programas de mentoring.

Além de ser uma outra regalia que poderá representar um custo mais reduzido, oferecer possibilidades de evolução é simultaneamente um reforço da EVP, anteriormente falada.

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Estes são apenas alguns exemplos de benefícios que podem ser adotados e adaptados à realidade de cada empresa. No entanto, independentemente do plano de benefícios oferecido, o mais importante é que esse plano não seja estanque.

Os benefícios devem variar consoante o colaborador e ser suficientemente flexíveis para se adaptarem a diversos cenários.

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Plano de benefícios flexíveis

Como a própria designação indica, os benefícios flexíveis são regalias disponibilizadas que podem ser negociadas com cada colaborador.

Um colaborador com família e filhos terá necessidades diferentes de um funcionário que começa agora o seu percurso profissional, saído da faculdade. O plano de benefícios deverá ser adaptável o suficiente para ir ao encontro das expectativas de ambos.

A grande vantagem dos benefícios flexíveis é potenciar resultados para a empresa, ao aumentar os níveis de satisfação do trabalhador. E por resultados entendemos as questões mencionadas no bloco das vantagens. Maior produtividade, melhor retenção de talento, etc.

Os planos de benefícios flexíveis são a grande tendência mundial nas empresas atualmente. Há, inclusive, organizações que permitem aos seus colaboradores escolher que benefícios pretendem ter, de um leque de opções possíveis.

👉 Fundo de pensões: um benefício a oferecer pelas empresas?

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Digitalização da política e plano de benefícios para colaboradores

A pandemia veio acelerar a transformação digital da maioria das empresas. Desta forma, mudou algo que era apenas uma mais-valia para algumas organizações, para algo absolutamente indispensável para a maioria.

A forma como a política de benefícios é desenvolvida e implementada, e o modo como as próprias regalias são geridas, passou a depender diretamente dos sistemas de Gestão de Recursos Humanos.

Sem o apoio que os programas de gestão de RH proporcionam, nomeadamente através da automatização de tarefas, organização de informação e análise de dados, as tarefas administrativas tornar-se-iam quase incomportáveis.

Assim, apostar num software revelou-se não só uma escolha inteligente como indispensável!

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